sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

When a man is tired of London, a man is tired of life.



Uma das cidades que me está cravada no coração é Londres. Na verdade, acho que é a única que está cravada, das outras só gosto ou gosto muito, mas a única de que tenho saudades quase diárias é Londres.
Não sei bem o que tem para me deixar assim (já sei, tem tudo!), mas das ruas, do rio, dos monumentos, das pastelarias, das fachadas, da cultura, do movimento, das luzes e dos jardins, dos museus, do ar e do céu quase sempre acinzentado, gosto de tudo, sinto falta de tudo.

Acalento há muitos anos o sonho de um dia ir para lá morar. Nem que fosse só por um punhado de anos, só para riscar mais um item da lista. Mas à medida que o tempo vai passando, começo a aperceber-me que talvez não venha a acontecer. Há trabalho, obrigações, casas para pagar!
Acho que vou ter de me contentar com idas esporádicas, fins de semana grandes (ou pequenos, também serve!), quem sabe umas férias com tempo suficiente para explorar também o campo inglês.
Mas morar lá, cheira-me que ou a vida dá uma bela volta, ou então!...

Por isso vou sonhando, acompanhando tão de perto quanto possível, estando a par do que acontece por lá.
Vou sonhando que regresso à Hummingbird Bakery, onde fico entalada entre o bolo Red Velvet e o Salted Caramel; vou sonhando em estar novamente sob a maravilhosa cúpula do Museu Britânico; vou sonhando com os passeios por South Bank.

O sonho alimenta a vida, principalmente quando os dias aqui também estão cinzentos, quando também chove, quando também está frio!

Oh, well...

*
*

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

The Power Within

Happiness is an inside job:


Todos temos pessoas de quem somos mais próximos, com quem gostamos de conversar, com quem gostamos de rir e com quem contamos para nos ajudar nos momentos mais chatos e difíceis da vida. É como dizia o outro senhor, Nenhum homem é uma ilha e sabe bem ter quem nos entenda, quem nos conforte, quem nos dê coragem, conselhos ou um puxão de orelhas quando sentimos que sozinhos não somos capazes.
Mas em última análise, a nossa felicidade e paz interior dependem de nós, daquilo que somos, da forma como encaramos o mundo e do que estamos dispostos a fazer por nós mesmos. 
Nada é tão nosso como aquilo que pensamos, o que sentimos, e nada é tão libertador e recompensador como o que conseguimos alcançar pelo nosso próprio esforço e crescimento.

Por isso, acho perigoso transferir uma responsabilidade que é nossa, enquanto seres individuais, para os ombros de outra pessoa. Nenhum adulto pode ser responsável pela felicidade de outro adulto. Ninguém pode ser responsável pela paz de espírito de ninguém. É um fardo demasiado pesado para colocar sobre quaisquer outros ombros que não sobre os nossos. 
Mesmo que estejamos a falar dos nossos melhores amigos, dos nossos familiares mais próximos, dos nossos companheiros de coração e de vida, que têm sem dúvida um papel importante. 
É mais fácil fazer este percurso com companhia, com ajuda, isso é indiscutível, mas também é injusto fazer depender de outra pessoa aquilo que devíamos conseguir obter sozinhos, dentro de nós. Por muito lento que seja o caminho, por muitos avanços e retrocessos que ele inclua.

Se não em nome da satisfação individual, do sabor doce da conquista pessoal, então pelo menos em nome do bem estar e da paz de quem queremos tanto bem.





Psst! Quem disse que depois dos 40 não se aprendia nada?!
Tenho a sensação de que a minha verdadeira vida interior está a começar agora!

*
*



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mesmo bem!

O título é um bocadinho pomposo e assustador, mas o conteúdo é para lá de bom!

Apesar de não me considerar uma pessoa medrosa, há duas ou três coisas que me assustam como gente grande e que às vezes assumem contornos quase absurdos. 
Já falei antes que tenho muito medo que o Nuno morra, que adoeça ou que lhe façam mal e o magoem de alguma forma, espécie ou feitio. É um medo justificado se pensarmos que é o homem que amo, a pessoa mais importante da minha vida, aquele que quero ao meu lado até sermos velhinhos e andarmos à briga porque é a minha vez de pegar no andarilho.
Mas no outro dia o Nuno foi à padaria comprar pão para o pequeno almoço. Ora bem, a padaria fica três prédios acima do nosso, ir e vir são cinco minutos. E ele demorou um quarto de hora...
Já me sentia viúva, já estava numa angústia sem fim, porque lhe podia ter acontecido alguma coisa (nem precisa de atravessar a estrada, que a padaria fica do mesmo lado da nossa casa), porque se calhar teve um ataque cardíaco e está estendido no chão, se calhar houve um assalto na padaria e está com uma pistola apontada à cabeça, se calhar, se calhar... As hipóteses são inesgotáveis nesta minha cabeça idiota que não se lembrou que ele podia ter encontrado alguém conhecido, como um antigo colega de trabalho e estavam a pôr a conversa em dia. Porque foi isso mesmo que aconteceu.
Idiota é pouco, hã?

Não penso nestas coisas todos os dias, mas quando penso é coisa para me deixar com arritmias, com tonturas, com uma pressão no peito que parece que as costelas estão a encolher todas ao mesmo tempo. Por este andar, quem ainda tem um ataque sou eu.  E lá fica o rapaz com o andarilho só para ele!

Portanto, decidi meter mãos, ou olhos, à obra e começar a ler sobre o que diabo se passa com estes medos irracionais. 
Encontrei um livro muito bom, que me está a dar grande prazer ler e que já me fez perceber algumas coisas, sendo que a principal é que não sou a única maluca a deixar-me domar pelo medo e pela preocupação excessiva. Parece que até é uma coisa mais ou menos «aceitável» quando se é demasiado emotivo e se coloca a ênfase nas emoções ao invés de na razão e na lógica. Mas diz o senhor médico que esta é uma das formas em que as pessoas se dividem - emoção vs razão - e que não é preciso mudar quem somos, basta entendermos melhor como funcionamos e criarmos estratégias para domar as feras (o medo e a preocupação - que podem ser até reações químicas, vejam lá!) 
Tem qualquer coisa que ver com a amígdala - a do cérebro, não a da garganta! Tenho de ler melhor essa parte! 
Mas são boas notícias, afinal sou capaz de não ser maluca de todo.

Ainda só vou a um quarto do livro e já aprendi tanto, já identifiquei e percebi muitas coisas. 
Acho que quanto mais nos educarmos, quanto mais soubermos, quanto mais nos dispusermos a entender o que se passa dentro de nós, maior paz e serenidade alcançamos, mais felizes somos.

Este ano está a ser fértil em revelações, em iluminismo! 

E sinto-me bem com isso! 


*
*

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Do no harm, but take no shit!

Have Courage and Be Kind print by InkStainsAndOilPaint on Etsy:



Já há muito tempo que sinto que cultivar a bondade é um dos melhores hábitos que se pode ter. 
Pode parecer um tremendo cliché, uma frase feita, daquelas que se repetem tanto que acabam desprovidas de sentido, mas para mim ser bondosa é importante. É importante ser generosa, preocupada, atenciosa com os outros. É importante tratar as outras pessoas como gostaria que me tratassem a mim. 
Deve ser das únicas coisas que me ficou dos anos em que sofri na catequese! Que devemos tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem a nós. 
E não acho que seja um cliché, não acho mesmo que esta máxima esteja desprovida de sentido; até porque parece que é cada vez menos comum, menos praticada. 
As pessoas são demasiado exigentes umas com as outras, acham-se mais importantes que os demais, esquecem-se que aqui não anda ninguém a servir ninguém. Andamos todos a tentar viver a vida o melhor que sabemos.
Por isso, ser bondosa, mesmo para as pessoas que menos merecem (ou principalmente para as pessoas que menos merecem, porque são quem mais precisa da bondade dos outros), continua a fazer sentido para mim. É um traço de caráter que não me custa manter e que quero muito cultivar. 
Mesmo correndo o risco de fazer figura de ursa, mesmo que a minha bondade pareça ingenuidade ou falta de personalidade aos olhos dos outros. 

Claro que às vezes a bondade vai com os porcos, porque há dias e dias e uma pessoa bondosa não deixa de ter sangue quente a correr-lhe nas veias; há limites e há gente que não merece um sorriso sequer, mas sim um belo Vai pó ca***lho!
Vamos pensar que é a exceção e não a regra!! 
(Ler título!!)

Se todos fossemos mais bondosos, mais atenciosos, mais simpáticos uns com os outros, éramos todos mais felizes.
Porque há uma grande satisfação em ser-se bom. 
Em responder a um revirar de olhos com um sorriso. 
Em dizer Tudo bem, fazemos assim. Sim, tens razão. Claro que posso!

E no fim do dia, dorme-se melhor.


*
*





segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Simples

Be in love with your life - Inspirational word art - 5x7 print. via Etsy.:




Ultimamente tenho andado mais inclinada para as modalidades holísticas, já falei disso algumas vezes. 
Faço Body Balance de forma regular há quase 8 anos, estou agora a concluir um ciclo de um ano e meio de Anti-Gravity  e retomei o Yoga há uns meses, depois de uma pausa longa de mais.
Adoro a calma e paz que estas práticas me proporcionam, a forma como trabalham o corpo e a mente, que não são entidades separadas. Como tenho andado um bocadinho desassossegada, o meu corpo tem-me enviado alguns sinais de alerta que até há pouco tempo ignorei de forma mais ou menos consciente, mas agora que estou em maior sintonia, sei que o caminho para um corpo saudável também passa por uma mente serena, por isso Holísitcas to the rescue!
Continuo a tentar aprender a meditar e a sossegar a mente com o HeadSpace (embora já não faça diariamente), estou a aprender a respirar e a aplicar o que aprendo quando sinto que me falta o ar.
Gosto de outras modalidades, gosto de aulas mais stressantes que me deixam inundada de adrenalina, mas neste momento não é o que me faz melhor. Estou no eixo oposto. 
Como sempre fui muito agitada, quer a nível físico quer emocional (ando sempre a mil, faço várias coisas ao mesmo tempo - mal feitas talvez, mas faço - penso em mil coisas ao mesmo tempo - mal pensadas talvez, mas penso!) este percurso para acalmar, para fazer uma coisa de cada vez, para não pensar em demasia em coisas que não interessam, não é assim uma coisa que se consiga de imediato. Leva o seu tempo - o que me provoca grandes fernicoques, porque, lá está, quero sempre tudo à velocidade da luz, para ontem se possível. 
A paciência não é o meu forte. Mas um dia vai ser.

Normalmente, as nossas ações têm um objetivo, um fim a atingir. 
Neste caso da conquista da calma, da segurança, da ponderação e de uma maneira mais pausada e saudável de encarar a vida e as pessoas, o processo é tudo. O caminho para lá chegar é mais importante do que o fim. Precisamente porque não é uma coisa imediata, os hábitos serenos, as descobertas e os momentos em que "vemos a luz" precisam de tempo para se incrustarem em nós, para se tornarem parte de nós e com o tempo começarem a fazer sentido. 

Tenho uma lista de coisas que gostava de dominar, em vez de me deixar dominar por elas, e acredito que chego lá aos poucos, com calma, com aceitação do ritmo natural das coisas e com confiança em mim. 
Neste momento, preciso de acabar um trabalho fantástico que tenho em mãos para dar início a uma nova forma de viver. Amo o meu trabalho, não quero fazer outra coisa, mas às vezes sinto-me refém dele, sinto que me açambarca a vida inteira, fico sem tempo para amigos, para família, para mim, para a vida além deste ecrã. O problema não é do trabalho, obviamente, que é o melhor do mundo, mas da minha gestão do tempo, das expetativas, das cenas que invento e que me drenam a energia e me tiram o sono.

Portanto, tenho os dados todos, tenho todas as variantes na mão e tenho a inteligência emocional para ligar tudo de forma a que faça sentido. 
E é isso mesmo que vou fazer.

Simples, não é?

*
*




sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Genericamente falando, claro.

We could all use these quotes to get us through a case of the Wednesdays - Page 2 of 3:


Andava aqui a pensar numa coisa que gostava de ver reformulada em mim e depois de muito matutar (mentira, foi bem rápido!), percebi que gostava de ser menos anjinha... 

Escrevi isto algures no início de 2009. Há 7 anos, portanto:


Para terminar, sou crédula. Crédula no sentido em que acredito sempre nas pessoas, nas suas boas intenções e no seu carácter.
Qualquer pessoa com uma conversinha de puxar à lágrima me comove e tem a minha simpatia. Nunca parto do princípio que alguém pode não ser boa pessoa. Toda a gente é boa pessoa até prova em contrário.
E isto faz com que me magoe com frequência, quando as pessoas se revelam ou quando me deixam perceber que afinal não são assim tão sinceras. Quando isto acontece fico triste a valer. Sinto que me enganaram, que abusaram da minha boa vontade e confiança e faço juras de nunca mais acreditar em ninguém logo à primeira. Mas não adianta. Acredito sempre.
Com a idade fui aprendendo a proteger-me deste tipo de pessoas, mas ainda me magoo com algumas atitudes inesperadas.


E eu que acho sempre que aprendo muito com o tempo e com as experiências, constato que somos o que somos. Há coisas que melhoram, outras que poderão piorar, mas a essência é a mesma. Estou na mesma.
Continuo a conhecer pessoas e a achar quase sempre que sim senhor, são todas boas. Sou péssima a avaliar primeiras impressões, porque basta um sorriso, uma palavra mais simpática, uma conversa breve para me levarem.
Continuo a acreditar nas pessoas. 
Não sei se é bom ou mau. Genericamente falando, quando as características são positivas, deve ser bom que se mantenham por muitos anos, durante a vida toda. Mas para mim a credulidade, a ingenuidade não são coisas assim tão boas. Porque continuam a fazer com que me desiluda, com que acabe magoada e a pensar que sou uma grande tonta. 

Se o oposto é ser cínica e desconfiada, também não há-de ser grande coisa. Também não há paz em ser assim.

Como sempre, continuo nesta minha demanda em busca do equilíbrio, do ponto perfeito entre o que sou e o que quero ser. Entre o quanto preciso dos outros e o quanto os outros precisam de mim. Entre o que dou e o que recebo. Entre o que projeto e o que os outros vêem. 

Um dia chego lá.

*
*




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

...

Quotes Of The Day - 12 Pics:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Great Expectations

Expect nothing and appreciate everything. Expectations can leave us feeling hollow and disappointed. These assumptions are often ones we place upon others as well as ourselves and when they aren’t met, we tend to reflect negatively.  Read more...:



Shakespeare disse que a expetativa é a causa de todos os desgostos.  
Bem, a frase dele é bastante mais bonita, porque em inglês tudo tem uma sonoridade mais poética, mas a ideia é esta e o Wills sabia o que dizia!

Às vezes a expetativa anda ali de braço dado com a esperança, com o desejo, até com a coragem, mas sozinha, por si só, não vale grande coisa e pode realmente dar-nos cabo da cabeça.

Explico: já sabia no início do ano que janeiro ia ser um mês muito exigente, principalmente em termos de trabalho, que não ia poder ter muitas folgas, que a tarefa que me esperava era quase monstruosa. 
Estava (estou) felicíssima com o trabalho, que adoro e que continua a dar-me muito prazer, não obstante o cansaço físico. 
Porque também me conheço muito bem e gosto muito de pensar que trabalho bem sob pressão, que me despacho quando sinto os prazos a queimar-me o rabo e blá blá blá, achei que sim senhora, vamos lá dar cabo disto tudo assim como quem acorda um dia e Oh, está feito...
Pois.
Expetativa.

Porque vai-se a ver e a vida não é só trabalho. Eu não sou impermeável, não consigo alhear-me e tudo o que vai acontecendo nos meus dias influencia, de uma forma ou de outra, a produtividade.

Nesta história do «Espero conseguir, não, VOU conseguir!» houve algumas coisas que não levei em séria consideração: as horas de sono, o descanso, o desligar do botão. A paz de espírito. O coração. 
Gostava muito de ser como o outro senhor que só dorme 4 horas por noite e anda sempre fino como um alho, mas não sou. Preciso de dormir para poder andar bem, para conseguir ver as coisas sob outra luz, para conseguir lidar com a vida e conseguir ter coragem.

E em janeiro voltei a não dormir bem. Precisamente porque sabia que PRECISAVA de dormir, que TINHA de dormir, passei noites e noites em claro a pensar em tudo e em mais um par de botas. 
Claro que cheguei ao fim do mês com objetivos por cumprir e a sentir-me frustradíssima por não ter conseguido fazer tudo o que queria, tudo o que me propus fazer, tudo o que ESPERAVA fazer.

A expetativa não é má, desde que seja realista. Até pode ser um bom motivador, uma peça na construção da nossa auto-estima quando vemos que conseguimos atingir os objetivos. Mas tem de ser realista.
A minha não era!

Resta dizer que em janeiro aprendi muito sobre mim, sobre os meus limites, sobre quem sou em várias esferas da minha vida e isto foi muito bom. Não foi um mês brilhante, mas foi o mês em que construí alicerces bons para o resto do ano, para o resto da vida. Em que percebi muita coisa. 
Por isso também teve o seu lado positivo.

#bringingpositiveback

*
*

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

And you will never walk alone!

Forgiveness is the remedy. It doesn’t mean you’re erasing the past, or forgetting what happened. It means you’re letting go of the resentmen...:



Fevereiro está a começar da melhor maneira possível em termos de paz de espírito!
Agora só falta pôr o trabalho em dia e cheira-me que a vida volta a entrar nos eixos, por completo!

Chiça, pá, até que enfim!

E agora: a trabajar, trabajar, trabajar!




*
*