quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Devagar, devagar, um dia chego lá!

via | rose tea in paris





Porque não me apetece fazer balanços, digo apenas que estou a começar a perceber que as minhas resoluções de Ano Novo, os tímidos objetivos que traço, não são afinal anuais, mas trabalhos de uma vida inteira.
Posso aprender a gostar de manga em menos de dois meses, é só uma questão de educação gustativa. Mas quando se trata de refinar, melhorar ou mudar o que está aqui no centrinho de tudo, aquilo que me tem definido, que me tem irritado, massacrado e tirado o sono, bem... isso é coisa para demorar mais do que 12 minúsculos meses.  
Sendo assim, este ano não há balanços, não há intenções ou objetivos. Sei o que precisa de ser melhor, o que devia mudar, sei por onde ir e o que fazer; não depende de um calendário, não depende de um copo de champanhe e de 12 passas; tanto posso decidir hoje como no dia 31 de janeiro ou no 18 de abril, o caminho está à minha frente em qualquer dia do ano, só tenho de o seguir.

Dou por mim a desejar ter saúde e trabalho. Para mim e para os meus.
Saúde.
Trabalho.

E que o Amor continue a ser a coisa mais importante da minha vida.



Bom Ano Novo, people do bem!

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A ver se resulta!

So cute!!
(Sim, fui ao Pinterest procurar uma foto de "cute animal/sepectacles"!
Há-de haver cura para isto.)


Este ano vou passar o Natal aos meus pais. Estou super contente e entusiasmada!
Mas vou levar os óculos de trabalhar, que normalmente não uso na rua, porque pode ser que ajudem a disfarçar as olheiras e os papos gigantescos que para aqui tenho debaixo dos olhos.
Sempre poupo a minha mãe ao sensível comentário do costume:
- Ai Ana, tás cá com umas olheiras!
Eu sei que não é por mal, mas chateia-me. Mesmo.
Já disse muitas vezes, a minha mãe é a coisa mais querida, mas às vezes estas sensibilidades passam-lhe um bocadinho ao lado.
E desta vez não me apetece revirar os olhos, responder torto, ou ignorar.

Afinal é Natal!

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Love, love, love!

Even from just the sound of your voice on the phone in the morning or late at night......you rock my world Eva.




Por muitos motivos, mas principalmente porque gostávamos um do outro e queríamos muito estar juntos, faz hoje 15 anos que nos casámos. Com direito a igreja (Basílica, na verdade), Monsenhor, sermão loooongo e tudo o resto.
Foi uma celebração que não era só para nós, por isso as minhas convicções religiosas (ou a falta delas) não foram para ali chamadas. Foi um dia bonito, frio, rodeado de gente querida com quem não tive tempo de falar como queria.
O bolo era maravilhoso, mas as toalhas das mesas eram amarelas - o horror, a tragédia - logo comigo que não gosto de amarelo, logo naquele dia! Não estragou nem um pouco a minha disposição, valores mais altos se levantavam, mas o impacto visual não foi o que esperei - tinha escolhido toalhas verdes, claro!
O meu vestido era giro - vestido de inverno, com mangas compridas e um casaco como o da Cinderela, desenhado por mim, feito pela minha mãe - mas o cabelo estava horroroso! Da maquilhagem nem se fala! Adiante!

Entretanto passaram estes anos todos e confesso que apesar de não valorizar particularmente o simbolismo da coisa, nunca deixamos passar em branco. Quando conseguimos, não trabalhamos, vamos passear, ver o mar, vamos à serra, e todos os anos - mas todos mesmo - vamos jantar ao mesmo sítio, comer a mesma coisa!

Já lá vão 15 anos, com mais seis antes destes, portanto uns jeitosos 21 no total, e durante este tempo não conheci nem vi ninguém que quisesse ao meu lado em vez do Nuno.
Ainda hoje não conheço ninguém melhor do que ele, e tenho uma sorte dos diabos por poder partilhar os meus dias com um miúdo tão fantástico!
Divirto-me tanto com ele, rio tanto, adoro a paz que temos.
Venham mais 15, venham mais 21, venham mais 50!

Já nem me lembro da minha vida antes de o amar!
E assim é que está bem.



Um dia ponho-me a esmiuçar esta tragédia que é já terem passado 21 anos desde que nos conhecemos... 21 oi?! Mas como, quando? Para onde foi o tempo?!! Nem o vi passar!

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cuidado!!


Acho que ninguém tem uma vida onde só existam dias coloridos como o arco-íris, onde só se ouvem os passarinhos a cantar e os sinos da igreja da aldeia a repicar.
Às vezes os dias são cinzentos e os únicos sons que se ouvem são as buzinas dos carros e o cão do vizinho a ladrar (ou o próprio vizinho!).

É por isso que gosto de me rodear de gente alegre, bem disposta de bem com a vida; com muito mimo, gargalhadas e abraços para dar.
É por isso que mesmo que esteja mal, mal, para lá de Bagdade, não perco as aulas de Zumba à terça à noite. Divirto-me como nunca (bem, tanto quanto à sexta às cinco, mas a terça à noite tem outro sabor), danço, canto - muito mal, já sei - e dou e recebo mimo, abracinhos e sorrisos com fartura.
Gosto da vibração que a sala tem quando se juntam pessoas com um único propósito: passar uma hora boa, num ritmo só nosso, sem as chatices da vida quotidiana.

E como já disse antes, encontrei nestas aulas verdadeiras pérolas em forma de gente, amigas  a quem quero bem, que me aquecem o coração e me fazem sentir querida também!
Preciso de alegria como de ar.

E a alegria é contagiosa! Cuidado!!

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sábado, 13 de dezembro de 2014

Faltam 11 dias... Espera lá, 11 dias?!!

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Cá em casa adoramos o Natal.
Eu sempre gostei, mas desde que estou com o Nuno, há meia vida, portanto, gosto ainda mais, porque sabe muito melhor fazer e celebrar estas coisas a dois. Fazemos a árvore, ou a pinheira, como se diz na minha terra, decoramos a casa, fazemos (mais) bolachas e começamos a afiar o dente para o bacalhau que, não sei bem porquê mas na noite de Natal tem um sabor diferente.

Este ano estou um bocadinho afogada em trabalho e espero acabar tudo o que tenho para acabar antes do Natal. Estou a começar a ficar exausta e ainda tenho um bom trecho do caminho pela frente.
Por isso, por um lado desejo que o Natal chegue rápido, por todos os motivos e mais um; por outro, quem me dera que ainda faltassem dois meses, para poder trabalhar devagar e dar descanso aos ombros.

A verdade é que não vi este ano passar.
E tenho a sensação que ando a dizer isto já de há uns anos para cá!
Sem me considerar de todo velha, nem pensar exageradamente na morte, isto fez sentido:





Lido num livro maravilhoso, que se chama O Homem de Lewis, do Peter May e que vai sair em breve, tradução aqui da Aninhas!

E para o livro sair, adivinhem?!
Vou trabalhar!

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

The world's a better place when it's upside down!


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Quem passa no corredor acha que estamos só para ali com macaquices, malabarismos ou a andar num baloiço de gente crescida.
Não faz mal, é deixá-los achar. Eu sempre gostei de guardar segredos bons, de ficar com as pérolas para mim!
Estou tão apaixonada pelas aulas de Anti-gravity que por mim fazia todos os dias, e se pudesse, se tivesse dinheiro e espaço para isso, comprava um hammock e instalava-o em casa.

O esforço físico é tão localizado, tão complexo e por vezes tão doloroso que nos obriga a pensar SÓ naquilo, nas sequências de movimentos, na construção e na segurança - sim, continuo a não querer bater com a pinha no chão!
E depois a paz.
No fim da aula, balançar suavemente envolta num ninho de seda é uma das melhores sensações que alguma vez experimentei.

Mas quem passa no corredor, acha que estamos só a dormir uma soneca num lençol...
É deixá-los!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

É difícil gerir as emoções


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É difícil gerir as emoções, as boas e as más, quando as pessoas mais próximas do nosso coração estão a passar por momentos complicados.
A imparcialidade é uma noção impossível de pôr em prática e nestes últimos tempos oscilo entre a indignação, a raiva, a sensação de impotência, a incompreensão e os instintos assassinos...
O que dizer, o que fazer quando vemos um amigo a sofrer com a derrocada inesperada de uma vida, de um amor, que parecia certo?
Não há cliché que nos valha, não há frase motivadora que adormeça a tristeza, não há história que dê esperança.

Dizem que o tempo cura tudo e normalmente acredito. Mas acredito também que há coisas que deixam cicatrizes para sempre e que alteram um pouco a capacidade de confiar e de acreditar.
E deixar de confiar e de acreditar no amor é triste.

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Um dia

That's how I see every day of his deployment....  One day closer.




Um dia, quando não me importar mesmo nada com aquilo que as pessoas pensam de mim, começo a fazer uma lista de todas as coisas que acho uma falta de respeito, de consideração e civismo.
Não vai ser hoje.
Mas um dia.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Tempo



Queixo-me muito, como quase toda a gente que conheço, de que o dia é curto, de que as 24 horas não chegam para fazer tudo o que queria e precisava de fazer, e que vai desde coisas tão importantes como dormir, trabalhar, namorar, ir ao ginásio, estar com os amigos, até às mais prosaicas como ver trash-tv, ler, costurar, ver trash-tv, passear, organizar cenas, ver trash-tv... enfim.
Acho que o problema não está no pouco tempo que tenho disponível (porque o tempo é o mesmo para toda a gente), mas na forma como o utilizo, como rentabilizo as horas.
Não gosto de ser escrava de horários fixos, a ausência de rotinas é um dos motivos que me faz gostar tanto da minha profissão e da forma como trabalho - estou no paraíso do freelancer! - mas às vezes dá-me vontade de arranjar um horário aos quadradinhos, como aqueles que tínhamos no liceu, e estabelecer horas para as coisas.

Tenho cumprido mais ou menos os objetivos a que me disponho no início de cada Ano Novo, por isso, quem sabe se o de 2015 não será qualquer coisa como:

Gerir melhor o tempo.

Não sei se é original, parece-me que já foi objetivo do ano várias vezes, mas uma pessoa não pode parar de tentar. Certo?

:)

If at first you don't succeed, do it two more times so that your failure is statistically significant!   Psychology humor


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