sexta-feira, 31 de agosto de 2012

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Pronto, já estou naquele ponto em que tudo, mas mesmo tudo, me dá vontade de chorar.
Estou tão cansada.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Estou



entusiasmadíssima com o potencial trabalho de uma amiga!
E a fazer pensamento positivo.



Adenda: YEAH! O pensamento positivo resultou!!



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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ambições!




Como estou assim na recta final deste livro antes de ir de férias, ando a ler só enquanto tomo o pequeno-almoço e quando vou à casa de banho! Leio três ou quatro páginas de cada vez, mas não faz mal.
Já foi a este ritmo que acabei O Confessor, de Daniel Silva e é assim que estou a começar A Sombra do Vento, do Zafón.
Está tão bem escrito, tão bem traduzido, que quando a seguir me sento aqui dá-me ganas de escrever de forma mais cuidada; depois, quando o original que tenho em mãos, embora seja bastante bom, não se presta exactamente a isso, por ser um pouco mais coloquial, fico frustradíssima!

A pergunta que deixo no ar é a seguinte: Para quando um Zafón para eu traduzir?!
Isso é que era!

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uma Semana


Esta semana vai ser a doer.
Tenho um livro para acabar e entregar de hoje a oito dias, que é também o dia em que vamos de férias!
Não sei como vou conseguir fazer malas, organizar roupas e casa, lanchar com as amigas, jogar Angry Birds, enfim, viver uma vida normal enquanto acabo o livro!!

Não há-de ser nada e se for, que seja menina para não ir à tropa!
Fui!

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sábado, 25 de agosto de 2012

Pessoas - 1

So dandy!

Eu tenho...

Vi no Facebook, no status de uma amiga e achei que devia partilhar:
(E isto sim, é um bom status!)



Aqui vos deixo um excelente texto de Paulo Contumélias Tavares, um amigo do Francisco Carvalho, sem papas na língua:

"Aluguem a RTP, privatizem as forças armadas, cortem 11 meses de salários a todos, apostem na mediocridade, aumentem os impostos, os combustíveis, a luz e o pão. Não contentes com isso, suspendam a demo
cracia e entortem a constituição. Mintam e sorriam, peidem-se e culpem os outros do mau cheiro. Tirem-nos as últimas gotas de dignidade e apertem ainda mais o garrote. Tudo aguentamos porque somos mansos e serenos, levados, levados sim. Mas um dia, juro, alguém pega numa pistola, numa caçadeira, numa bilha de gás, numa garrafa de gasolina e em vez de se suicidar pensa que talvez seja menos doloroso e mais mediático matar um político, destruir uma qualquer fachada do estado, abrir, à falta de melhor, uma cabeça de um chui. Eu acredito que um dia esta raiva a nascer-me, a nascer-nos nos dentes há-de vencer a cobardia, a pachorra e a mansidão. Pode ser ao olhar para o recibo de vencimento, ao perceber que mais um pato bravo é ministro, ao ouvir as notícias, à espera do reembolso do IRS, ao olhar para as facturas por pagar, não sei. Sei que será seguramente no dia em que os meus filhos ( os nossos filhos ) tiverem fome ou se me perguntarem, eu sei que me vão perguntar um dia: Pai, não tens vergonha de ter deixado isto chegar aqui?
Tenho. Voto e pago impostos. Falo o que penso e penso no que falo. Não tenho medo. Ainda não fugi disto. Parco contributo de um cidadão democrata que jurou defender o seu País. Quando era livre. quando era um País, note-se. Quando muita coisa fazia sentido... Não me falta o trabalho, logo vou ficando. Mas o ar nesta latrina há muito que se tornou irrespirável. Um dia destes... alguém vai dar o pontapé de saída. o desespero é sempre um bom catalisador. E cada vez menos haverá quem defenda isto, esta merda em que nos "obrigam" a viver. Se um dia deixarmos de olhar para o umbigo... se um dia o fogo chegar ao rabo de todos, se um dia, os coitados dos mais novos nos perguntarem: Não tens vergonha?"





sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Vaguebooking



Há poucos dias no Facebook apareceu no status de uma amiga a noção de Vaguebooking, que aparentemente é o que se chama àqueles status misteriosos que têm como único intuito chamar a atenção dos amigos e levá-los a comentar, a fazer perguntas, a fazer likes. 
Como se aquilo que somos fosse medido pelo número de likes e comentários que as nossas entradas de Facebook têm.

Acho que andamos cada vez mais carentes, mais isolados fisicamente uns dos outros. Esta conexão virtual não chega para alimentar a alma.
E é isso que sinto hoje, dia em que várias amigas de Facebook deixaram de o ser, tristemente, não importa de quem seja a culpa (se é que a há). Sinto que as conexões que fazemos aqui são frágeis, fugazes e com um valor real diferente daquelas que fazemos no mundo físico. Fico feliz por ter transportado algumas dessas conexões do mundo virtual para o mundo físico, mas ainda assim tenho hoje a plena noção de como é fácil dar cabo delas. 

Disse hoje algures que nem todas as pessoas que nos rodeiam nos fazem bem e que é preciso deixá-las ir. 
Julgo que é verdade, embora triste.
E hoje, eu que tenho sempre a mania que sou durona e implacável, disse algumas verdades e fiquei triste. Por todos os envolvidos.
Se neste momento me apetecesse fazer vaguebooking, o meu status seria

Escusava de chegar a isto...
(não esquecer as reticências, elemento fundamental para atrair likes!)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não Melhor, Não Pior, Mas Diferente





No outro dia estive a ver um programa sobre perturbações de personalidade em jovens adultos nórdicos. Eram todas pessoas bem sucedidas nos seus trabalhos, embora a maior parte deles trabalhasse a partir de casa, assim como eu.

O problema deles não se prendia com a inteligência (ou falta dela) nem tão pouco com as competências profissionais que tinham, mas com a incapacidade de criarem laços sociais e afectivos. A maior parte deles não sabia como interagir com os outros, não sabia construir relações de espécie alguma e apesar de todos estarem conscientes de que vivemos em sociedade e por isso precisamos uns dos outros, todos achavam insuportável ter de conviver de acordo com os padrões sociais.
Alguns sofriam de distúrbios obsessivos compulsivos, outros de depressão, outros ainda de síndroma de défice de atenção. Nenhum ignorava ou desvalorizava o seu problema e todos reconheciam que a medicação ajudava.

Uma das miúdas disse uma frase, já para o fim do programa, que me ficou na cabeça.
Porque a maior parte de nós acha que ser-se são é ter as engrenagens todas bem oleadinhas, a funcionar em pleno. Quem não tem é "louco", "maluco" ou "não funciona dos pirulitos".
Quem tem uma maneira diferente de viver a vida não é necessariamente louco ou maluco, é apenas diferente num determinado aspecto. Não é melhor, nem pior. É diferente.

A frase que me ficou na memória é esta:

Tenho direito a ter um lado de mim que não funciona...

E eu, que também tenho alguns lados meio kaput espero nunca me esquecer dela.


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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ao Contrário




Ando com um ritmo parvo como tudo.
Gosto de trabalhar de noite, quando está mais silencioso e calmo e funciono incontestavelmente melhor depois do almoço.
Mas estou a acordar muito tarde, a deitar-me de madrugada (e ainda assim às vezes sem sono) e o dia parece-me minúsculo.
O que vale é que daqui a 2 semanitas vamos de férias e nas férias é ver-me a abrir a pestana às 8 da manhã e a fechar o tasco às 11 da noite!
A ver se regularizo isto...









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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Amigos vs Conhecidos




Sempre achei que os amigos são uma das maiores riquezas que temos, a família que podemos escolher.
Também sempre achei que tirando aqueles que valem mesmo a pena, que ficam uma vida inteira e sem os quais as coisas não tinham realmente a mesma piada, a maior parte dos amigos que vamos fazendo ao longo da vida, são-no por temporadas.

Há quem entenda que este carácter cíclico da amizade é natural (como eu), afinal todos nós mudamos ao longo da vida, mudamos de gostos, de objectivos, de nível de exigência com quem nos rodeia.
Mas a maior parte das pessoas tem dificuldade em aceitar que o seu papel na vida de alguém pode ser temporário, que cumpre um objectivo e quando ele está cumprido o que fica entre duas pessoas é apenas uma memória, um pedaço de caminho em comum.

Eu também gostava de só ter amigos de e para sempre. Mas não tenho. O meu núcleo de amigos é forte, resistente, intemporal, mas depois tenho vários grupos satélite mais ou menos transitórios, de pessoas que em certa altura fazem sentido e que depois deixam de fazer.

Encaro o afastamento de amigos como uma coisa natural. Um sinal da minha vitalidade enquanto ser social. Uns vão, outros vêm. Quase todos valem a pena, quase todos deixam uma ternura especial.
Afinal fomos amigos.

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Também gostava de falar sobre a noção de Amigo. De como eram os amigos antes das redes sociais, antes do Facebook. Na minha página de Facebook tenho mais conhecidos que amigos, mas todos acabam por ter este nome. Não é um nome real. Todos sabemos disto.
Fica para outro dia.


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sábado, 18 de agosto de 2012

Caraças, Pá...




O bebé aqui do lado continua a chorar que se desunha... E a mãe grita que se farta, pobre rapariga.
Pois se a mim me deixa inquieta e com um aperto no peito, imagino como a deixará a ela.
Quando é que os bebés deixam de chorar?
Quando vão para a escolinha?

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Trivialidades, Que a Vida Não é Feita Só de Coisas Profundas




Toda a gente sabe que não sou uma dona de casa à antiga. Não gosto de lavar vidros (só lavo quando a minha mãe cá vem - o que é raro), não gosto de varrer chão, não morro de amores por lavar as casas de banho, aborrece-me tratar da roupa e odeio passar a ferro!
Fora isso, faço tudo!! Que é basicamente aspirar e meter e tirar a loiça da máquina!

Quando era mais novita, achava imensa piada à minha mãe varrer a cozinha TODOS os dias (achava piada assim de um modo um bocadinho deprimente!); um dia comentei com a minha prima e ela disse-me que a mãe dela fazia a mesma coisa. Fartámo-nos de rir, do alto dos nossos 15 anos, e jurámos que quando fossemos crescidas não nos iam apanhar de vassoura na mão todos os dias, tipo Carochinhas dos tempos modernos!

Hmm-hmm!!
O que eu não sabia era que quando se cozinha todos os dias, quando se tem 2 gatos e quando se chega aos trinta e tal, as migalhas, casquitas de cebola e pelos de felinos no chão chateiam para caraças!
E agora é ver-me de vassoura na mão muito mais vezes do que a minha condição de mulher modernaça pressupunha!

Continuo a adiar uma série de coisas; se vissem os 2 cestos de roupa que tenho ali atrás da porta do quarto e que devia já estar passada a ferro, até se benziam! Mas não há dúvida que a passadeira da cozinha está varridinha!

A questão que deixo no ar é a seguinte: Quando é que eu vou aprender que se cuspir para o ar, acaba por me cair em cima? É que já não têm conta as coisas que digo que nunca me apanharão a fazer e vai-se a ver... eis-me com elas às costas!

Assim sendo, para trocar as voltas ao karma, cá vai:
Eu nunca vou ganhar o Euromilhões! Deus-ma-livre de ganhar o Euromilhões! Eu lá alguma vez queria ganhar o Euromilhões!! NUNCA!!
(pode ser que resulte!)



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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Episódios da Vida






Porque as nuvens negras vão acabar por se dissipar e a seguir... céu azul!



A vida e as coisas boas da vida às vezes passam-nos ao lado.
Felizmente para a maioria de nós, as coisas realmente más da vida também não nos tocam.
Tenho quase a certeza que por razões de auto-preservação o ser humano é um bicho egoísta, centrado em si e no seu umbigo. Quantas vezes olhamos mais para nós do que para os outros, quantas vezes choramos as nossas mágoas sem pensar que há mágoas e dores tão maiores?

Não digo que devíamos andar por aí aos pulos porque temos um tecto, comida,e o mais importante de tudo (e muitas vezes o mais esquecido e subvalorizado) saúde. Mas, e aqui falo por mim, quantas vezes nos queixamos de coisas absolutamente triviais e mundanas? Coisas quase sem importância? Quantas vezes desperdiçamos tempo com pessoas idiotas que não acrescentam nada às nossas vidas, com enredos que nos retiram energia?

E a grande questão para mim, como é que desrespeito tanto o corpo saudável que tenho, não dormindo o suficiente, não poupando o corpo quando posso poupar, não regrando as horas que por vezes fico aqui sentada a trabalhar- porque o prazo chegou ao fim e como não trabalhei o suficiente antes, tenho que compensar tudo de uma vez - não cuidando do veículo que me sustém a vida?

As minhas dores de ombros, costas, dedos, olhos e sei lá mais de quê são risíveis quando comparadas com as dores de outras pessoas. Não deixam de ser importantes, porque as sinto, porque me maçam, mas são tão pequeninas...
Não quero ser uma pessoa pequenina. Quero ser uma guerreira e enfrentar a vida com força e determinação. Como esta menina daqui http://episodiosderadio.blogs.sapo.pt/

A aconselhou-me há muito tempo a ler o blogue da Silvina. Disse-lhe que naquela altura não era capaz porque me sentia frágil. Grande erro! Devia ter começado a ler e acompanhar logo a sua história. Porque é uma história que dói, sim, que custa a ler, mas deu-me tanta coragem, fez-me pensar tanto, fez-me tanto querer ser melhor, viver melhor!

Para a Silvina, o maior abraço do mundo, cheio de força, admiração e vida!
Para mim, um banho de humildade que colocou TUDO em perspectiva...

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bye-bye



Hoje é dia de entregar o IVA.
Hoje é um dia triste.
A minha conta fica sempre tão depenadinha! Já sei que o dinheiro que lá vou colocando não é realmente meu, mas fica lá tão bem!
Bye-bye money. You'll be missed!

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Espaço



Estou um bocadinho farta de andar sempre a desencantar espaço para arrumar cenas, de andar sempre a tentar encontrar soluções para as coisas a mais que tenho cá por casa.
Já sei que ter mais espaço equivale a ter mais tralha, mas caraças, a minha capacidade de encaixar cenas umas nas outras está a acabar-se!
E só me lembro da garagem que tivemos no nosso primeiro T1... Oh cristo, era um mundo, aquela garagem! Estava cheia de tralha e porcarias, mas cabia lá TUDO!! I miss you, garagem dos meus sonhos!!

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Este Livro


é de uma ternura imensa.
Já deu em filme (acho que se chama The Other Woman) mas o filme não lhe chega aos calcanhares- como de resto quase sempre acontece com os livros levados ao cinema.
Para mim, mil vezes os livros, a não ser que o protagonista dos filmes seja o Ryan Reynolds, o Zac Ephron e outros que tais!...

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sábado, 11 de agosto de 2012

O Que Pensamos Uns Dos Outros


Às vezes gostava de dizer a algumas pessoas exactamente o que penso delas.
Sem filtros, sem convenções sociais, sem medo.
Já sei que me arriscava a ouvir o que elas pensam de mim, mas para dizer a verdade, até preferia saber a opinião sincera e não a açucarada, aquela que fica bem dar, a politicamente correcta.

Acho de uma hipocrisia imensa andar a passar as palavras de algumas pessoas por uma peneira, tentando entender o que é verdade e o que é, obviamente, mentira; abanando a cabeça para dizer que sim, como aqueles bonecos parvos que se colocavam nos tabliers dos carros.

Claro que também posso ignorar simplesmente tais pessoas, partir do princípio que tudo ou quase tudo o que lhes sai da boca para fora é mentira, tanga pura, pedidos patéticos de atenção. Claro que não preciso de me incomodar.
Mas irrita-me. Comicha-me.
Apetece-me confrontá-las. Eu sou boa no confronto.
Consigo ser tanto mais impiedosa quanto menos preciso da pessoa em questão.

E se estivesse a lidar com gente razoável era exactamente o que faria.


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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ahh Oui, Bien Sur!




É pá, que no Minho há emigrantes pra chuchu já eu sabia. Que em julho e agosto nas ruas de Braga se ouve de tudo menos a língua de Camões, também sabia. Mas que é possível estar a almoçar e só a ouvir falar francês, entrar numa loja e só ouvir falar francês e estar a esplanadar à noite e só ouvir falar... adivinharam! francês é que é coisa que me dá a volta ao pirulito!
Sinto-me uma estrangeira na minha terra! (sim, que Braga já é a minha terra!)
!!

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Adenda! - Diga-se, a bem da verdade, que há alturas em que em Braga só se ouve falar espanhol. A Páscoa é uma delas. Para onde quer que nos viremos, lá vem um nuestro hermano!! Afinal, chego à conclusão que vivo numa capital mundial!

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Agora Que o Meu Dia Já Acabou





posso dizer que foi um dia bom!
Tão bom!
Recebi tanto mimo, tantas mensagens e telefonemas que me senti verdadeiramente apreciada!
Passei o dia com o Nuno, sem pressas, com calma, descontração e tempo para tudo; conversámos, rimos, comemos, dissemos mal da vida numa aula de rpm, descontraímos no jacuzzi, fizemos planos com amigos!

Esta coisa de ser o meu dia não é de agora. Lembro-me de fazer oito anos e de ter uma das raras festas de anos que tive na vida toda (fazer anos no verão, quando meio mundo está de férias dá nisto). Para o dia dos meus oito anos, tinha um vestido de alças com morangos e uns rabichos com fitas vermelhas. Lembro-me tão bem, mas tão bem de andar toda orgulhosa a agitar os rabichos e as fitas,  de me sentir a menina mais bonita e especial do mundo, que não há aniversário meu em que as fitas vermelhas não me venham à cabeça (ai tão bem metida, pá!!)!

Gosto de receber carinho, palavras bonitas, votos de felicidades, abracinhos bons e prendas - sim, gosto de receber prendas, de saber que alguém se importou o suficiente comigo para gastar tempo e dinheiro num agradinho para mim. Não preciso de prendas caras nem de coisas extravagantes, qualquer tareco me deixa feliz, porque o gesto conta mais que qualquer outra coisa e, ainda há pouco comentei com o Nuno, que aqueles instantes imediatamente anteriores à abertura do saco, ao tirar a fita, ao rasgar do papel, são os instantes mais saborosos!

Não estou preocupada com os anos que fiz - 38 - acho até uma idade bem gira, bem redondinha! Não me sinto velha, acabada, nem para lá do meu ponto óptimo! Tudo bem, há por aqui umas rugitas que insistiram em instalar-se; o corpo pode não ser tão resistente como era antes - pfff, fiz uma caminhada de 19 km e acabei com uma dor filha da mãe na anca!! - e se calhar não aguento as noitadas como antes. Mas sinto-me bem, melhor que nunca, na verdade. Estou mais gira, mais atenta, mais competente, mais sociável, sei mais, rio mais, penso no futuro com mais calma, com mais esperança. Não tenho pressa de viver, sei que tudo o que me acontece é uma resposta directa das minhas acções e em metade das situações já consigo pensar antes de falar e fazer merda!

Assim sendo: Parabéns a mim, que sou uma miúda simpática, divertida, de bem com a vida e estou rodeada de pessoas muito boas!

Pró ano há mais!!




Psst! - A minha intenção para este ano é deixar de dizer bué! Já fica foleiro, não fica?!!

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Notas Soltas



Já disse algures por aqui que tenho sempre mil coisas na cabeça, na maior parte das vezes em total desorganização e que sou incapaz de fazer uma só coisa do princípio ao fim.
Por isso, agora que estava aqui a trabalhar e a aprender a esculpir cabeças de bonequinhos em pasta de açúcar (!!), venho debitar algumas notas soltas que me pairam na cabecita pensadora.

Todos os anos, por alturas do verão, me desespero com a questão biquíni! Não que tenha grandes problemas de auto-estima, pelo menos não mais que a maioria das mulheres com 37 (amanhã 38) anos. Gostava de mudar várias coisas no meu corpo, mas a que mais me incomoda nesta época é a barriguita que está sempre um pouco mais flácida do que eu gostaria. No inverno, quando a questão do biquíni já não se coloca, incomodam-me outras coisas. É também no inverno que me apetece comer mais bolos, mais chocolates, mais torradas com muiiiita manteiga, enfim, tudo aquilo que chegado o verão se alojou directamente na bela da barriga. Todos os anos é a mesma coisa; todos os anos prometo que vou moderar o que como e todos os anos constato que não moderei coisa nenhuma.

Ando a ler pouco.
Sei que pode parecer estranho, uma vez que o meu trabalho passa também pela leitura, mas sinto falta de ler e ultimamente ando a desperdiçar demasiado tempo a ver trash tv em vez de estar a ler. Aborrece-me, porque é mesmo desperdício de tempo - e eu uso esta expressão com bastante cuidado, já que raramente acho alguma coisa perda de tempo. Não aprendo nada naqueles programas do Extreme Couponing, do Burried Alive, do House Hunters e outros que tais que tanto gosto de ver. É vegetar ao mais alto nível, numa preguiça mental pura e dura. Às vezes até pode ser libertador ver televisão sem que isso exija grandes esforço mental, mas ando a abusar.

Devo estar a desenvolver alguma espécie de intolerância alimentar. Ou então a consumir níveis tóxicos de lacticínios.
Tenho sentido muitas dores de estômago, cólicas e uma indisposição que me impede de fazer quase tudo. E tenho vindo a reparar que fico assim depois de beber leite, comer queijo... Ora, como adoro leite, queijos então nem se fala e como e bebo iogurtes todos os dias, não me dava muito jeito estar agora a desenvolver uma intolerância à lactose ou qualquer coisa do tipo. Já sei que posso substituir produtos, marcas e etc, mas eu gosto é do que como agora!

Também estou a desenvolver intolerância a pessoas mentirosas, que vivem nos seus mundos de fantasia e tentam impingir as suas (não) verdades aos outros. Acho triste a sabotagem entre supostos amigos, que são no fundo conhecidos apenas, acho triste a falta de noção das pessoas e a sua pobreza de espírito. Acho triste a competição ridícula e não fundamentada em assuntos pessoais, como por exemplo, na perda de peso, como se o peso fosse uma coisa que se perde sem que as outras pessoas se apercebam (quando é supostamente uma graaaande perda de peso). Acho triste que as pessoas não consigam ter noção de como as outras as topam quando desatam a mentir à bruta. É a atitude de avestruz no seu expoente máximo!

Já ando a sonhar com as férias. Sim, já tive uma semaninha de férias este ano, mas quando for em setembro, significa que já acabei o trabalho que tenho para fazer e estou ansiosa. Quero voltar aos meus livros sem bonecos.

Tenho sempre muito medo de me queixar do trabalho, de parecer mal agradecida pelas oportunidades que me têm surgido, mas sempre que saio da minha zona de conforto (literatura, ponto), sinto uma insegurança enorme, questiono todas as minhas opções linguísticas, questiono a capacidade de síntese e desejo ardentemente voltar ao que me faz feliz.

Está quase.

Em duas semanas fiz três vezes bolo de mirtilos. Estou oficialmente enjoada de mirtilos. Também fiz queques de morango e mini queques de coco. Não ficaram bons. Há duas semanas que trabalho com livros de bolos. Estou enjoada de bolos. Isso não é bom!

Voltei ao BodyBalance depois de dois meses de ausência e estou toda partida. Adoro fazer aquilo, sinto-me super bem, tenho boa flexibilidade, tenho jeito para a coisa, mas dói-me tudo. Assim, tudo, pernas, braços, abdominais, pescoço (por ser tansa a fazer abdominais, claro!!), acho que até as órbitas dos olhos me doem!

E amanhã faço anos!

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quero Muito

acabar o que estou a fazer agora, para depois poder fazer o que gosto!
Sim, é bom sair um pouco da rotina, sim é bom variar, quanto mais não seja para (voltar) a dar valor ao que realmente se gosta de fazer.
Quero mesmo acabar e ainda falta tanto...

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