terça-feira, 29 de maio de 2012

Blhaacc!!

Era bom que fosse este o aspecto!! (Mas não era...)
Hoje comi a pior lasanha de que há memória. Aliás, chamar-lhe lasanha é ser muito simpática, porque na verdade eram três folhas de massa, esparragado (coisa que detesto) no meio e molho branco mal cozido...
Foram 4.95€ para o cu dos ciganos!!
Claro que tive de compensar este desaire com um geladinho!

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Snitches!



Por causa da minha tendência para falar de tudo e mais alguma coisa, sempre; por causa da minha vontade de partilhar cada pensamento, cada palavra, cada angústia, e sobre como esta partilha é benéfica para as relações, ouvi esta frase (dita a gozar, naturalmente, e tendo em conta as incorrecções gramaticais): Cá em casa, a gente somos chibos!!
E é isto, conversa, humor e amor.
Nunca falha!

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Recadinho

Dizem que as pessoas à medida que ficam mais velhas (ou mais experientes, como gosto de dizer) se tornam um pouco mais intolerantes com a estupidez alheia. E com a cobardia. E com uma série de outras coisas.
Acho que isso está a acontecer comigo.
Tenho uma amiga que está apaixonadíssima, sim tu, minha C, e que apostou todas as fichas num amor que surgiu vindo do nada. Não posso discorrer sobre o objecto do seu amor porque não me compete, porque não quero ser injusta e porque só quero que tudo corra bem.
Mas estou zangada. Vou continuar zangada durante muito tempo. Cada vez tolero menos as falhas de carácter. E se isto corre para o torto, se ela se voltar a magoar, não respondo por mim. É que não me falta coragem para o desancar.
Não sei se me lês, T, mas se o fizeres, deixa-me que te diga que nestes poucos meses me desiludiste incomensuravelmente. Irremediavelmente. Tens sorte por ela gostar tanto de ti. Se fosse comigo, já tinhas ido com os porcos por muito menos que isto.
E desculpa, C, mas estava-me a pesar.


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Sério, O Que é a Seguir?


Depois de ter partido o vidro da mesa da sala (que custa quatrocentos e tal euros), de ter substituído o vidro da frente do carro, de o frigorífico apitar enfurecido de cada vez que abrimos a porta, acabei de torcer uma máquina de roupa, porque sua excelência não estava para aí virada!
Há poucos meses mudámos de esquentador, arranjámos a máquina da louça e gastámos 700€ no turbo do carro...
A sério?
Alguém conhece uma senhora bruxa que possa vir cá a casa?!..

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Custa...

Pinterest

Há muito tempo que não via tantos pedintes em Braga. Uns de chapéu na mão, outros de muletas, um sem um polegar, outro ainda com uma perna das calças arregaçada e o pé deformado descalço, mais um ao fundo da rua sentado a um canto com um joelho cheio de cicatrizes... Custa tanto passar por eles e não dar nada; vê-los e saber que se quisessem, se tivessem tido força de vontade podiam agora ter uma vida diferente, podiam ter forças para arranjar trabalho, para serem produtivos e não andarem a sobreviver à conta dos subsídios e da bondade/pena alheias...
Mais do que as dificuldades físicas que estas pessoas sentem, e que não contesto nem ignoro de modo algum, custa-me pensar que a mentalidade do "Coitadinho é aleijado e não pode trabalhar" ainda está muito enraizada na nossa sociedade. Porque é que não ter um pé, ou ter um joelho torto ou o polegar amputado faz com que alguém não POSSA trabalhar?
Às vezes também falta um bocadinho de vontade...

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

You Can Always Get What You Want!!

Pinterest

Ainda hoje disse ao Nuno: De uma maneira ou de outra, acabo sempre por ter exatamente aquilo que quero. Não sei explicar bem como, mas se desejar muito uma coisa, ela acaba por acontecer. Não digo isto como uma afirmação maquiavélica, como se congeminasse, manipulasse e controlasse as coisas que me rodeiam para ter o que quero.Não. Falo do ponto de vista do trabalho, do esforço, da concentração da minha energia. Eu trabalho muito, esforço-me fisicamente, desafio os limites do meu corpo a trabalhar para chegar onde quero. E agora aqui estou. Durante muito tempo disse: Só me apetecia ter um tempinho sem ter que trabalhar; uns dias em que possa estar enterrada no sofá sem ter complexos de culpa por não estar a fazer outra coisa; era só o que eu queria. Pois cá estão esses dias!
Já sei que mais uma semana e vou começar a fartar-me e nessa altura espero já ter os meus livrinhos, para poder recomeçar a dar corda aos dedos!
Por enquanto está-se bem assim, mas agora vou começar a desejar, a trabalhar, a esforçar-me noutro sentido...

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não T'ouço!!



Tenho uma amiga querida que é exímia na arte de colocar alcunhas às pessoas.  E arranja sempre alcunhas engraçadas. Uma é a Esfregona, a outra a Multifunções, a outra a Buzinas e por aí em diante!
Quando hoje me disse, no ginásio, que ia trabalhar para uma otite não a entendi, mas quando se explicou: Vou fazer aula com a Buzinas, deu-me uma vontade tão grande de rir!
A Buzinas é uma professora que fala muito nas aulas e embora em alguma modalidades não me incomode, porque até acho útil que os professores falem e nos acompanhem, a verdade é que não faço algumas aulas com ela, por exemplo, Body Balance, porque, lá está: fala um bocadinho de mais!
Pessoalmente não partilho da embirração desta minha amiga, mas acho-lhe um piadão quando fala da dita prof. É que consegue ser sarcástica, mas engraçada.

Embora a conversa tenha começado com esta história da otite, acabou com uma noção que é tão, mas tão verdadeira: A nossa derradeira liberdade está dentro da nossa cabeça, na nossa capacidade de nos evadirmos da realidade, na nossa capacidade de sonhar.

Aposto que em rpm a minha amiga sonhou que estava a ter aula com um prof mudo!!

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Enterrados Vivos!


Imagens tiradas da Net

Ontem estava a ver aquele canal fabuloso que é o TLC e que só passa programas da tanga (daqueles que ninguém vê mas que toda a gente comenta e critica!).
O programa que estava a dar era sobre as pessoas que acumulam coisas; chama-se Burried Alive. É um nome apropriado, porque a maior parte das pessoas que entram no programa nem conseguem ver o chão das casas, caminham literalmente por cima dos montes de tralha com que vão enchendo as divisões, dormem em metade dos colchões da cama porque a outra metade está cheia de roupa, cestos e caixotes e os senhores do programa de ontem tinham varões de roupa espalhados por toda a cozinha, cheios de roupa pendurada, chegando ao cúmulo de terem o microondas escondido por baixo de vestidos, camisas e afins...
Dizer que aquilo me faz uma impressão descomunal é pouco. E até compreendo a beleza de guardar coisas que um dia podem "fazer falta" ou "dar jeito para qualquer coisa". Eu também gosto de guardar cenas.
Mas para chegar àquele ponto, para se chorar quando o terapeuta convence a pessoa a desfazer-se de um dos quatrocentos e tal bonecos de peluche que tem, é preciso ter muita coisa estragada cá dentro. É preciso tratamento a sério.
Quando vejo este programa, faz-me confusão como as pessoas conseguem viver assim, mas compreendo que elas não vivem assim porque querem; a acumulação de objectos será sempre um sintoma de uma outra carência, de uma insuficência emocional, social, o que for. E mesmo aqueles que guardam os pratos descartáveis sujos em cima da bancada da cozinha porque podem vir a precisar deles (ei, estão sujos!), as garrafas de plástico de refrigerantes porque podem precisar de as encher com água e os pacotes de cereais vazios porque um dia os vão levar para o ecoponto, me suscitam pena, constrangimento.
Acho que são pessoas doentes e precisam de ajuda.
E isto vai de encontro ao que disse aqui há pouco tempo: quando nos falta alguma coisa por dentro, quando alguma coisa não está bem resolvida, não é a adquirir coisas materiais que se resolve o problema. Não é a enterrar a cabeça na areia que o que está partido se conserta.

Ouvi durante muitos anos uma frase que achava um pouco redundante, mas que ao pensar neste tipo de situações faz sentido: O caminho faz-se caminhando. Estas pessoas para resolverem os seus problemas, têm de começar por algum lado. Algumas começam por deitar fora coisas de que não precisam realmente, outras por fazer terapia, mas todas iniciam um caminho, um percurso que as vai levar ao destino, que é o conforto, a paz, o bem-estar.

Rodeados de mais ou menos tralha, não é o que todos queremos?

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dixit Nada


Vou fazer uma afirmação dura, que anda há muito tempo a pairar-me na psique e que não fiz antes por receio de ferir a susceptibilidade de pessoas que me são queridas.
Mas quando vejo gente a safar-se à grande de cenas menos bonitas que faz recorrendo a esta estratégia, não me apetece engolir mais a minha opinião.
As grandes teorias psicológicas, as conversas cheias de clichés e de palavras ocas, as grandes frases filosóficas que bem analisadas não querem dizer absolutamente nada irritam-me e são uma maneira pobre de encarar a vida. Não se pode fazer merda com fartura e depois escudar-se por detrás de frases rebuscadas, demasiado adjectivadas, com analogias disparatadas que não explicam, muito menos desculpam, o que se fez.
Custa-me ouvir gente a falar sem dizer coisa nenhuma, gente a explicar-se sem recorrer a palavras suas, gente a viver através das palavras dos outros. Quando isto se faz numa tentativa de inspiração pessoal, ainda vá, mas quando se procura justificar uma existência com as teorias alheias é muito mau sinal, é sinal que o interior é despido, pobre e provavelmente vazio de interesse.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

As Coisas Boas da Vida...


Bolo Red Velvet da Hummingbird Bakery em Portobello Road...
Nunca comi um bolo tão bom!

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