quarta-feira, 30 de março de 2016

Basta acreditar!

Love Life:


As últimas semanas foram muito cheias de acontecimentos e desafios exigentes, mas ao mesmo tempo muito boas e reconfortantes, importantes para a confirmação de que com a dose certa de coragem e determinação podemos tudo o que queremos, temos força para tudo o que nos aparece pela frente e nada nos amedronta nem diminui!
Entre uma abertura de loja seguida de uma semana de Páscoa, que aqui em Braga é um caso muito sério!, horários desafiantes, uma certa distância para analisar o trabalho feito e tirar daí pazadas de ensinamentos, consultas e exames de rotina que saíram melhores do que a encomenda, tempo para pensar nas coisas que queremos fazer e começar a tomar decisões e atitudes para lá chegar, estas semanas foram as piores e ao mesmo tempo as melhores dos últimos tempos. 
Porque é mesmo assim, não é? Nada é só preto ou branco, nada é só bom ou mau. Há matizes e variações de cor em todo o lado. Há sombras e pontos mais luminosos. 
No caso do meu trabalho sinto orgulho e humildade. Orgulho porque sei que faço um bom trabalho, humildade porque reconheço que tenho ainda muito para aprender e posso fazer ainda melhor. Tenho espaço para progredir. É absolutamente revolucionária esta noção de que por muito boa que seja ainda posso aprender, ainda posso melhorar; deixa tudo em aberto, transforma os dias em ocasiões entusiasmantes, em desafios constantes, porque acho que não há pior coisa para o intelecto do que a estagnação. A soberba da sabedoria, da mestria.
Isto aplica-se ao trabalho, mas também ao resto da vida. 
Estagnar é deixar de sentir borboletas na barriga, é deixar de ter emoção. E tenho um bocadinho de pena daquelas pessoas que acham que já sabem tudo, que já não têm nada para aprender, que só encaram os desafios da vida como obstáculos a ultrapassar em vez de os verem também como oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento. 
Ontem, no Yoga, falou-se que esta é a era do auto conhecimento. Que até agora o mais importante era o conhecimento, a informação, o saber, mas que atualmente é cada vez mais importante o conhecimento de quem somos, do que podemos ser, como nos vemos. Concordo em absoluto com esta noção.
Não sei se é uma coisa que vem com os anos, mas tenho cada vez mais sede de conhecimento sobre mim, sobre quem sou, sobre o que sou e o que posso ser. Acredito que tudo começa cá dentro, que o mundo começa dentro de cada um de nós, que não valemos pelo que temos, mas por aquilo que somos, como somos. 
E ninguém me tira da cabeça que o que faz com que os dias difíceis pareçam menos assustadores é esta serenidade e certeza de que somos suficientes, de que nos bastamos, de que temos dentro de nós, entre nós, o que é mais importante. 
Com esta certeza tudo se conquista, tudo é possível!
Basta acreditar.

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Vai correr bem!

Pressure Makes Diamonds by Laura Flowerday - Truth:

Depois de uma estafa grande de trabalho que durou quase dois meses, estou mais liberta e com as coisas organizadas.
O esforço foi propositado, além dos prazos para cumprir, queria estar agora mais disponível para o Nuno, que tem umas semanas infernais pela frente e precisa de apoio cá em casa! Um dia é da caça, outro é do caçador. 
Sempre fomos assim, um a segurar as pontas do outro, a servir de ligação à terra quando as coisas tentam levar-nos numa fúria de vento. Funciona bem, esta simbiose. Não há ninguém com quem goste tanto de partilhar todas as coisas da vida, das mais parvas às mais importantes, passando pelas absolutamente idiotas e pelas inquestionavelmente fundamentais.
Ele é rijo e encara tudo com responsabilidade, com um sorriso e com a dose certa de boa disposição e estupidez natural!
Mas mesmo assim, para mim é difícil senti-lo preocupado, stressado, a dormir menos do que devia e com menos sossego. Já sei que é uma fase, daqui a um mês já nem nos lembramos, mas se pudesse ficava com o desassossego todo dele. Não me importava de andar mais um mês a bulir a mil à hora, a fazer contas de cabeça às dezenas de coisas que há para fazer e a tentar encaixar tudo nas minúsculas 24 horas do dia.
Eu sei que sou pequenita, mas tenho muito mais força do que pensava há uns tempos e aguento-me a quase tudo! Claro que o Nuno também se aguenta a isto e a muito mais, porque é um miúdo como deve ser, competente e perfecionista e esta fase de trabalho por muito trabalhosa que seja também tem a sua piada, é um desafio extraordinário, mas se fosse eu a mandar preferia vê-lo descontraído e sereno. 
Acho que é mesmo assim, não é? Quando gostamos muito de alguém queremos que esteja sempre o melhor possível. Que as coisas não pesem, que a a vida seja ligeira e «cauminha»!


Daqui a um mês já nem nos lembramos!

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