quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Quadrado de Três Lados


Calendário Maia - bem mais complicado que o meu!
Foto tirada da Net

Desde miúda que tenho uma maneira um pouco sui generis, mas absolutamente plausível, de visualizar os meses do ano distribuídos pelo calendário.

Para mim os anos são quadrados.
Têm quatro faces - óbvio.
Mas quando começo a agrupar os meses e a distribuí-los pelos lados do quadrado só consigo preencher três deles. E não sinto que nenhum dos quatro fique vazio. O que acontece é que o meu quadrado se transforma numa espécie de triângulo de quatro lados.
Confuso? Nem por isso.

Vejamos:
Os meses de Janeiro a Maio - inclusive - compõem a primeira parte do ano, todos muito alinhadinhos ao lado uns dos outros, pacientemente à espera da sua vez de brilhar. É a altura do ano em que mais gosto de trabalhar e consigo sempre fazer mais do que julgava que seria capaz.

Depois segue-se um ângulo de noventa graus, em sentido descendente, e surge uma nova face do quadrado com os meses Junho e Julho que não são mais do que a preparação do apoteótico mês de Agosto - que embora faça parte desta segunda face está num patamar um pouco mais elevado. Todo o Verão se concentra em Agosto, não por ser o mês típico das férias, mas porque é o meu mês e passo o ano todo a desejar que ele chegue. Não me ralo nada com o facto de ir ganhando anos, muito pelo contrário: o dia dos meu aniversário é o ponto alto do ano.

Novo ângulo, desta vez de quarenta e cinco graus para a esquerda, onde se arrumam os meses de Setembro a Dezembro. É a altura do ano em que me sinto mais preguiçosa, rezingona e talvez até um pouco melancólica - coisa que não faz muito parte do meu imaginário, mas vá...

Fica a sobrar uma face do quadrado, que talvez vá sendo preenchida com os desejos, as realizações, os desgostos, as gargalhadas, as lágrimas - muitas lágrimas - e tudo o que faz de mim uma piegas de primeiríssima classe. É um lado que só se materializa mesmo no fim do ano, quando passo algum tempo a pensar no que foi acontecendo. Não faço balanços exaustivos, mas penso nas coisas boas que quero ver de novo e nas menos boas que por esta altura já devem estar no lugarzinho delas, guardadas lá longe, onde já não me podem magoar.

Neste momento sinto-me no fim da recta de Dezembro, a querer subir para o grande planalto que começa em Janeiro, ansiosa pela energia e coragem que o início do ano promete.

Porque a nossa vida é feita de ciclos.
E já me sinto pronta para embarcar no próximo. No meu quadrado de três lados.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bom Conselho!


Num elevador em Barcelona!!
Sábios, aqueles catalães!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal!


Já está tudo dito, por isso desejo a todos um Natal Brilhante!
No pinheiro e nos olhos das pessoas!

Ho, ho, ho!!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Silêncio...


Imagem tirada da Net


No longínquo ano de 84 (era eu uma miúda às voltas com a Barbie), apareceu esta canção num Festival.
Já na altura lhe achei piada, mas só reconheci a força do poema muitos anos depois.
Ontem à noite, numa festa com duzentas pessoas, voltei a lembrar-me dela.

Porque às vezes me apetecia poder gritar o que me vai no peito...
Apetecia-me poder agir sem dar explicações nem pensar nas consequências...

E no meio de tanta gente, escuto os seus pensamentos e só oiço... silêncio.





Silêncio e tanta gente

[...]
Às vezes é no meio de tanta gente

Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito

Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou


Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar

E aquilo em que ninguém quer acreditar


Às vezes sou também

Um sim alegre

Ou um triste não


E troco a minha vida por um dia de ilusão

E troco a minha vida por um dia de ilusão


Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer

É uma pedra

Ou um grito

De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente

Que descubro afinal p'ra onde vou

E esta pedra

E este grito
São a história d'aquilo que sou


Maria Guinot


Quem disse que o Homem é uma criatura simples estava redondamente enganado.

sábado, 20 de dezembro de 2008

A Melhor Canção de Natal!


http://www.youtube.com/watch?v=55j7rLp8iIY



Adoro esta canção!
O vídeo não é o melhor, mas esta versão da música é fantástica!

Ouvi-la é sinal de que o Natal está à porta!


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fácil de Ler




Quando comecei a escrever aqui decidi que o nome a apresentar nas mensagens seria A.
Não sei porque abreviei o meu nome - de que sempre gostei e que acho que se identifica completamente comigo. Pequenino, mas muito arranjadinho, o meu nome não podia ser outro.

Por isso, a partir de agora deixo de ser A ponto, para (voltar a) ser a Ana ponto.

Só há uma diferença, que me lembre, entre o meu nome e a minha pessoa...
Ana é uma palavra bastante simétrica, lê-se facilmente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, sem perder o mesmo significado. Às vezes gostava de ser assim, fácil de ler.

Mais Um Dia Bem Passado




Acordar tarde e pensar: "Ahh, hoje não tenho nada para fazer."
Almoçar fora e comer bem, até não poder mais. Depois um café quentinho e... fica a faltar o cigarro.
Ir até uma esplanada em frente ao mar e sentir o calor do sol de Inverno, enquanto se observa as tontas das gaivotas a voar umas atrás das outras e se inveja a sua capacidade para olhar o mundo lá de cima.
Conversar, rir, dizer palermices só porque se pode, só porque sim.
Correr desalmadamente para apanhar o pôr-do-sol naquele ponto exacto, com as dunas e os passadiços a enquadrá-lo.
Rir porque, afinal, o sol agora põe-se muito cedo e muito depressa.
Jantar no mesmo lugar de sempre e achar que continua a fazer sentido manter a tradição.

E ao fazer um brinde dizer:

- Venham mais nove...

E ouvir:
- Venham mais nov...enta!

That's the spirit!

Foi um dia quase, quase perfeito...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ter Vontade Própria!

Imagem tirada da Net





[...]

- Quando é que começas a pensar que está na altura de aumentar a família?
- Nunca.
- Nunca é uma noção demasiado dramática. Além disso, vais ver que quando chegares aos trinta o teu relógio biológico vai começar a bater e vais sentir uma vontade imensa de ter um filho.
- Porquê?
- Porque acontece o mesmo com todas as mulheres. É a nossa "sina". (suspiro)

[...]

E eu que já cheguei aos trinta há algum tempo e nunca senti o bater de relógio nenhum, biológico ou não, apeteceu-me soltar uma sonora gargalhada. Por todos os motivos e mais algum.

Primeiro porque faz maravilhas ao ego ouvir alguém dizer:"quando chegares aos trinta"! Para mim a idade sempre foi mais do que um dado cronológico; considero-a antes um estado de espírito. E é bom ver que afinal os cremes hidratantes, os dois litros de água por dia e as incontáveis horas de ginásio estão a fazer bem o seu trabalho! Porque o exterior também importa, mesmo que os mais hipócritas digam que não.

Depois porque mais uma vez constato que, apesar de adorar ser mulher, não me incluo nos desejos e objectivos colectivos do género. Ainda não senti a "vontade imensa de ter um filho" e estou convicta de que há por aí mais algumas "almas perdidas" como eu que continuam a achar que a vida não é exactamente como um Rally Paper e que também faz sentido mesmo que não se cumpram todas as etapas pré determinadas.

E finalmente porque a minha "sina" é ser verdadeira comigo mesma, respeitar a minha individualidade e a minha vontade acima de qualquer outra coisa, correndo o risco, sim, de ser insuportavelmente egoísta e até um pouco inconveniente. Paciência!

Ah, e os meus suspiros são maioritariamente provocados pela paixão ou por uma ou outra aula de Yoga mais exigente! Nunca são provocados por resignação ou desalento de quem gostaria de ter uma vida diferente e nunca sentiu coragem para ser aquela que vai para a esquerda quando todos dizem que o caminho é para a direita.

[...]

E ao dar o beijinho da despedida, pensei para com os meus botões: - Hmmm, é tão bom ter vontade própria!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Um Anjo Diferente




Tenho um Anjo cá em casa.
Um Anjo diferente dos outros.
Não tem asas nem cabelos loiros aos caracóis.

É capaz de me trazer paz em qualquer ocasião.
É capaz de me fazer ver que afinal está tudo bem.
De me fazer rir quando só me apetece chorar.

É um Anjo que não é papudo e que tem sexo!
E tem cara de reguila.

E este Anjo, não o dou a ninguém.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Da Inveja Alheia




Uma pequena parte de mim rejubila ao sentir a inveja dos outros!
Às vezes é tão evidente, dá tanto na pestana que até tem piada!

Porque a inveja alheia é directamente proporcional ao meu sucesso e inversamente proporcional à inteligência e segurança do invejoso.

Por isso, roam-se pr'aí!
Fiquem verdinhos de inveja!

See if I care!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Um Roubo...


Ó pá, não me interessa se é na esplanada, se o bar é chique se as chávenas são da Vista Alegre e o caraças mais velho.

Dois euros, dois!, por um simples cappuccino, é um roubo! E eu nem sou forreta! Toda a gente que me conhece sabe que dificilmente haverá uma pessoa mais desprendida em relação ao dinheiro. Sou apologista de que o dinheiro existe para se gastar, sob pena de ganhar bolor, mas isto é de mais!

São quatrocentos paus!

É verdade que soube bem, estava quentinho, a canela estava no ponto certo e a espuminha era deliciosa, mas DOIS EUROS?!!

Ó pá...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Coisas Que Fazem Mal , Mas Sabem Bem...


(...)

1 - Roubar cerejas nos pomares do Solar de Mateus...
2 - Jogar jogos de computador idiotas quando devíamos estar a trabalhar...
3 - Dizer que ligamos a alguém pr'á semana quando sabemos que não o vamos fazer nem mortas...
4 - Começar por comer uma tosta com Rocheford, depois duas, três, quinze, dezasseis...
5 - Cortar na casaca de terceiros com a nossa melhor amiga...
6 - Comer croissants com chocolate acabadinhos de sair do forno...
7 - Comer pataniscas de bacalhau na Tasca de São Victor...
8 - Beber vinho branco da pipa com as pataniscas!
9 - Fumar um cigarro depois de uma boa feijoada...
10 - Começar a comer uma taça de tamanho familiar de mousse de chocolate e acabar quando já não houver mais...
11 - Rir a bandeiras despregadas quando é suposto estar com a maior compostura...
12 - Não ligar uma ponta d'um chavelho ao que os outros dizem ou pensam...
13 - Passar um serão inteiro em frente a uma lareira acesa...
14 - Comer tudo o que nos aparece à frente só porque está frio e é preciso criar tecido adiposo!
15 - Ir para o ginásio treinar como umas malucas porque no Verão o tecido adiposo já não faz cá falta nenhuma!

Ai, Ai, abençoada insanidade!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Neve!




Adoro neve, ou como eu digo (para dar um ar mais exótico e poliglota) Sneg!

Sinto-me num mundo de encantar, coberto de branco, onde a paz e a fantasia reinam!
Não há nada melhor que tentar caminhar na neve e ficar com os pés enterrados na camada fofa e fria, como se fosse um imenso merengue!

É a única coisa que gosto no Inverno. Além do Natal!