quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Let it go!

Love this. If it's dragging you down, let it go!:






Tenho em mim tantas coisas de que gosto como outras de que não gosto.
Uma das que gosto, e gosto muito, é que não sou pessoa de guardar rancores de nada nem de ninguém. Lembro-me, evidentemente, das coisas e pessoas que me magoam, mas não fico para aqui perdida a alimentar a amargura ou a lamentar-me para todo o sempre daquilo que me acontecem ou do poucochinho com que alguém me tratou.
Passa-me tudo num instante e ainda que fique a mágoa, ou que as coisas não voltem a ser exatamente como antes, a vida continua, a Terra não parou de girar e enfim, tudo passa.

É que quando guardamos coisas más dentro de nós elas acabam por nos envenenar o espírito e o coração. Se deixarmos que isto aconteça, não se passa muito tempo até se começar a ver só o mal nas pessoas, até se examinar cada palavrinha, cada gesto, cada olhar.
O rancor, o despeito e o ciúme são corrosivos, fazem-nos mal, porque não se vêem, mas se nos agarrarmos a eles, acabam por ser aquilo que projetamos para o mundo. E eu não quero isso, não sou assim.
Acredito que recebemos na justa medida daquilo que damos, seja para o bem, seja para o mal e por isso, prefiro ser bondosa, generosa, amável e sobretudo, seletiva. Escolho aquilo que guardo na memória, escolho as pessoas que mantenho na minha vida e escolho sobretudo o que quero ser e o que transmito.
E assim está bem!



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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Méééé!

Little black sheep:



A sério, por que é que de repente TODA a gente se preocupa com a anemia alheia?!!

Enquanto são champôs e escovas e iogurtes e sapatilhas, ainda vá, mas quando começam a aconselhar os rebanhos a verificar os níveis de ferro e glóbulos vermelhos para daqui a umas semanas virem dizer que o que é mesmo, mesmo, mas mesmo bom para acabar com a anemia mais teimosa é o produtinho X, da marca Y, dá-se-me aqui uma comichão nas sinapses que nem vos conto!

Ah e tal, são altruístas, fazem serviço público, estão a trabalhar para o bem da comunidade, para a saúde das pessoas; se apenas uma pessoa conseguir vencer a anemia, então já é uma vitória!
Burras, pá! Foram promovidas a delegadas de ação médica, foi?
É uma vitória para a marca que embolsa €€, que rebanho que é rebanho é bem capaz de comprar o produtinho mesmo que não precise.

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Coisa mais boa!

Translation pin-ups, keep em on your desk! https://odu.pl/cmbf:




Se soubesse explicar-vos a emoção que é receber um livro que já há muito queria traduzir, iam poder sentir como este trabalho que escolhi é maravilhoso, como me enche o peito de satisfação, como me deixa zonza de alegria! Porque todos os dias aprendo qualquer coisa nova, todos os dias me deparo com obstáculos e problemas que consigo superar e resolver, porque viajo sem sair do meu ensolarado escritório, porque vivo vidas que vão além da minha!
Porque mesmo nos momentos mais difíceis, mais desesperantes e esgotantes traduzir me enche de orgulho.
Mesmo que me entorte as costas, mesmo que me dê nós nos músculos e na cabeça, não o trocava por nada deste mundo!

E agora, acabar o que tenho em mãos e BORA LÁ!

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ficam as memórias

A reminder that all the people that have left may have been good for that time, that place…it’s not always negative. But they weren't the very best. The best really do stay.:



Às vezes é preciso deixar ir os amigos.
Porque as pessoas se vão afastando, porque mudam de cidade, porque os interesses em comum já não são os mesmos, porque deixam de se interessar umas pelas outras fora do contexto que as juntou. Porque têm outros amigos com quem partilham outras coisas.
Se considerarmos essa pessoa um bom amigo, custa deixá-lo ir. Custa fazer convites que ficam sem retorno, e custa perceber que talvez não fosse assim tão bom amigo.
Se já não fosse um amigo daqueles mesmo, mesmo do peito, a partida dá-se com mais indiferença, menos mágoa, mas a mim, que sou um coração mole, custa-me sempre. É deste caso em concreto que falo: alguém que não sendo fundamental era agradável, fazia parte, estava lá. E já não está.
Ver que, ainda que tenha estado perto, a pessoa tenha decidido não dar notícias, não combinar um café, não tomar iniciativa para marcar um jantar (como tantos que se foram marcando ao longo dos anos), é meio caminho andado para os laços se perderem.
E às vezes é mesmo assim.
A vida muda, as pessoas vão e vêm; as indispensáveis ficam, as outras vão partindo.

Um bocadinho amargo, mas tão real.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

First world problems...

Charity power #yoga for yogis and beginners! Join us: http://www.meetup.com/PowerYogaParis/:




Há coisa de três anos (ou terão sido quatro?, sei lá o tempo passa tão depressa que já nem sei), numa altura em que fazia yoga regularmente e já com alguma habilidade (coff, coff), magoei-me numa aula a fazer uma invertida e lixei a cervical. Ora, como sou pessoa que, parecendo que não, valoriza o bem-estar físico, a ausência de dor e sobretudo a capacidade de suster a cabeça direitinha em cima dos ombros, ganhei medo, precisei de algum tempo de recuperação e deixei de fazer yoga.
A minha ausência nas aulas deve ter sido insuportável, inultrapassável, porque um ano depois as aulas desapareceram do horário da semana e passou a haver apenas uma ao domingo (que toda a gente sabe que é dia do senhor e não é para ir ao ginásio!).
O meu desgosto foi evidente!

Mas eis senão quando nesta "rentrée" pós-agosto (mês pavoroso no ginásio porque não há pessoas, logo, quase não há aulas de jeito!), apareceram vindas da bruma duas aulas de yoga, em dias úteis! Duas!
Quase ouvi os sinos a repicar, as harpas a tocar, os anjos a cantar!
Só que...

A aula da terça feira cai em cima da aula de zumba, que é só a aula mais divertida da semana, onde dou asas ao (pouco) salero que me corre nas veias e onde rebolo a anca o mais que sei e posso, sem vergonhas nem constrangimentos. É uma hora de cardio disfarçado de diversão em que suo as estopinhas, canto como se não houvesse amanhã e sorrio tanto que fico com dores nas bochechas!

A aula de quinta feira cai em cima da aula de anti-gravity, que é só a melhor hora da semana, onde ganho verdadeiramente asas, não só no corpo, mas na cabeça, porque quando entro no hammock esqueço-me de tudo o que está cá fora (às vezes é porque os exercícios aleijam para caraças, outras, quase todas, porque sinto uma paz como nunca senti em mais lado nenhum).

Por isso, já se vê este meu trágico dilema. Não me sinto psicologicamente preparada para prescindir de nenhuma das aulas e a melhor alternativa era passar o anti-gravity para a sexta feira, mas como não depende só de mim (tenho outros colegas na aula, claro), estou assim, neste limbo!

Oh, os problemas do mundo civilizado!...

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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

São gostos!


Yeah.:

Às vezes fico um bocadinho na dúvida em relação a alguns livros que leio, ou melhor dizendo, em relação a alguns livros que tento ler e não consigo...
Porque quando há quinhentas mil edições de determinado livro, já com lançamentos no estrangeiro (e até em mercados presumivelmente exigentes), quando TODA a gente fala do livro e cita passagens por dá cá aquela palha, quando se geram movimentos de absoluta adoração em torno de histórias que não consegui ler, fico a achar que o problema deve ser meu.
Leio de tudo um pouco, mas há alguns livros em que não passo da página dez ou 15... Não consigo, não desce. Demorei muito tempo a ganhar coragem para deixar um livro a meio (ou nem isso), porque antes parecia-me quase um sacrilégio. Li muitos livros de que não gostei porque tinha a esperança de que a coisa animasse, ou que o fim justificasse o início e o meio. E lembro-me de dois ou três casos em que esta teimosia compensou. Mas não mais do que isso.
Depois percebi que o tempo é um bem escasso para ser gasto a ler coisas que não me interessam logo e embora consiga ser paciente com alguns autores de quem gosto muito, com os outros nem por isso. Se nas primeiras 20 páginas não me conquistarem, azarito!

Assim sendo, estranho quando não consigo passar da página 10 num livro que (quase) toda a gente ama de paixão e cita e partilha e fotografa para o Instagram e outros que tais.

É capaz de ser defeito meu, mas é assim que crio as minhas embirrações de estimação...

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

E consegui!


A caminhada foi fantástica, um sucesso, diria!

Claro que custa, até porque não eram 30, mas sim quase 35 quilómetros! Custa andar às escuras, confiando apenas nas lanternas e em quem já fez o percurso antes, custa subir a encosta da serra por entre pedras e sulcos, silvas e terra enlameada; custa descer a serra sempre a travar e a sentir os dedos dos pés a bater na parte da frente das sapatilhas, os joelhos a dizer que não, assim não brincam!
Custa.
Mas é lindo!
Subimos uma segunda encosta, tramadíssima, ainda pior do que a primeira, em que as coxas pedem socorro porque cada passo é um esforço, e quando chegámos lá acima o dia tinha rompido, o céu estava a começar a ganhar cor. Quando comecámos a descer, a paisagem abriu-se à nossa frente, linda, verde, azul, com direito a amoras acabadinhas de colher e cavalos selvagens que nem deram pela nossa presença.

Pensei muito durante este percurso, não encontrei o sentido da vida, nem ganhei devoção pelo santo inspirador da aventura, mas pensei em coisas em que não pensava há algum tempo e percebi que basta propor-me a fazer alguma coisa, que ela acaba feita. E isto para mim é uma lição valiosa, que quero guardar.

O que mais me custou, não tanto na noite de sábado para domingo, mas nestas duas noites que já se passaram foi conciliar o sono. Troquei completamente as voltas à coisa. E logo agora, que tinha começado a seguir um ritmo tão certinho (que me custou muito a alcançar, diga-se de passagem).




Ainda assim, continuo a dizer que vale a pena ter este tipo de aventuras.
Pelo desafio, pela companhia, pelo esforço físico que me deixa abrir a mente e pensar nas coisas sem desculpas ou subterfúgios, pela sensação de força e paz que vem no fim, ao ver que sim, consegui e se calhar sou mais resistente do que pensava.
Por isso... venha o próximo!













As fotografias não fazem justiça à paisagem, como sempre!



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sábado, 5 de setembro de 2015

Outra vez a superação!

Ak sa niečoho bojíte, môže to byť dobrá vec na vyskúšanie :-):



Hoje à noite vou tentar fazer uma coisa que me assusta, que me desafia e que tenho muito medo de não conseguir completar.
Há muita gente que faz isto e sobrevive, por isso, por que não?

Vou fazer uma caminhada noturna mista, entre estrada e serra, de 30 quilómetros (sim, trinta!), com pessoal do ginásio, um bando de doidos, portanto! Cada um terá as suas motivações; eu vou pelo desafio, porque não sei mesmo se sou capaz e se não for nunca vou descobrir. Não me apetece ficar em casa a pensar que talvez devesse ter ido, talvez tivesse conseguido, talvez...
Vamos com destino a um local espiritual, religioso, que embora não me diga muito vai certamente mexer comigo, quanto mais não seja porque representa o fim do caminho.
A minha caminhada não é religiosa, mas talvez seja espiritual; o esforço físico, o medo e a superação têm sempre uma componente espiritual porque nos vemos como somos cá dentro, sem máscaras, sem artifícios. Sem desculpas.

Espero conseguir. Espero não morrer de sono e sobretudo, espero não me espalhar no meio da serra.
Parecendo que não, era chato!

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Nem o etarra escapa!


Rolled my eyes and saw my brain.: Rolled my eyes and saw my brain.


Eu nunca digo que "perco tempo", normalmente acho que faço "investimentos de tempo", porque ou aprendo alguma coisa, ou não aprendendo divirto-me com o que faço, vejo, leio, experimento e por aí em diante.
Pois...
Ontem perdi uma hora e meia, mais coisa menos coisa, a ver a adaptação do livro da Margarida Rebelo Pinto (ou Pinto Rebelo, nunca sei a ordem do nome dela) ao cinema, o Sei Lá. É do Joaquim Leitão, portanto talvez fosse bom.

Como explicar?!...
O livro é mau, tão mau, tão fraquinho, daqueles que deixam um sabor amargo na língua quando se chega à última página e já não existe a menor hipótese de redenção. Mas li-o. Na altura era nova e não sabia o que fazia. Perdoa-me Senhor!
Porém... não contente com o desperdício de horas úteis na leitura desta obra prima da literatura ligeira portuguesa (coff, coff), sentei-me no sofá com a Camila ao colo e vimos o filme! Vi eu, que a gata é bem mais esperta do que a dona e adormeceu no fim da primeira cena.

É tudo mau, ainda mais fraquinho do que o livro, se é que isto é possível!
A dicção dos atores é má, tão má, a interpretação de quase todas as personagens é má (basta dizer que quem tem mais piada e naturalidade é a Rita Pereira; afirmação grave, bem sei!), os diálogos são sofríveis, a voz off da Leonor Seixas uma monotonia sem fim, e a forma como todos repetem ad nauseum a palavra "puta", assim com os lábios a fazer biquinho e quase a colocar um "i" antes do "u", é de rir! Ou chorar, não tenho bem a certeza.
E o senhor Cerdeira a fazer de polícia galã?! A sério? Não havia por aqui ninguém mais convincente, e mais importante do que isso, mais jeitoso?! É que quando os argumentos são fracos, um colírizinho para os olhos do espetador costuma resultar. Neste filme não se escapa um, nem o etarra, que ao ler imaginei assim uma espécie de Gael García Bernal de boina ao lado. E saiu-me um bocadillo sem jámon!

Eu tento gostar de cinema português, juro que tento, mas não consigo. Não me lembro do último filme português que vi e de que tenha gostado. Não sei se é da familiaridade com a língua, se são as interpretações que me parecem sempre tão fraquinhas e forçadas, se são os diálogos que por tanto quererem parecer naturais e atuais são sempre uma banhada ou se é uma espécie de embirração minha.

Mas ontem perdi tempo.
E agora preciso de fazer reset na memória.

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