sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ideias Luminosas!... Ou Não!


Para responder a uma pergunta gentil que me fizeram, e sem entrar em grandes e enfastiantes detalhes sobre a minha actual situação profissional (que está para lá de boa, mas que me absorve o tempo todo), explico que me deparo com uma grave crise de inspiração. Talvez a maior de sempre.

As minhas palavras parecem esgotar-se no trabalho e quando chego ao fim do dia, já não me sobram frases para aqui colocar!

Para não maçar os leitores com ideias parvas e conversa de encher chouriços, mais vale esperar que a onda passe e que a inspiração e vontade de escrever regressem ao seu habitual estado de graça!

Nunca fui uma pessoa muito constante e este registo virtual não é mais do que o reflexo da minha personalidade. Por isso, também ele é um pouco volátil.

São coisas!

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

I Can Do...

Imagem obviamente tirada da Net


Ora eu adoro desafios!
A primeira etapa foi cumprida hoje. Amanhã há mais.
Pressinto que me vai dar muito gozo. E talvez algumas noites mal dormidas, mas se o resultado for aquele que antecipo, vai valer a pena!

É espantoso o poder renovador de um bom desafio.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Consegui!


Acabei um dos projectos mais ambiciosos a que já deitei as mãos!

Nunca estive tanto tempo de volta do mesmo livro e nunca um livro me deu tantas dores de cabeça - e não estou a falar em sentido figurado, de arrepios, náuseas e pesadelos, tive de tudo ao longo destas 450 maravilhosas páginas. Agora que acabou já sabe bem dizer que foram maravilhosas, mas enquanto estava a trabalhar pareciam-me apenas intermináveis, pesadas, cruéis e difícies de digerir.

Estou orgulhosa, feliz e um bocadinho, um nadinha, deslumbrada com a minha pessoa! Apesar de tudo, saí-me muito bem e fiz um bom trabalho! Palminhas para mim!

Agora, vou poder voltar a almoçar com as amigas, passear com o Nuno, ir ao ginásio, ler os trezentos livros que gostaria de ler, ir ao cinema e tudo o resto que recheia a vida das pessoas normais sem pensar que estou a roubar tempo ao trabalho.

Pelo menos até segunda-feira!

Por isso, estou oficialmente de fim-de-semana!
Sim, o meu fds começa à quinta-feira!!

Yeahhhh!

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Homem Alado...


Eu adoro representações de anjos.

Desde que não sejam ícones religiosos óbvios.
Gosto de representações despretensiosas destas magníficas criaturas aladas, sem as ligar necessariamente ao mundo da religião.
E não gosto de querubins gordinhos com os cabelos aos caracóis. Ou lisos. Ou carecas!
Dito isto...

Esta deve ser uma das esculturas mais bonitas que já vi.
Tenho a sorte de a ter no centro de Braga e por isso passo por ela imensas vezes.

Quando convivemos de perto com as coisas e elas se tornam mais familiares aos nossos olhos, perdem um pouco o encanto, a surpresa, deixam de nos arrebatar. Sinto isso em relação a algumas coisas que as pessoas que visitam Braga pela primeira vez sentem - e Braga é uma cidade linda. Aposto que os habitantes de Barcelona não sustêm a respiração de cada vez que olham para a Sagrada Família e que os Egípcios não tiram fotografias a segurar na Esfinge... porque as coisas tornam-se habituais, estão sempre lá.

Pois quando passo por este anjo não consigo evitar olhar para ele com um sentimento de quase paixão.
Dá-me pena vê-lo à chuva. Vê-lo ao sol. E dá-me pena vê-lo cheio de teias de aranha. Se bem que estas últimas até lhe ficam bem... E sempre lhe fazem companhia.

Olho para ele como se fosse um anjo caído em desgraça que contempla com resignação aquilo em que a sua vida se transformou. Um homem alado imortal condenado a ficar para sempre numa cadeira de ferro enferrujado, a olhar para os pobres e insignificantes mortais que passam na rua sem dar por ele...

É por isso que quando abrando o passo e olho para o rosto dele, o admiro e invejo as suas asas, juro que o vejo a sorrir de volta para mim...
E o meu dia, ou noite, fica instantaneamente mais brilhante!

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I Hate Mondays



E está tudo dito...
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Porque Começar Bem é Preciso

Perguntaram-me de onde tinha surgido o nome do blogue. Porque é uma frase com uma estrutura invulgar e porque suscitava alguma curiosidade.
E engraçado que agora que penso nisso, não acho que suscite uma curiosidade extraordinária. Pelo menos não mais do que qualquer outro nome.

Gostava de dizer que me lembrei dele porque me sentia inspirada ou porque só poderia ser este o nome do blog, mas não. Quando comecei a criar este cantinho esquizofrénico, tive de preencher, naturalmente, o campo de "Título do blog". Não estava com a veia poética muito inchada e vai daí, enquanto dava voltas ao miolo para ver se me lembrava de um nome engraçado, que tivesse que ver comigo e que não fosse inteiramente estapafúrdio, olhei para um quadro onde tenho uma série de "tralhas" afixadas. (Ou asfixiadas, como dizia o outro!!) Uma delas é um postal ternurento onde um menino oferecia um coração a uma menina com as palavras "começar bem é preciso" por baixo.

Sempre achei aquele postal bonito (acho que é na verdade um cartão de uma loja de flores) e guardei-o, afixei-o no meu quadro.
E não foi tarde, nem cedo.
Ficou Começar Bem é Preciso.
Porque acho de verdade que quando as coisas começam bem têm mais hipóteses de resultar, de ser bem sucedidas.

E os nomes dos vossos cantinhos? Como é que surgiram?
;)

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Entreter as Amigas!

Imagem tirada da Net



Hoje ao almoço, gozaram comigo à força toda porque eu não sabia que o onze de Junho não era um feriado fixo.
De facto não tenho grande memória de em Junho haver dois feriados seguidos, mas também nunca liguei muito a isso.

- Ahh! Não vês que dia 11 é dia de Corpo de Deus!!
- Então e no ano que vem Deus não tem corpo?!!

Riram-se as duas como se fossem umas malucas e eu fico feliz por poder proporcionar estes momentos de diversão!
A minha ignorância no que toca a datas religiosas é de facto gritante. Assumo!

E pronto, parece que para o ano que vem o país não pára durante quase uma semana! Sim, porque feriados à quarta e quinta é do melhor que há.

Pelo menos para quem trabalha fora de casa. Que não é o caso!!

Então, bons feriados para todos, sim?!

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O Que os Olhos Não Vêem...




Às vezes é complicado pensar naquilo que somos e no que os outros vêem em nós.

Uma das maiores surpresas que tive na vida deu-se quando uma antiga colega de trabalho me disse:
"Porque tu tens a mania que tens sempre razão e que és mais esperta que os outros."

Nós não nos conhecíamos muito bem e estávamos a discutir sobre qualquer coisa de que já me esqueci, mas o raio desta frase ficou comigo para sempre.
Porque eu não tenho sempre razão, aliás são mais as vezes em que estou errada e nunca me achei mais esperta que ninguém. E digo isto com toda a sinceridade. Nunca me vi assim. Nunca achei que fosse essa a imagem que transmitia aos outros. E fiquei magoada com aquelas palavras, que nem sequer vieram de uma pessoa amiga.

E claro, pus-me a pensar...
Como é que eu gostava que as pessoas me vissem? O que gostava que pensassem de mim?
Todos nós gostaríamos que toda a gente pensasse o melhor de nós, que todos gostassem de nós e nos achassem o máximo...
E pensei... matutei...
A única conclusão a que consegui chegar é que se as pessoas não me entendem como sou ou se interpretam mal as minhas palavras, acções ou intenções, não há nada que possa, deva ou queira fazer. Cada um é livre de pensar o que quiser. Se há uma coisa que é realmente nossa, em que mais ninguém pode mandar é nos nossos pensamentos.

Por isso se A ou B acharem que sou uma grande idiota, olha, paciência!
Se alguém achar que tenho a mania, pois muito bem que ache...

Não fico propriamente contente, porque gostava que me vissem por aquilo que realmente sou, mas não vou cortar os pulsos por causa disso.
Eu vivo bem com a pessoa que sou. E se eu não fosse eu e me conhecesse em qualquer altura da vida, acho que seria uma grande amiga minha!

Li isto num livro de uma autora a que normalmente nem acho muita piada, mas esta parte quase me assustou, porque achei que ela estava a falar de mim...
Porque é assim que me vejo:


"Não cresceste assim tanto, o tempo apenas te amadureceu no que foi estritamente necessário e ensinou-te que, a partir de uma certa idade, as pessoas deixam de ter idade, passam a ter competências. E a tua é a de seres uma pessoas involuntariamente feliz, que se diverte com tudo porque não tem nada a perder e porque, no fundo, não quer mais do que ser feliz e fazer felizes aqueles que ama. Tu não complicas, não empreendes, não te assustas, não te baralhas e quando te perdes, é de propósito. Imagino-te sempre como agora e tenho quase a certeza que nunca envelhecerás, porque guardas o segredo da felicidade: viver um dia atrás do outro, sem pedir mais ao mundo do que paz, alegria e, de preferência, um bom champanhe. "

in Vou Contar-te Um Segredo, Margarida Rebelo Pinto.


De modos que é isto.
E como aquele anúncio fabuloso do leite: Eu amo-me, adoro-me e não posso mais viver sem mim!!

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

O Homem Mais Bonito do Mundo! (ou de como nos apetece fazer de conta que estamos num anúncio da Herbal Essences e gritar: sim! sim!..)

Hmm, hmm... com licença...


Pois muito bem...
Até nem é meu costume andar a comentar os maridos das outras em público, mas desta vez tenho de abrir uma excepção...
Sem querer ferir susceptibilidades, tenho uma coisa para dizer...

Aqueles senhores (e senhoras tenho certeza) que elegeram o Hugh Jackman como o homem mais sexy do mundo (há milénios, já sei, mas só agora é que me apeteceu falar disto, que eu cá não gosto de falar daquilo que toda a gente fala, ao mesmo tempo que toda a gente o faz, e estas coisas são sempre pertinentes!!) tinham carradas de razão!! Paletes, contentores, petroleiros de razão...

Senão vejamos:



Versão rapazinho descontraído, barba de dois dias, cabelo curto...

Ou então:



Com fato de gangster, cabelo ainda curto...

Mas se olharmos para isto:

Noooooossa!!

É que o homem é bonito de toda a maneira e feitio!

Ou não é?

Fui ver o Wolverine ao cinema e adorei!
Gosto dos heróis da Marvel e acho que foi o filme com mais homens bonitos por metro quadrado que já vi!!





Apetece dizer: pronto, bebé, não uives mais à lua, há-de arranjar-se por aí um miminho para ti!! Tem mas é cuidado com as naifas!!

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Psst! Ó Senhor Pedro!! Sim, o Senhor...

Isto parece céu de Junho? Não.
Cheira a Junho? Não.
Está frio como o catano? Está.
Então, caneco, como é?






Venho aqui fazer uma denúncia!!
Porque o que é de mais já parece mal!

O São Pedro, está a comportar-se como muitos funcionários em fim de carreira. Está acomodado ao posto, deixou de ter brio no trabalho que faz e faz ouvidos de mercador às vozes que se insurgem contra a falta de qualidade do serviço que tem vindo a prestar!

Não se admite que um trabalhador com quase dois mil anos de experiência meta o pé na poça com a frequência com que o Senhor Pedro tem metido ultimamente! Ele é chuva em Agosto, calor em Outubro, um fogo abrasador em Março e mais chuva em Junho!

Desculpe lá, ó senhor! Isso é o quê? Está a ficar caquético? Ou anda só a gozar connosco?
É que tenha lá paciência!
O outro senhor confiou-lhe a chave dos portões e o controlo da águinha não foi para andar a fazer este bonito serviço!

Veja lá mas é se ganha um bocado de tino e volta a pôr as estações do ano como elas eram antigamente. Pelo menos uma pessoa sabia com o que podia contar!
Caso não se lembre é assim:
Calor no verão, tempo assim assim no outono e na primavera e frio no inverno.

Mai nada!
Deixe-se lá de merdas, sáchavor!


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Adenda:

Não, quer dizer. Menos de duas horas depois temos isto:



É que só pode ser provocação!!
Eu entendo isto como uma afronta pessoal!

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Já Nasceu a Eduarda!!




E foi assim que no sábado, dia 6 de Junho, por volta das seis horas, nasceu a nossa Duda!
Ela não queria, estava muito bem instalada, protegida do frio, da chuva e dos beijos das tias chatas!!
É uma menina saudável, comilona e muito querida. Tem um narizinho pequenino, redondinho, lindo! E umas orelhinhas do mais perfeitinho que há! (Tenho fascínio por orelhas e narizes de bebés!!)

Aqui, do lado de fora do seu alojamento com aquaparque, a Eduarda vai encontrar uma família pronta para a inundar de amor, carinho e muitos ensinamentos e uns tios emprestados que já a consideram parte da pandilha!!

Gosto de pensar na vida que a espera, nas coisas que ela tem para aprender, na pureza que reina na sua cabecita de bebé.
Porque na minha maneira de ver as coisas, um bebé é como se fosse uma gigantesca tela em branco, onde cada um de nós, mas especialmente os pais e familiares mais chegados, escrevem os princípios e valores que vão reger a sua vida.
É possível fazer tudo bem. É possível ensinar coisas boas, como a capacidade de amar, a vontade de aprender, a nobreza de carácter, o valor da amizade, a boa educação e mais mil coisas que fazem um ser humano completo. E feliz.

Por enquanto, a Duda ainda se assusta com os espirros, com os movimentos bruscos, ainda fica a olhar fixamente para nós como se estivesse a fazer um esforço para nos ver. O mundo ainda é um borrão indistinto para ela. Ainda está tudo em aberto!

Quando olho para um recém-nascido penso quase sempre duas coisas, e geralmente pela mesma ordem:
- Ai bebé, que não sabes em que mundo te vieste meter!
e depois:
- Não te preocupes que não é assim tão mau!

E não é mesmo. Apesar de todas as injustiças, de toda a violência e de tantas almas atormentadas que vagueiam por aqui, o mundo é um lugar que vale a pena, porque continua a haver amor a espreitar em cada esquina, coisas e pessoas boas. Continua a haver bebés a nascer, que vão crescer, aprender o melhor que a vida tem e equilibarar os pratos da balança.

Quando olho para um bebé, não vejo só a pele rosadinha e os dedos que tentam agarrar o mundo todo de uma vez. Vejo esperança, futuro e mais uma possibilidade de Felicidade. Mais uma oportunidade de criar uma pessoa boa.

Bem-vinda, Eduarda!
Ainda nos vamos divertir muito!!

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sábado, 6 de junho de 2009

...



Hoje não foi uma noite boa.
Ou por outra a noite até foi, o acordar é que não teve muito interesse.
Sonhei com o meu avô. Sonhei que andava em casa dele a remodelar tudo, a arranjar um sofá confortável, a mudar as cadeiras e a mesa de sítio, enquanto ele me dizia que assim gostava mais, que assim estava melhor, que dava mais jeito quando se entrava da cozinha, que se eu quisesse até podia renovar o quarto lá de trás para poder lá ficar a dormir.
E estávamos ali os dois entretidos.

O meu avô sempre foi um velhinho muito janota, daqueles que escolhia a cor da gravata de acordo com a ocasião, que cheirava sempre bem e usava boné há tantos anos por cima do cabelo branco e fino que até já tinha o vinco do boné na cabeça.
Contava-nos histórias muito engraçadas, tinha uma gargalhada contagiante, tratava das plantas e flores com uma delicadeza que dava gosto ver e era barra a matemática!

Quando era miúda ia para a escola de autocarro e o meu avô ia trabalhar para o castelo, onde foi jardineiro durante mais de vinte anos. Fazíamos a viagem juntos e era frequente ele dar-me uma nota de vinte escudos - sim, eu sou desse tempo!... - e dizia-me:
- Toma lá, para comeres um bolo!
Aquilo para mim era uma fortuna e muitas vezes não comprava bolo nenhum e guardava o dinheiro, para juntar e comprar outra coisa qualquer.

Mais tarde, quando andava na faculdade e ia a casa ao fim-de-semana, depois de me perguntar como é que estavam a correr os estudos, dava-me uma nota de cinco contos (sim, que o meu avô sempre entendeu bem o valor do dinheiro no tempo) e dizia-me:

- Toma lá, para beberes uma cerveja!
- Ó vô, uma cerveja?!
- Pois, mais vale beberes uma cerveja que um café. Isso é que é um veneno!
- Então e depois de beber a cerveja, quer que lhe traga o troco?!!
- Ai cachopa!!

E era a gargalhada geral.

Quando o meu avô conheceu o Nuno, depois de conversar um bocadinho com ele, disse-me assim:
- Pronto, já tenho mais um neto.
...
E é por isto tudo e muito, muito mais, que quando acordo depois de sonhar com ele e me apercebo que afinal é só nos meus sonhos que ele vive, que me sinto invadida por esta tristeza.
Eu não quis ver o meu avô quando ele estava doente. Não fui capaz. E no dia em que me decidi a ir vê-lo, ele morreu.
Por isso a última imagem que tenho sua é de quando nos despedimos no Natal de 2007; ele estava de pé, agarrado ao corrimão, com o seu fato de três peças, gravata, alfinete de ouro e boné, a dizer-nos adeus, a mim e ao Nuno, a sorrir.
E nesse dia disse: "Tenho a sensação de que nunca mais vou ver o avô".
E não vi.
Porque não o vi no hospital nem durante o funeral. Aquele não era o meu avô.
O meu avô Custódio era aquele senhor janota de fato escuro e gravata vermelha que se despediu de mim com um sorriso, enquanto se esforçava para ficar de pé, só para eu o ver como sempre o vi, um homem forte, grande, extraordinário.
...
Acho que nunca vou deixar de chorar o meu avô.
E para ser sincera, preferia não voltar a sonhar com ele.
É muito mau acordar...

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aiiiii!


Ai p'la minha saúde!!

Hoje estou num daqueles dias estúpidos em que me apetece comer tudo e mais alguma coisa!
Almocei super bem e fiquei satisfeita, mas entretanto já comi quase meio quilo de cerejas, um mini Mars e umas quantas tiras de milho!
E ainda não saciei este apetite. Sim, que isto é apetite, gulodice e não fome.

SOCOOOOOORRO.

Vou acabar por perder a batalha e não tarda nada estou a fazer um bolo de maçã e canela...
Ou uma mousse de chocolate...
Isso é que era!
...
Aii!!

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Da Ternura



O sentimento que mais me comove é a ternura.

Aquela ternura que vem no dicionário: ternura s.f. 1 afecto brando e carinhoso; 2 disposição para os sentimentos suaves; 3 meiguice.

Porque faz parte de todos os outros sentimentos genuínos: do amor, da amizade, da compreensão, do respeito.
Nada tem um efeito mais apaziguador que um abraço apertado e ternurento, daqueles em que nem é preciso falar porque só a proximidade entre os corpos, só o sentimento que está implícito já diz tudo.
Quando um dia se avizinha difícil, não há nada mais revigorante que ler:"Mais uma festinha para teres coragem... Já falta pouco. Beijo grande".
Quando uma amiga nos telefona só para dizer que somos capazes de tudo, que não há quem nos derrube, isso é ternura.

Por "sentimento brando" não entendo leve, superficial, mas sim meigo e gentil. Nem sempre me apetece sentir o arrebatamento do amor, a fúria avassaladora da paixão, o fogo ardente do desejo. Às vezes valorizo mais a meiguice, as palavras suaves, os gestos carinhosos que não deixam de ser manifestações de amor de paixão ou de desejo, só que num registo mais calmo, mais sereno, menos avassalador e por isso, acho eu, mais durável.

Os gestos ternos levam-me às lágrimas. Ok, já toda a gente sabe que sou uma chorona de primeira, mas isso não quer dizer que todas as lágrimas tenham o mesmo significado. As lágrimas da ternura são mais de agradecimento do que outra coisa qualquer. Perceber que há quem se preocupe realmente connosco e saber que os nossos afectos são reconhecidos e compensados é uma sensação plena.

E ver que o amor se manifesta das mais variadas formas, nos mais variados registos, mas sempre com a mesma ternura aquece-me o coração e faz com que nunca me sinta sozinha.

Mesmo quando estou horas intermináveis isolada.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ora Bem...

Agora só me apetecia estar aqui de papo para o ar!!



Afinal parece que lá consegui!

Não fazer a directa à moda antiga, porque uma vez que recorri a um mero cafézito, às três da manhã já estava a cair de sono, mas aguentei até às seis.
Dormi até às nove e acabei o livro algures depois da hora de almoço das pessoas normais!

É estranho sentir o meu corpo, que normalmente é bastante resistente, a ceder, a apagar por completo. Queria abrir os olhos e não conseguia, tinha fome e não tinha forças para mastigar, as pernas doíam-me como umas doidas, tinha cãibras nas palmas das mãos e nem sentia os polegares. A traduzir um livro sobre zombies e criaturas não mortas, parecia que estava a escrever sobre mim!! Foi estranho, porque já fiz muitas directas, com mais ou menos incentivo líquido, sempre consegui aguentar bem, mas foram quase todas feitas por diversão, algumas para estudar, mas nenhuma a trabalhar desta maneira.
Às tantas já parecia aquelas avozinhas que vão aprender informática e escrevem uma letrinha de cada vez, e ainda andam à procura das teclas!!
Estava trôpega de todo!

Consegui entregar o livro, fiquei contente com o resultado, mas profundamente descontente, senão zangada mesmo, com o decorrer de todo este processo.

"Porque podias ter acabado o livro antes."

Pois podia. Mas quando me vejo entre escolher uma noite com amigos (o que significa que a manhã a seguir vai para o tecto), um passeio com o Nuno ou uma ida às compras ou ao cinema em detrimento do trabalho, eu que tenho liberdade para o fazer, nunca escolho o trabalho.
Não consigo.
E tenho perfeita consciência que estou a roubar tempo precioso, que mais tarde terei de compensar.

Mas não consigo resistir. E gostava de conseguir.

Eu adoro o que faço, mas a minha vida é muito mais do que isso. O meu trabalho por si só, não me define nem completa como pessoa. E quando tenho uma semana como a última em que não faço literalmente mais nada a não ser trabalhar fico virada do avesso.

E ainda a procissão vai no adro!

Até ao fim de Junho tenho mais dois livros para entregar.
Um deles está quase acabado.
O outro vai ser mais rápido que os anteriores, porque é uma obra infanto-juvenil - logo o nível de linguagem é mais acessível, a estrutura frásica não é tão complexa - e são só 260 páginas!!

Eu tenho mesmo de gostar disto!!

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Só um pequeno esclarecimento a uma certa tagarela que andou aí a mandar bocas sobre o bolo de bolacha e a tarde de maçã que comi ao jantar: Eu até merecia comer o puto do bolo de bolacha inteiro e pelo menos metade da tarte de maçã!! De tão bem que me portei este tempo todo! Além disso, precisava de açúcar para o esforço que se avizinhava, tá?!!
;)

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Uma Directa à Moda Antiga!


Vou ficar de olho bem aberto!!


Eu quando digo que faço, faço mesmo. Seja o que for, nem que chovam canivetes!

Assim sendo, informo que vou ficar a pé toda a noite para acabar o meu livrinho (que é espectacular, apesar de ser uma história fantástica que não lembra nem ao diabo) e consequente leitura final!

Sim, fui jantar ao Silva's (mais uma vez!!) com direito a Bolo de bolacha E Tarte de maçã!!
No fim um cafézinho para mandar o João Pestana dar uma curva.

Planeio acabar de manhã, cansadota, mas como sempre muito satisfeita!

Depoise vou dormir e às seis horas, gym com ela!

No fim passo cá para contar como foi!

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I Do It My Way!

... The world's a better place when its upside down!!


Depois de uma semana absolutamente alucinante (que precede outra não tão frenética, mas também muito ocupadita) pus-me a pensar e a pesar os aspectos positivos e negativos da minha maneira de trabalhar.
Normalmente consigo "encaixar" uns livros nos outros, vou jogando com os prazos, distribuo as páginas pelo tempo que tenho contemplando folgas, dias de preguiça e aqueles dias em que depois de um almoço com as amigas simplesmente não apetece trabalhar (ou seja, mais dias de preguiça!!).
Tenho perfeita noção do privilégio que é poder planear assim o trabalho.
A grande maioria das pessoas não o pode fazer, porque simplesmente tem de trabalhar de segunda a sexta das nove às seis e está feito o resultado.

Trabalhar em casa é diferente. E eu já trabalhei fora de casa, por isso sei bem como é. E sei como estou, não no céu, porque não há cá nuvens (neste momento só se for de pó!!) para eu andar a saltitar, mas numa situação muito cómoda.
Porque estou a trabalhar e: ah e tal, estou com fome. Deixa cá ver o que tem o frigorífico! Ah e tal, agora estou é mesmo com calor, deixa cá ir tomar um duchinho. Ah e tal, já agora aproveito para arrumar o armário dos produtos de higiene...
Enfim, tenho liberdade para tudo. Ou quase tudo.

Assim sendo, às vezes o planeamento laboral vai com o caraças...
Os vinte dias úteis transformam-se em quinze, e depois em dez e a páginas tantas penso:
"Então Anita, porque é que não planeaste isto melhor?"

E quando me dizem assim:
"Então se não se importa, em vez de entregar a dia x, entregue por favor a x-8 dias, porque precisamos mesmo da tradução. Sim? Obrigadinha."
E eu que até me importo, porque não foi assim que organizei a coisa (e oito dias é muito tempo, dá para fazer muita pagininha!)levo as mãos à cabeça e volto a pensar:
"Chiça, que devias ter planeado isto melhor!!"

Só que aí reside o busílis da questão: Eu não gosto de planear as coisas em demasia. Gosto de ter uma ideia de como está organizado o meu trabalho, mas não gosto de planear mais nada.

Na minha vida poucas foram as coisas que aconteceram como as tinha planeado, já para nem falar da espantosa ordem com que foram feitas. Nunca achei que existisse um "preceito" para se viver. Do estilo: agora estudas, depois namoras, entretanto arranjas emprego, depois uma casa, depois casas, depois tens filhos, depois tens uma vidinha igual à de toda a gente...
Isto não é mesmo para mim.

Há tempos escrevi este texto que se segue, e continua a fazer todo o sentido, porque a verdade é essa, eu não vivo para amanhã, nem segundo nenhum molde rígido. Vivo para hoje, com tudo de bom e de mau que o hoje me possa trazer e dentro dos padrões do mundo civilizado - não sou pessoa de grandes excentricidades sociais, embora raramente vá com a corrente.
Em termos de trabalho gosto de ter os meus ritmos e até de trabalhar sob pressão.
Já sei que é questionável, que depois há alturas em que me entalo. Mas é assim que eu gosto.
E apesar de não morrer de amores por dias de trabalho com 15 e mais horas, se de vez em quando tiver de o fazer, olha, paciência.
Não gosto, mas também não morro por isso.

E continuo a achar que isto é verdade:

Não consigo entender as pessoas que planeiam tudo até à exaustão. Que não deixam espaço para o imprevisto, para a surpresa, para a espontaneidade.
Não me parece que esteja destinada a viver de acordo com um guião, com um plano traçado por alguma mente brilhante, que um dia se sentou a beber um café e decidiu que toda a gente seria igual, que as vidas obedeceriam a um molde.
Pois...
Como dizia uma amiga, "só as doidas começam a casa pelo telhado".
Eu cá digo que essa é a minha maneira favorita de fazer o que quer que seja!
Com coragem, convicção e uma grande dose de inconsciência, I Do It My Way.


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