quarta-feira, 27 de julho de 2016

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Top 50 Inspiring Quotes When You Need Some Life Motivation:


Coisas que aprendi hoje ( e ainda só passou meio dia!):

Nunca subestimar o poder de uma piza margherita
e
O poder do abraço do nosso amor.

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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Bandas sonoras

Music is a great thing that helps bring people together. We hoped that by making this rap video we would get people to laugh and smile. There's nothing better than bringing a smile to someone's face, especially before the holiday's.:

Comecei a trabalhar num espaço que não é só meu. 
Aluguei um cantinho num lugar fantástico que promove o cowork e estou a adorar. Produzo mais, produzo melhor e volto para casa ao fim do dia com um sorriso nos lábios. (Podia ser por ir ver os gatinhos, de quem tenho umas saudades medonhas, mas não é só por isso. É porque gosto mesmo de sair de casa de manhã para ir trabalhar e gosto ainda mais de voltar para casa ao fim do dia, para... estar em casa!)

Trabalhando num espaço que é comum a mais pessoas e sabendo que nem todas têm trabalhos silenciosos como o meu, ia preparada para um certo nível de ruído. Teclados, impressoras, toques de telefone. Algumas conversas.
Como não quero armar-me ao pingarelho e tenho tanto direito ao meu silêncio quanto os outros têm direito aos seus telefonemas, decidi trabalhar de auscultadores enquanto ouvia uma musiquinha.
Resulta!

Já experimentei muitas músicas diferentes, alguns álbuns de músicas de yoga, outros de sons da natureza. E é bom. Hoje estava a sentir-me radical e decidi começar a ouvir as músicas que tenho no telemóvel. E quando dei por mim estava a cantar o Can't Hold Us, do Macklemore! 
Não é tão bom!

Vai daí, fui ao Spotify e como adoro piano estive toda a manhã a ouvir Chopin. Que espetáculo! Até agora, é o que resulta melhor. Bloqueia todos os ruídos, deixa-me concentrada e com o ritmo cardíaco calminho e como não tem letra, não corro o risco de dar música ao pessoal!


Há solução para tudo. 
Não me posso esquecer disto. Há solução para tudo. 

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Postas de pescada

“"Speak only if it improves upon the silence."”:

Embora já não perca tanto tempo a ler blogues ou a navegar no Facebook como há uns tempos, ainda dou uma vista de olhos pelo blogroll, ainda dou uma vista de olhos pelo feed do Facebook, não digo todos os dias, mas quase. 
Deixo-me inflamar, comover e indignar por algumas coisas, por alguns textos ou comentários, mas são muito poucos os que me fazem escrever qualquer coisa, responder ou comentar também. Principalmente se forem controversos, pouco simpáticos ou «picanços» provocadores. Não que não tenha nada para dizer, na maior parte das vezes até tenho, mas agora penso sempre se será necessário, se acrescenta valor ao que está dito e sobretudo se me cabe acrescentar alguma coisa. 
Na maior parte das vezes não. Porque quando são coisas genéricas, não especialmente dirigidas a mim, as outras pessoas quererão saber a minha opinião tanto quanto eu (não) quero saber da delas. 
Fácil.

Às vezes, quando leio alguma coisa que me irrita, que me enerva ou que suscita alguma opinião mais fervorosa, escrevo o comentário que me vem à cabeça - exatamente como o queria escrever, seja com asneiras, com arrogância, com raiva, o que for -, leio-o algumas vezes, olho para ele na sua caixinha de comentários, interiorizo que deitei cá para fora o que queria escrever, e a seguir apago-o. Apago tudo, sem pensar duas vezes. Porque na verdade aquele comentário não vai acrescentar nada, não é relevante, não interessa a ninguém. 
Há qualquer coisa de reconfortante em ver as letrinhas no ecrã; e quando digo reconfortante também posso dizer embaraçoso, porque às vezes escrevo e penso: És mesmo parva. Isto diz-se?! Apaga lá essa merda! E apago.
É uma coisa cá minha, uma opção.

A maioria dos comentários e respostas plantados nos social media são nada mais do que uma questão de ego inflamado. E o meu ego tem estado de dieta. 
O que não é mau de todo.

Lentamente, muito lentamente, estou a aplicar também este modo de agir na vida em geral, fora do contexto dos social media. Se antes podia dar a minha opinião quando ma pediam (e às vezes mesmo quando não ma pediam), agora penso duas, três vezes antes de falar. Penso se vale a pena gastar palavras ou se estou só a falar para o boneco. Penso se acrescenta alguma coisa, se quero dizer alguma coisa. E às vezes, mesmo que queira, penso se vale a pena. (Esta expressão é engraçada, gosto de pensar sobre ela: vale a pena...)

Estou a aprender a guardar para mim o que é meu, o que não acrescenta nada aos outros, o que não faz diferença, o que não aquece nem arrefece, o que não vale a pena dizer.

O curioso é que não sinto que isto seja castrador, muito pelo contrário, é libertador saber que decido o destino das minhas palavras, dos meus pensamentos e opiniões. 

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terça-feira, 12 de julho de 2016

A justa proporção das coisas.



Por muitos livros, textos e frases inspiradoras e motivadoras que leia, às vezes é difícil não ficar um bocadinho desanimada com as pessoas em geral. 

Já sei que não sou nenhuma pérola da Humanidade, que sou só mais uma de sei lá quantos que anda para aqui a tentar fazer o melhor que sabe com o que tem. Mas, e isto já é uma história antiga, custa-me sempre muito perceber que dou aos outros muito mais do que recebo. 
Custa-me mesmo. Sinto-me pequenina, insignificante. E demoro sempre uns dias a perceber que não o sou.
Já repeti isto muitas vezes, já o li em muitos sítios, já o pus em prática em várias ocasiões, mas está na altura de voltar a dar na justa medida em que recebo, de fazer aos outros não exatamente o que gostaria que me fizessem a mim, mas efetivamente o que me fazem a mim. Se há quem me faça bem sem fim, também há quem me faça menos bem do que aquilo que mereço.
Estou um bocadinho cansada de ser sempre a primeira a dar. 
E não estou a falar de bens materiais, como julgo que é evidente. Estou a falar de carinho, de atenção, de preocupação. 
Mas principalmente de consideração; é isso. Se excetuarmos o mais minúsculo núcleo de afetos que me rodeia, sinto-me muitas vezes desconsiderada, pouco valorizada, pouco apreciada. 

Portanto, está na altura de endurecer um bocadinho. 

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

É o que é...


it is what it is.. there are something we can change, all we can do just accept:


Há uma expressão que me irrita bastante pelo sentimento de impotência e desalento que transmite. Pela resignação, pela sensação de que não podemos ser e fazer melhor do que aquilo.
Ainda por cima está na moda.

«É o que é». Ou um plural mais compostinho: «As coisas são como são». Pior ainda. Já não é só uma coisa a ultrapassar-nos e a atar-nos as mãos, são várias. É generalizado. 

Não concordo com isto. Não quero concordar, quero acreditar que quando as coisas não estão ao nosso jeito, quando não são como as idealizámos podemos sempre fazer melhor, alguma coisa, qualquer coisa para as alterar. Para as fazer funcionar a nosso favor.

Se andamos a dormir pouco, deitamo-nos mais cedo; se andamos a ver muita trash TV, desligamos a televisão e lemos um livro; se estamos gordinhos e queremos emagrecer, podemos sempre começar a fazer uma alimentação melhor, a fazer exercício; se estamos magrinhos e queremos engordar, a chave da coisa é exatamente a mesma. Se estamos descontentes com a casa, com o trabalho, com o corte de cabelo ou com as cortinas da sala, podemos sempre fazer alguma coisa, qualquer coisa.

Mas depois há aspetos da vida que não sendo responsabilidade nossa, não estando exatamente ao nosso alcance, não dependendo diretamente de nós, são como são. As coisas são como são; as pessoas são como são e a vida é como é.
Podemos dar voltas à cabeça, e ao coração, mas às vezes é preciso respirar fundo e aceitar que é assim que vai ser. É o que é.

É desanimador mas às vezes não há volta a dar-lhe.


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