quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Cowork

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Esta é a sala onde trabalho! Não é fantástica? :)

Isto há coisas mesmo engraçadas. 
Andei aqui anos a fio a enlouquecer aos bocadinhos porque trabalhava unicamente em casa e apesar de adorar a minha casa e não me sentir tão confortável em mais lugar nenhum, a verdade é que de vez em quando as paredes pareciam engolir-me. 
Tanto andei, tanto andei que aluguei um espaço para trabalhar no fantástico Cowork do Factory de Braga. Adoro trabalhar lá, sinto-me muito à vontade, trabalho bem e gosto dos meus "vizinhos". Adoro descer as escadas e dar duas de treta com as meninas da receção ou descer mais um lanço e ir à copa fazer um chá. Encontrei um espaço feliz que faz sentido para mim e onde o meu trabalho rende como nunca.

E desde que estou no cowork que deixei de me importar por ficar de vez em quando a trabalhar em casa! 
Até gosto!
Já me sabe bem ficar aqui um dia ou outro, o trabalho também rende bem, consigo concentrar-me e já é a segunda ou terceira vez que se aproxima o fim de um livro e se apodera de mim a vontade de o acabar em casa! 
Depois, regresso toda contente ao mundo cor de laranja!

Parece que agora que já não é a minha única opção, voltei a sentir-me bem aqui com o meu pc pequenino, que de vez em quando dá o berro!

O outro senhor é que tinha razão, Estou bem onde não estou! 
Ou estou bem em todo o lado, que é melhor ainda! 

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Problemas de primeiro mundo!

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A onze de janeiro ainda se podem estabelecer intenções de Ano Novo, não podem?!

Então cá vai:

Este ano quero perder a mania de verificar o e-mail de cinco em cinco minutos.
...

(Quem é que quero enganar? Deixem-me reformular.)

Este ano quero perder a mania de verificar o e-mail duas vezes por minuto!

Apre!

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Como um floco de neve


Snowflake by Alexey Kljatov:
Sei que já escrevi sobre isto, mas não me lembro quando e não me apetece procurar. De qualquer maneira, há coisas que devem ser escritas muitas vezes, porque são úteis de recordar.

Para mim, uma das coisas mais assustadoras da vida é achar-se que as pessoas, chegadas a uma certa idade ou estatuto, já não aprendem nada; já não precisam de aprender nada. 
Que já sabem tudo. Acho tristíssimo.
Faço os possíveis para nunca me deixar cair nesta forma de pensar, para nunca achar que já sei tudo. Porque não sei nem da missa um terço.
Quero aprender coisas todos os dias, quero descobrir novos interesses todos os dias, quero poder retirar sempre uma lição, um ensinamento de tudo o que faço e de todas as experiências por que passo. 
Dito assim pode parecer muito lírico, muito simples, mas às vezes há coisas que já sabemos e que, sabe-se lá porquê ou como, vamos esquecendo. Quando as recordamos, quando as trazemos de volta à consciência, podem não ser uma descoberta do momento, mas não deixam de ser menos poderosas por isso.

Sou daquele tipo de pessoas que precisa de falar de tudo e mais alguma coisa. Verbalizo o que penso e sinto com facilidade e muitas vezes é a conversar, a debater que desconstruo as coisas que me incomodam e as entendo melhor. Também gosto de partilhar, de contar coisas às minhas pessoas, mesmo que as coisas não lhes digam respeito. Se estou envolvida nelas, se me dão prazer (ou se me incomodam, se me irritam) sinto necessidade de as partilhar. 
É assim que funciono, é assim que me organizo, que recalibro e para mim não existe a noção de partilha em demasia (isto em relação aos que guardo no coração, evidentemente, que não ando pela rua a comentar os assuntos de ninguém, nem a pôr a minha vida ao sol!).

Por outro lado, sou tão centrada em mim mesma, tenho por vezes tanta certeza de que a minha forma de ser é a mais acertada, a melhor e mais eficiente (e para mim é), que fico sempre muito surpreendida, genuinamente atordoada quando me apercebo (ou me relembram) que nem todos somos iguais. 

As pessoas não são todas iguais - e muito menos todas iguais a mim. Não pensam da mesma forma, não reagem da mesma forma e, sobretudo, não precisam das mesmas coisas que eu preciso para atingir o mesmo nível de satisfação pessoal. 
Por isso, é muito injusto julgar os outros pela bitola com que me rejo, esperar dos outros o mesmo tipo de reação que eu tenho, e é terrivelmente injusto da minha parte, vergonhoso quase, ficar triste, desiludida ou zangada quando acho que os outros não reagem de acordo com os meus padrões ou expetativas. 

Nem todos somos iguais. Não pensamos todos da mesma maneira. Não precisamos das mesmas coisas. Não posso julgar os outros da mesma forma que me julgo a mim. Porque não sou igual a ninguém. Ninguém é igual a mim. Presumir que assim é, é alimentar a injustiça, o egoísmo e uma arrogância que não quero manifestar e que acho que não faz verdadeiramente parte de mim. 

Não sou igual a ninguém. Ninguém é igual a mim. 
A ver se nos próximos tempos não me esqueço disto.
Às vezes tenho dificuldade em aprender algumas coisas e naqueles momento que antecedem a "redescoberta" levo tudo e todos à frente.

Só mais uma vez: Não sou igual a ninguém. Ninguém é igual a mim. 

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Be kind...

it's important. @thecoveteur:


Há algum tempo que, cá por coisas minhas, acredito que a melhor resposta para tudo é a bondade. Na bondade incluo a simpatia, a solidariedade, a ausência de juízos de valor e até a tolerância, uma palavra e uma noção de que não gosto particularmente por me parecer quase sempre sobranceira. Mas sim, às vezes é preciso ser tolerante.
Procuro aplicar estes princípios em todos os aspetos da minha vida, com toda a gente com quem me cruzo e até comigo. Também temos de ser bondosos connosco.

Já engoli grandes sapos para responder com bondade, já me magoei e já fiz das tripas coração para ser bondosa para outras pessoas. Algumas merecem o esforço, outras nem por isso. 
Mas faço-o porque acredito que é a melhor abordagem para mim.
Tento sempre que esta atitude seja natural, instintiva, mais um reflexo da pessoa que quero ser e não uma coisa imposta, artificial ou forçada. É que a bondade, a gentileza, a solidariedade e a satisfação de fazer coisas boas alimentam-se a si próprias e chamam umas pelas outras; multiplicam-se, enchem-nos a alma até serem parte de nós. 

Hoje fiz uma coisa que me fez sentir uma cabra e mesmo que tenha tentado contrariar a seguir com boas ações, tenho um peso na consciência, uma mancha no meu linho.

A meio da manhã fui comprar um folhado misto porque não tinha tomado pequeno almoço e estava com fome. Na pastelaria estava uma senhora de leste, meio esfarrapada e encardida a comprar um croissant. Reparei nela porque estava à minha frente na fila, mas não fiz qualquer juízo de valor, nem pensei em nada.

Alguns minutos depois, já no cimo da rua, a mesma senhora veio pedir-me esmola, que tinha fome e gostava de comprar «um triguinho». 
Olhei para ela e depois de hesitar durante dois segundos disse-lhe: «Acabei de a ver comprar um croissant. Com esse dinheiro, comprava dez triguinhos.»
Ela olhou para mim também durante dois segundos e voltou a pedir-me dinheiro para o pão.
E eu virei costas e fui à minha vida.

Dei meia dúzia de passos e comecei a sentir-me tão zangada! Não com a senhora, que tem todo o direito a comprar o que lhe apetecer para comer, mas comigo, por lhe ter respondido desta forma, por ter tido a arrogância de lhe dizer que em vez de um croissant devia ter comprado dez pães. 
Não tinha necessidade nenhuma de o fazer. 
Não lhe dava dinheiro e pronto, continuava o meu caminho sem a ter julgado porque lhe apeteceu um croissant.

Eu sou tudo menos santa, não quero atingir nenhum patamar de perfeição e já fiz muita merda mal feita na minha vida, mas a certa altura decidi que o mais importante de tudo é o que EU sei de mim, o que penso quando me vejo ao espelho, o que guardo no coração e no pensamento. 
O mais importante é a tranquilidade com que à noite deito a cabeça na almofada e consigo adormecer de consciência limpa e cristalina. 
Habitualmente consigo.
Mas hoje sinto-me pesada.
Dei uns passos atrás.

E não sei o que vou escrever para o meu Happiness Jar. Até agora não tenho grande coisa.

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