quarta-feira, 31 de março de 2010

Trabalho e Orgulho

.....

Havia mais trinta para pôr aqui, mas estes são os últimos.


Já sei que não é um sentimento muito bonito, mas sinto um imenso orgulho quando vejo publicados os projectos em que trabalhei!
Uma descomunal e exagerada alegria quando acho as capas bonitas.
Uma sensação insdiscritível quando abro o livro e vejo o meu nome lá dentro!
E um grande alívio quando, depois de alguns anos na gaveta, são publicados.
Lindos e um bocadinho meus!
Todos sabemos que o livro é do autor, não do tradutor, mas muitos deles levam um pouco da minha vida, das minhas dores, das minhas lágrimas com eles. Levam também muitas gargalhadas sentidas.

Por isso que me perdoem os autores, mas sim, os livros que traduzo também são um bocadinho meus!
E fico feliz de os ver tão acabadinhos e crescidos, nos seus escaparates!

*
*







sexta-feira, 26 de março de 2010

O Dom de Saber Calar..


Às vezes gostava de ser mais ponderada, menos impulsiva. De pensar um bocadinho nas coisas antes de as fazer ou dizer.

É que depois, quando caio em mim ou me chamam à atenção, percebo que podia ter agido de maneira diferente...
Não é por mal. É mesmo porque não penso em todas as implicações, em todas as faces da questão e frequentemente porque não penso nos outros. Fico tão contente/espantada/indignada/whatever que não sou capaz de guardar as coisas para mim. E sai merda.

Depois, quando percebo que devia era estar caladinha e reduzida à minha insignificância, fico genuinamente triste comigo e é coisa para me durar algum tempo.


Serves me right...


*

*

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Ver Se Me Organizo...

Imagem tirada da Net



Eu trabalho como free-lancer.

Felizmente, tenho tido trabalho regular com várias editoras e os livros sucedem-se a um ritmo agradável.
Mas há alturas mais movimentadas, ou situações excepcionais que fazem com que o ritmo agradável se torne um tanto frenético. Assim está a ser este início de 2010. O ano em que a minha única intenção de Ano Novo foi organizar melhor o tempo. Não estou a conseguir cumprir essa intenção. Não tanto por culpa minha (embora não possa escusar-me por completo), mas por causa das tais situações excepcionais.

"Olá Ana, tenho aqui um projecto interessantíssimo, mas estamos com pouco tempo. São 565 páginas, para dia x. Acha que consegue?"
"Sim, então não consigo? Claro que sim."

"Olá Ana, temos aqui um livro que tem a sua cara. Se puder ser para dia x...Acha que consegue?"
"Sim, então não consigo? Claro que sim!"

"Olá Ana, queríamos que ficasse com esta colecção também. Temos os três primeiros títulos para dia x. Acha que consegue?"
"Sim, então não consigo? Claro que sim."


E vai-se a ver, só tenho duas alternativas:

Se continuar a ter vida própria, horas de descanso, almoços e jantares com os amigos, tempo para namorar e ir ao ginásio, não consigo ter tudo pronto no dia x;
Se não fizer outra coisa a não ser trabalhar e rezar para não me acontecer nada, talvez consiga, de facto entregar tudo no prazo certo.


Para quem trabalha como free-lancer é complicado recusar trabalhos. Mas é importante saber organizar os prazos (e na maior parte das vezes até sou eu que os estipulo) e ter noção de quanto pode fazer mantendo uma vida mais ou menos normal...

Neste momento ainda estou a trabalhar em contra-relógio, mas daqui a umas semanas espero regressar a um ritmo um pouco mais "normal", embora ainda longe do ideal... Esse não sei quando virá...

A ver se me organizo, então!


*

*




terça-feira, 23 de março de 2010

Estou um cansada de me desiludir comigo mesma, uma e outra vez...

Vejo o problema, sei o que fazer para o resolver e deixo-me cair sempre no mesmo.

É mais dificil lidar com as minhas falhas do que com as falhas dos outros.

Estou realmente cansada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pairando Sobre a Cidade


Os melhores momentos da vida continuam a ser aqueles que partilho com quem mais amo e que (vá-se lá entender como) gosta de mim, assim imperfeita como sou.

Há dias felizes...

E agora, baterias carregadas... ao trabalho!


*

*

sexta-feira, 19 de março de 2010


Imagem tirada da Net
.
.
.
Esta coisa dos Dias de... parece-me mal.

Tudo bem quando andamos na escolinha e nos obrigam a fazer cinzeiros de barro e postais para entregar ao pai no dia que supostamente lhe é dedicado, ou bases para tachos feitas com molas da roupa para dar à mãe no dia correspondente.

Mas não me parece bem.

E neste dia só ligo ao meu pai - e em Maio à minha mãe (não, não falo com eles todos os dias e sei que daqui a uns anos me vou arrepender) porque sei que ele - e ela - gosta que lhe ligue.

E não é por falta de amor.

É pura aversão à obrigatoriedade de fazer e sentir.


So shoot me.

*
*

quarta-feira, 17 de março de 2010

Há Uma Nuvem a Pairar Por Cima Da Minha Cabeça!


Quando era pequena e descia a rua a grande velocidade com a minha bicicleta, quando subia às laranjeiras, quando saltava à corda, ou ao muro para ir para casa da vizinha, a minha mãe (que não perdia uma oportunidade para me chegar a roupa ao pêlo) dizia:

- Se cais ainda levas!

Hoje, enquanto me queixava à minha melhor amiga que não só ando à rasca do tornozelo, como também torci o polegar esquerdo (don't ask!), ela perguntou-me:

- E um par de estalos, não?

...

Chego à conclusão que só nos oferece porrada quem gosta mesmo de nós!

*
*

Tempo!


Tenho saudades de aqui vir, de escrever, de purgar as parvoices que me inundam a alma, mas ainda não tenho tempo.

Ahhh, tanto para dizer e contar e tão pouco tempo para o fazer.

É por isso que quando ouço pessoas a dizer: "Cá eu consigo arranjar tempo para tudo. Basta querer", me apetece agarrar-lhes pelos tornzelos e abaná-las violentamente! Para ver se lhes caem algumas horas dos bolsos!
Também lhes podia perguntar simplesmente: Olha lá e quanto tempo demoras tu a traduzir 350 páginas? Mas não tinha a mesma piada.
Ando mais inclinada para a porrada!!
Com tanto trabalho, o tornozelo ao peito - logo nada de gym durante uma semana - e a ouvir comentários parvos, só mesmo andar à pancada é que me acalmava... Isso ou uma valente cambalhota!


*
*