sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

It's the season to be jolly, trá, lá, lá, lá...




Feliz Natal, people do bem!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Num Piscar de Olhos!



Ontem foi dia de aniversário de casório.
O décimo terceiro!
Não me vou pôr aqui em considerações sobre como continua a valer a pena - como cada vez vale mais a pena - ou sobre como tenho a certeza que encontrei a pessoa certa para mim, nem sequer sobre a certeza de que o Nuno é a melhor pessoa que conheço neste mundo. É tudo verdade.

A minha vida não mudou há treze anos. Mudou há dezanove.
O casamento para mim foi uma festa gira, uma oportunidade de vestir um vestido diferente, de fazer uma viagem catita, de juntar a família toda e alguns amigos e ainda ficar com uns trocos!
Nunca valorizei muito o acto religioso, mas sei que foi importante para as pessoas que são importantes na nossa vida, por isso, tá tudo. Se elas quisessem que fizéssemos bungee jumping para mostrar à sociedade como estamos comprometidos um com o outro, como confiamos um no outro e como estamos juntos para o que der e vier, nós fazíamos!
E para mim, casamento também é isso. Estamos lá os dois. Para o que for preciso.
Por isso, nós já éramos casados antes de casarmos!

Ontem, por entre beijos enregelados, disse: Que venham mais treze! Ele, homem pouco comedido, disse: Que venham mais mil!

E eu respondo agora: É isso, já que estamos a pedir, mais vale sermos ambiciosos!

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Precisamos de Outro 25 de Abril...





As dificuldades por que as pessoas estão a passar assustam-me. As reportagens que vão passando na televisão são tão reais e cruas que me deixam com o coração apertado (ainda não consegui deixar de pensar naquela rapariga que vai ao contentor do lixo buscar roupa para o filho e o mais que se puder aproveitar... é tão triste, tão degradante e tão injusto - tanto quanto as crianças que vão para a escola com fome, porque os pais não têm pequeno-almoço para lhes dar). Isto deixa-me revoltada, angustiada com uma sorte que não é a minha, faz-me sentir de braços atados e a temer que os donativos que vou fazendo para o Banco Alimentar, para a Caritas, para a Cruz Vermelha e sei lá mais o quê, não cheguem para nada, porque são uma gota minúscula no oceano de fome e pobreza que cada vez mais se sente no nosso país.

Todas as pessoas deviam ter a oportunidade, as condições para se bastarem a si próprias. Ninguém devia precisar de caridade, da ajuda alheia para pôr comer na mesa.

Estou farta de tecnocratas, de ideólogos, de palavras vazias e projeções, números e estatísticas. Apetece-me bater à Jonet por dizer que é mais correto falar em carências alimentares do que em fome. Não importa o nome que se lhe dê, se as crianças não comem o suficiente, se desmaiam nas aulas, se comem uma única refeição por dia, passam fome!
Não é com palavras, com metáforas e considerações inúteis que se resolvem as coisas.

E só pergunto: quem é que anda de olhos fechados? Quem, dos membros do governo, não vê notícias, não vê reportagens, quem anda alheado de uma realidade que é cada vez mais gritante?

Como é que isto é possível?
Como é que isto se resolve?

Ninguém faz nada?

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

É isso



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quando é que isto vai parar?




Hoje estou tão zangada, tão triste, tão indignada e com uma sensação tão grande que me estão a roubar à  descarada que nem consigo desfranzir o sobrolho.
Esta sensação de injustiça é esmagadora.
Dói-me o estômago e já não é do bug.
Tenho o peito apertado, falta-me o ar.
Não sei o que posso fazer para evitar que me roubem tanto dinheiro.
Recebi ontem o mail da Segurança Social a informar quanto vou pagar por mês em 2013.
Fiquei sem palavras e com o coração a bater descompassado. Porque em 2011 ganhei quase menos um terço que no ano anterior, o que, segundo toda a lógica me faria descer a prestação social para 2013. Era bom, já que pago tanto.
Pois a verdade é que a prestação social subiu 62€...
Eu, que já pago tanto, sem sequer ter direito a baixa médica se me acontecer qualquer coisa que me impeça de trabalhar, não vou pagar menos, vou pagar praticamente um quarto a mais...
Não quer dizer que não consiga encontrar 62€ a mais para pagar, por enquanto consigo, mas a questão não é essa. É o roubo, a violência perpetrada contra quem não consegue esquivar-se a uma responsabilidade social e moral.
E isto para uma SS que está à beira da falência, que está a "transferir" dinheiro (entregue por mim e por outros como eu) para pagar pensões a administradores e imigrantes que andam a vender pensos rápidos nos semáforos e a ter ranchos de filhos.

Eu pago para isto.
E mesmo num ano em que ganho menos - bastante menos - pago mais.
Qual é a lógica?
Quem é que vai pagar para mim, quando eu não puder?

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Acho cá uma piada...

Acho que a imagem é repetida, mas apeteceu-me.


Basta uma pessoa quinar para toda a gente falar dela.
Podem nunca se ter lembrado dela em vida, não saber o nome, não conhecer a obra nem a fronha, mas morreu... Puff! Fez-se luz!
Nestes últimos dias não há cão nem gato que não lamente a morte do senhor arquiteto brasileiro, como se todos fossem grandes admiradores da obra dele há milénios e de repente lhes caísse um peso na alma porque o mundo perdeu um grande artista...
E que tal celebrar as pessoas em vida?

A mim, que sou resmungona e comichosa, apetece-me distribuir tabefes, já que daqui a nada estamos no Natal...

Irra!

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mas depois penso que fui eu que escolhi e não queria outra vida...




esta coisa de andar sempre a correr, de andar sempre a rezar para não acontecer nenhum imprevisto, que o computador não pife com o trabalho lá dentro, que não me estatele no meio da rua e dê cabo de uma mão, de um pulso ou de um cotovelo; esta coisa de ir para o ginásio e medir as consequências de tudo o que faço (e quando não meço e me magoo de maldizer a vida); esta coisa de estar um serão no sofá porque também é preciso, de ir à seguradora porque tem mesmo de ser e ir ao stand porque é o mais acertado; esta coisa de andar sempre a correr contra o tempo está a dar cabo de mim.
Palavra que está.

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