segunda-feira, 27 de setembro de 2010

H2O...


De regresso ao mundo real, guardo na lembrança e no coração um lugar onde sei que vou voltar.
Nestas férias, em que repensei a valer a maneira como levo a vida, em que me senti mais feliz que nunca por poder recomeçar tudo de novo, consegui descansar, namorar e comer com fartura!
Acho que nunca me senti tão bem fora de casa.
Sempre adorei férias na montanha, tanto quanto adoro praia, mas desta vez até deixei a praia mais cedo para poder regressar à Serra.
E vou voltar!
É muito a minha onda...

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

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Quando um conhecido morre, o que é que se faz ao número de telefone?
Apaga-se, votando a referência, e por vezes a própria pessoa, ao esquecimento?
Deixa-se ficar?

E o que se faz com a surpresa que nos aperta o estômago e o medo que nos inunda o coração?
No meu mundo ideal ninguém morreria.

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Tantas Páginas!



Esta profissão dá-me cabo dos dedos, das costas, dos olhos e muitas vezes dos nervos, mas também tem aspectos muito bons.
Como este.
Para traduzir um terceiro volume de uma série, enviaram-me também os dois primeiros, para que possa contextualizar-me.

São mais de mil páginas!
E quando penso nisso, espalha-se-me um sorriso de orelha a orelha!

Continuo a achar estranho que o meu passatempo favorito seja ler... isto é que é misturar prazer com trabalho!

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Amigos Não São Só Aqueles Que Nos Passam a Mão No Pelo!


A sério, não digo isto para fazer inveja, nem para melindrar ninguém, mas não há melhor amiga que a minha!

Só mesmo uma grande amiga para me puxar as orelhas quando cometo excessos!

"Eu que em Janeiro te ouça dizer que vais à..."


E tem razão, toda a razão. Eu é que não aprendo!
Não se torna a repetir (hoje), está bem?!

Sempre a considerá-la ARS!!


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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu Hoje Arranho...


Aborrecem-me as pessoas que se julgam capazes de fazer o trabalho dos outros.
Aborrecem-me as pessoas que fazem os outros perder tempo.
Aborrecem-me as pessoas que encaram com leviandade o que outros encaram com a maior seriedade.


E aborrece-me este cabrão deste dente que me dói desde ontem à noite.


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domingo, 5 de setembro de 2010

Blá, Blá, Blá...


O que eu gostava de ser enigmática, de saber escrever por meias palavras, de dizer aquilo que devo e nem mais uma palavra.

Gostava mesmo de saber ouvir mais e falar menos.
Estou convencida que aprendia mais sobre os outros e sobre mim também...
E sempre me resguardava.


Desde pequenina que me chamam língua de trapos...


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sábado, 4 de setembro de 2010

Dos Reencontros


Ontem foi dia de saída com amigos que não via há mais de dez anos...

Foi uma noite cheia de sentimentos contradítórios. Se por um lado fiquei felicissíma por os ter reencontrado e ter constatado que na essência continuam os mesmos, por outro lado fiquei com uma sensação de vazio por ter perdido o contacto durante tanto tempo.

Não sei bem como é que isto acontece, porque não é voluntário, nem consciente. Suponho que quando os percursos se tornam distintos há sempre um certo afastamento, mas também tenho noção de que há pessoas que cultivam melhor as amizades, que se esforçam mais, que investem mais na continuidade das mesmas do que eu.

Sempre disse que os amigos nunca são demais, que os há de vários tipos e que preciso de todos eles. Por isso, depois de uma noite como a de ontem, não consigo entender como é que os deixei fugir durante mais de dez anos... Entretanto as vidas foram avançando, cada uma delas tão ou mais recheada que a minha, as pessoas foram evoluindo, foram tendo filhos, experiências, relações, alegrias, problemas e tudo o que faz a vida de alguém e eu continuei aqui no meu mundinho, concentrada na minha vida, isolada de tudo.

Ontem percebi que não há tempo que apague as coisas que passámos juntos, que partilhámos experiências de que nunca nos esqueceremos. Eles estão aqui, na minha memória e no meu coração, e eu sei que também devo estar no deles. Mas a sensação agridoce mantém-se. Porque já houve alturas em que me fez falta o conforto de quem partilhou o melhor ano da minha vida comigo e que, por um motivo ou outro (ou se calhar por motivo nenhum) eu fui deixando fugir.

Dá sempre jeito dizer que foi a vida que se colocou entre nós, que os percursos se tornaram demasiado distintos, que na altura os telemóveis e os e-mails não estavam tão vulgarizados; mas na verdade são tudo desculpas. Quando se quer manter as pessoas na nossa vida, não há obstáculos.

Não fiquei com vontade de recuperar o "tempo perdido", porque não acredito muito nessa noção. O que passou, passou. A única coisa que podemos modificar é o futuro, não o passado. Mas fiquei com vontade de os rever, de voltar a rir como dantes, de acompanhar as vidas, de saber que eles acompanham a minha. De fazer um esforço para não voltar a perder-me deles.

Eu não tenho muitos amigos, tenho os suficientes, tenho aqueles que me fazem falta. Mas nem sempre foi assim. Durante dois ou três anos só tive o Nuno. E o pessoal de IA fez-me falta.

Mas agora já cá estão.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma Dúvida Como Outra Qualquer


Nunca percebi muito bem aquela coisa dos textos agendados.

Já sei que há pessoas que escrevem textos a metro, saem logo três ou quatro de uma fornada e pode não fazer sentido publicá-los todos de uma vez. Mas "fazer" textos com obrigação porque se vai de férias uma semana para aqui ou para acolá e não se sabe se vai haver net, parece-me uma coisa pouco espontânea; como se isto de ter um blogue fosse como ter um emprego em que se tem de picar o ponto todos os dias.
Sob pena de quê? De deixar de ter visitantes durante os dias de férias?
Qual é o problema?

Só posso falar por mim, mas a criação de um blogue serve fundamentalmente para reunir num mesmo sítio as coisas que antes escrevia em cadernos e pedaços de papel.

Claro que a troca de ideias é muito boa, e salutar, além de que ter um espaço virtual já me granjeou alguns amigos. Mas encaro este blogue como uma terapia, uma coisa minha que vai funcionando ao ritmo próprio da minha vontade e/ou disponibilidade, nunca por obrigação...

Mas isso sou só eu aqui a pensar...

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