quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ó coisa mais linda!

Eu sei que já disse isto, mas estou tão orgulhosa que não resisto a partilhar este vídeo!
está tão bonito!




http://youtu.be/7F6KeJpReQc



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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Agridoce



Há relativamente pouco tempo fiz a tradução de um livro de receitas de bolos de uma senhora americana que vive em Portugal. As receitas são deliciosas, as fotografias entram pelos olhos dentro e a senhora é uma simpatia.
O meu nome não saiu na ficha técnica do livro.
Porque a senhora até fala português e preferia ter apenas o seu nome no livro. Tudo bem, não é exatamente o tipo de trabalho que faça um brilharete no currículo e até entendi a situação. Por isso, sim, tudo bem.

Mas entretanto, o livro é amplamente publicitado, a senhora dá entrevistas a revistas, vai a programas de televisão e eu fico com um travo amargo na boca, na alma, porque está ali um trabalho meu e não tenho o menor reconhecimento...
É uma questão de orgulho, dirão muitos, mas custa um bocadinho...

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Vá lá!



Em dias como o de hoje, em que acordei tarde, depois de uma noite com sonhos estranhos, em que almoçámos fora, com o Nuno a ir trabalhar às três, em que estou aqui quentinha de fato de treino e manta sobre as pernas, tenho de fazer um esforço hercúleo para não ceder e ir enterrar-me no sofá a ver trash tv!
Adoro o meu trabalho, ando contente com a minha quase disciplina, mas há dias em que dava tudo para não ter de trabalhar. Só que já vou com quase dois dias de atraso...
Tem de ser...
Aaaarrrgghhh!...

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

One down, eleven to go!







Às vezes sinto-me um bocadinho parola por ser otimista.
Anda tudo tão abatido, tão cabisbaixo e revoltado, que até me sinto mal em pensar que também esta situação trémula do país se vai resolver.
A questão do otimismo deve ter explicações várias ao nível da psicologia e se calhar até é um sintoma de loucura, mas continuo a ter provas constantes de que ser otimista dá os seus frutos.
Parece que à força de tanto desejar algumas coisas, de tanto acreditar nelas, elas vão acontecendo.
Não que a minha vida seja um mar de rosas e tenha tudo o que desejo (sendo que tenho tudo o que preciso, que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa), porque basta a minha irmã ainda não ter arranjado emprego para haver uma nuvenzinha negra por cima da minha cabeça, mas de uma maneira ou de outra, acabo por ver alguns dos meus desejos concretizados, mesmo que seja em coisas tão banais como receber uma nova tradução, ou ter aquela camisola que tanto queria.

Às vezes ando aqui a tentar conjurar coisas boas para a vida dos outros. Não resulta sempre, mas quando alguma destas coisas se concretiza, sou invadida por uma sensação sem igual!

Esta semana, uma amiga viu o seu segundo romance editado e amplamente publicitado em tudo o que é canal de comunicação. Eu, que já tinha lido o livro e que sempre acreditei que este momento ia acontecer, fico cheia de nós na garganta e inchada de orgulho. Nada surpreendida, note-se bem, mas assoberbada de orgulho.
Esta semana, recebi mais um livro, bom, com boas condições, feito à medida para o meu calendário. De cada vez que isto acontece, a confiança no meu valor enquanto profissional fica um bocadinho mais reforçada, fico um bocadinho mais orgulhosa.
E ainda mais otimista quanto ao futuro.



Ahhh: E só já faltam cerca de 11 meses para o fim do temido 2013! Sim, vou contá-los!!
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Descartável



Ultimamente tenho vindo a aperceber-me como esta sociedade se orienta cada vez mais para uma natureza descartável.
O senhor que me arranjou a máquina da loiça disse-me há uns tempos: Ó menina, agora já não se fazem máquinas para uma vida. Agora as máquinas duram no máximo cinco anos. Também ouvi alguém dizer, já não me lembro onde: Ai, cá eu não remendo meias. Quando umas se estragam, compro outras.
E eu, que precisei de umas pantufas, fui comprá-las à Primark porque são baratas e quando se estragarem compram-se outras...
O pior é que esta noção não se aplica só a coisas, mas também se transfere às pessoas.
Ah, não és igual a mim, não te adaptas completamente à minha pessoa, não concordas comigo em tudo, não és tudo o que queria que fosses? Então prefiro procurar outro amigo/amiga/namorado/companheiro/marido...

Parece que já ninguém tem vontade de reparar as coisas; parece que ninguém sabe que às vezes é melhor consertar do que substituir.
E aterroriza-me a possibilidade de ser, também eu, descartável para alguém.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Palavras...



Vi a história nascer.
Fui lendo as cartas e comecei a adorar cada pormenor, cada detalhe conhecido e familiar.
Achei que aquelas palavras não podiam ser só para os olhos de alguns; que mereciam ser publicadas.
Acreditei. Acreditámos.
Esperei. Esperámos.

E daqui a poucos dias, cá estará ele!






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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ai...



Ando aqui há umas semanas a debater-me com uma inflamação lixada num nervo todo xpto que parece que vai do ouvido ao pescoço. Inflamações no pescoço, nos ombros, nos braços não são novidade, já as trato como mais uma ocorrência inevitável na minha vida, mas esta cena no maxilar e nos ouvidos incomoda-me a sério. Dificulta a mastigação e desconcentra-me que é uma coisa parva. (É isso e o bebé da vizinha que continua a chorar que se desunha.)
Arranjei este bonito serviço porque enquanto estou a trabalhar cerro os dentes com força e, desta vez, como já tinha os ombros feitos num oito, contraí ainda mais os maxilares.
Já sei que não morro disto, que há gente com problemas bem mais sérios e incapacitantes que os meus, mas cada um lida com o que lhe saiu em sorte, não é?
É.
De maneiras que hoje estou um pouco para lá de Bagdad.
E só queria fazer uma queixinha...

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Não sou uma bobbing head doll...

Sei que sou uma menina, mas às vezes fico tão desiludida com as pessoas.
Os amigos são as pessoas que não têm medo de nos contrariar quando acham que não estamos certos, são aqueles que não servem só para dizer que sim, mas os que têm coragem para dizer: Estás errada; Pensa melhor; Não estás a agir bem; quando de facto é essa a sua opinião, quando conseguem ver os assuntos com maior clareza que nós.
Por isso, quando me pedem para ser amiga, eu sou.

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