sábado, 24 de abril de 2010


Uma das minhas melhores qualidades enquanto pessoa sempre foi a de saber sonhar.

Não falo de sonhar enquanto se está a dormir, quando não se controla o quê, como ou quem aparece nos sonhos. Neste tipo de sonhos, sou pródiga em situações absurdas, muitas vezes sangrentas, com pessoas que não conheço. (O mais engraçado é quando reconheço alguém, quando lhe vejo todas as características distintivas e de repente o rosto se transforma completamente no de outra pessoa - quando isto acontece, tenho um momento Floribela - ai estou tão confusa!).

Mas não é deste tipo de sonhos que falo. É daqueles que tenho acordada.
Imagino mil cenários onde tudo é possível, ensaio todas as situações, todas as reacções, todas as consequências.
Planeio a situaçao em questão até ao mais ínfimo detalhe, na esperança de um dia saber o que fazer quando as divagações saírem do mundo onírico e viajarem até ao mundo real. Na esperança de estar melhor preparada.

Já aconteceu tantas vezes...

Pode parecer uma coisa idiota, mas gosto de sonhar acordada. Gosto de poder controlar o que se passa na minha cabeça e reconheço que à noite, naqueles minutos (quando não são horas) antes de adormecer, me deixo submergir num mundo onde tudo é diferente, um mundo só meu. Onde tudo acontece como eu planeio.
Às vezes ando semanas a matutar num sonho em particular.

Não vejo isto como uma afirmação da minha mania de controlo, que assumo sem reticências, mas encaro os meus daydreams como uma estratégia para me manter sã, para me afirmar como ser individual, para viajar para os sítios onde ainda não fui, para conhecer as pessoas que não sei se algum dia conhecerei, para viver as coisas que ainda não vivi ou que nunca vou viver...

Eu sei que isto tem cura!
E que estou a passar ao lado de uma grande carreira de argumentista!


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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Constatação

Faz de conta que a barriguinha da foto é a minha, tá? Obrigadas!





Ainda a respeito da minha incursão de segunda-feira pelas lojas de roupa...



É de mim ou nesta estação só se vão usar trapos sem jeito nenhum, com padrões florais absurdos e tigresse de segunda geração?
Serão os tops todos largos e balofos?
Não haverá calças sem ser de cintura tão descaída que é praticamente inexistente e tão skinny que nem o pé consegue chegar ao fundo da perna? (E olhem que tenho uns pés até muito delicadinhos!)



É o fim da picada. Por este andar não compro roupa até 2035!

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Keep Your Eyes On The Prize

Imagem tirada da Net (por enquanto!!)


Está decidido!
Agora é só trabalhar muito e esperar!
O meu mantra para os próximos dois meses vai ser "Keep your eyes on the prize!"
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Final de Tarde


Adoro andar no centro da cidade, devagar, sem pressas, para cima e para baixo, ora entra numa loja ora noutra, com conversa boa, em paz, com o conforto de saber que quem está comigo sente a mesma coisa.
Adoro ouvir dizer, e poder dizer sem melindres, "Não, essas calças/saia/botas/whatever, não te ficam bem. Que tal estas?"
Adoro a cumplicidade que se cria, a facilidade com que a conversa flui e os segredos que se partilham.
E adoro, quando ao final da tarde, já quase noite, nos despedimos com um "Adoro-te"!

É tão bom, tão bom que fico com um nó na garganta.
Ontem foi assim o meu final de tarde.

Toda a gente devia ter uma melhor amiga como eu!

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Só Uma Achega

Imagem tirada da Net



A sério que gostava de entender se as pessoas (principalmente mulheres) que fazem posts a mostrar as roupinhas que vestiram naquele dia estão à espera de outra coisa que não seja de elogios.
Qual é o objectivo de mostrar o que se leva vestido para o trabalho? Quem é que tem tempo e tarilho para acabar de se arranjar, comer, lavar os dentes e ir para a sala tirar fotografias com a cabeça dsecepada para colocar num blogue?

A sério. Qual é a ideia?

Só pode ser para ler os trezentos comentários da carneirada a dizer "ai que elegante", "ai que combinação de cores linda", "ai que bom que voltaste a mostrar a tua roupa", "ai que és tão linda". É pá... Haja cu.

E sim, estou a criticar abertamente alguns blogues que por aí poululam, mas faço-o onde acho que devo fazer, num espaço que é meu e onde escrevo o que quero. Por isso e em nome da coerência que gosto de pensar que possuo, não faço comentários nos referidos blogues, nem saliento o ridículo que é mostrar não só as roupas e acessórios como também a listagem das lojas onde foram comprados! Não tenho nada a dizer a quem acha que essas rubricas são "O máximo"!!

Mas tenho cá a minha opinião e no meu tasco continuo a escrever o que me apetecer! Não preciso que me venham passar a mão no pêlo!

Aproveito também para dizer que sou daquelas pessoas que toma as dores dos seus amigos e que se irrita profundamente com a injustiça, a incompreensão e com as pessoas que usam aquele acessório maravilhoso que se costuma colocar ao lado dos olhos das mulas, obrigando-as a ver só em frente e a ter uma perspectiva estreita e pequenina do mundo.

Curioso é que nunca vi este tipo de palas nas fotografias...


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Palavras Favoritas - I

Imagem tirada da Net


Existem palavras que são tão bonitas, tão redondinhas que se pudesse as usava a torto e a direito.
Acontece que as palavras que assim são, surgem muito raramente no meu dia a dia e no trabalho ainda menos.

Uma das minhas palavras favoritas é "Claudicar". Usada com o sentido de cair, capitular (outra palavra bonita!). E hoje de manhã, embora não ficasse feliz com o resultado adorei ouvir o senhor jornalista dizer: "O Benfica claudicou perante o Liverpool".


E pronto, era só isto!



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terça-feira, 6 de abril de 2010


Stop being a crybaby!


Quando tenho mesmo de trabalhar e o cansaço se começa a fazer sentir, tudo constitui um problema.
A luz que não é suficiente, o livro que não se aguenta de pé, a cadeira que faz doer as costas, os pés que não chegam ao chão...
Tudo serve para complicar.
E depois, de vez em quando, passa-me um 33 pela frente, mando tudo à merda e transformo-me na pessoa crescidinha que sou, que tem todas as condições e mais alguma para trabalhar feliz e realizada.
Que p*ta de mania de me estar sempre a queixar de tudo e mais alguma coisa!
Mau era não ver, mesmo que estivesse do olhos virados para o sol.
Mau era não ter livros com que trabalhar.
Mau era não ter uma cadeira onde me sentar.
Mesmo muito mau era não ter pés...
Vá lá parar com a choraminguice e andar para a frente com isto, que não me pagam para me queixar!
Já pareço a protagonista da história que a Amália contava: (Ia uma senhora no autocarro a chorar enquanto dizia "Ai que tenho tanta fome!" Um homem, compadecido, deu-lhe uma carcaça, para aliviar o sofrimento à pobre senhora. A senhora come a carcaça e começa a chorar e a dizer "Ai que eu tinha tanta fome!")




Apre!

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sábado, 3 de abril de 2010

Pés Descalços


Confesso que não sei muito de teologia ou de religião, mas se há coisa que me faz impressão são os sacrifícios.

Ontem, para fazer a vontade aos sogros (de vez em quando convém!) fomos ver a procissão. A bem dizer estamos em Braga e esta semana é pródiga em manifestações religiosas.
A procissão não me impressionou, não me sinto afectada pelos andores, pelos trezentos anjinhos que desfilam, nem sequer pelo pálio que protege o bispo, não vá sua excelência constipar-se... (um dia ainda falo da minha ideia acerca da magnífica hierarquia religiosa, mas não hoje - não tenho tempo)

O que me impressionou foram os senhores que percorrem o centro todo da cidade descalços, com uma cruz às costas, uns hábitos de monge e uns carapuços na cabeça, só com buracos para os olhos. Acho-os ominosos, um pouco assutadores e... descalços. Com os pés ao frio, à chuva, a pisar as pastilhas elásticas que os putos deitam para o chão.
Em nome de quê?
A sério que me intriga.
Sentir-se-ão purgados dos pecados que cometem durante o resto do ano? Será só pela tradição? Para cumprir o dever Cristão?
É que nem sequer é higiénico!...

Não entendo definitivamente nada disto.


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