quarta-feira, 8 de abril de 2015

Don't judge






Às vezes tenho a noção de que sou injusta, arrogante e que me julgo moralmente superior a algumas pessoas - principalmente em relação às que não conheço e que normalmente encontro aqui pela blogosfera. É certo que há gente que se põe a jeito e que parece não ter filtro, mas mesmo assim...

É fácil julgar os outros e esquecer que as coisas que as pessoas partilham nos blogues não compõem a totalidade das suas vidas, que há muito que fica escondido, guardado, oculto. É fácil esquecer que do outro lado de um texto está uma pessoa com problemas como os nossos, inseguranças como as nossas e com sonhos como aqueles que nos enchem a cabeça.

Ser uma pessoa melhor e não julgar ninguém: mais uma para a lista de - boas - intenções.

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sete anos

Este é o castelo de Torres Novas, o castelo do meu avô Custódio,
que foi lá jardineiro durante muitos anos 



O dia de ontem, 1 de abril, dia das mentiras, um dia engraçado para muita gente, e o dia de hoje, são dias tristes para mim. Não acho piadinha nenhuma às mentiras que se inventam, às notícias falsas e à generalidade do dia.
Mas nem sempre foi assim.

O meu avô Custódio morreu a 1 de abril de 2008. Foi a enterrar no dia 2. No ano que achei que ia ser o melhor de sempre, porque faço anos a 08/08 e ia ser uma data do caraças. Não foi. Foi um ano terrível.
Às vezes acho que ele ainda está vivo, porque há 20 anos que estou a 300 quilómetros de distância e já não o via com muita frequência. Depois passo ali pela fotografia do hall e cai-me a ficha. Já não está.
Já não tenho avós e guardo as melhores recordações e carinho dos três que conheci, mas o avô Custódio esteve sempre ali na casa em frente, para me dar explicações de matemática e 20 escudos para comprar um bolo, quando eu andava no ciclo. Quando vim para a universidade, dava-me cinco contos para beber uma cerveja, sempre com o mesmo aviso: Bebe uma cerveja, mas não bebas café, que isso é um veneno!

Desculpe lá avô, mas bebo muito mais café do que cerveja!

O avô Custódio não se metia na vida de ninguém, adorava o Nuno e só queria saber se tínhamos trabalho. Então e o trabalhinho, está a correr bem?
Ficou todo orgulhoso quando lhe expliquei o que fazia, Traduzo livros, avô, eles vêm em inglês e eu ponho-os em português. Então mas tu falas inglês? E escreves livros? Não escrevo, traduzo. Oh, é a mesma coisa!

Era um querido, sempre todo janota, perfumado, com o seu alfinete na gravata.
Tenho sempre saudades dele, mas nestes dois dias, ainda mais.

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segunda-feira, 30 de março de 2015

Instinto

Trust




Às vezes é mais fácil ignorar o instinto, deixar passar aquela sensação de que alguma coisa não devia ser exatamente assim, que aquela sensação não é completamente confortável, que se calhar isto vai ser um problema ou se calhar devia era estar quietinha, ou devia mexer-me mais, ou admitir isto ou aquilo.
O instinto é tramado, porque nos diz sempre, nem que seja lá no fundinho do fundinho, o que está certo e o que está errado. O que acontece e não acontece, o que é e o que não é.

Ignorá-lo é ser avestruz, é esconder a cabeça na areia e pensar que se não vemos nada é porque não há nada para ver.
Errado.

Quero dar mais ouvidos ao meu instinto, valorizá-lo mais, esforçar-me para o seguir, porque se o fizesse mais vezes metia menos a pata na poça!

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quinta-feira, 19 de março de 2015

Só isto

Frequently


Yep!

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segunda-feira, 9 de março de 2015

Superação!!




What difference would it make in your life if you had an absolutely unshakable confidence in your ability to achieve anything you really put your mind to?



Existem poucas coisas que me fazem tão bem ao ego quanto a certeza de que consigo. Não importa o quê, como ou em que condições, só a certeza de que se me dispuser a fazer alguma coisa, faço e pronto.
Ao longo da vida tenho-me superado em muitas coisas, algumas que me assustavam, outras que me pareciam distantes, quase impossíveis. Se me dispuser a fazê-las, a chegar a fim, faço e chego. Seja através do esforço físico, intelectual, emocional, o que for. 

Só falta aplicar esta realização ao resto das coisas importantes!

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sábado, 7 de março de 2015

AntiGravitações!

Eu e a Martinha a constatar que
the world's a better place when it's up side down!!



Eu sei que já falei disto várias vezes e que dizer que é a melhor hora da semana pode não abonar muito a favor das coisas que faço durante o resto das 167 horas, porque isto dói, aleija, desafia, mói o corpo e os musculinhos todos, mas a verdade é que adoro fazer AntiGravity. Adoro.
Sinto-me bem fisicamente, recuperei muita da força que me tinha fugido dos braços, tenho tido menos dores de articulações e perdi muito volume nos sítios que mais me interessavam.

Adoro a sensação de libertação, a sensação de paz e o disparo de adrenalina sempre que faço alguma coisa que a minha cabeça achava que o corpo não ia conseguir fazer. Supero-me em todas as aulas, ganho confiança e agilidade em cada uma delas e espero poder continuar a fazê-las durante muito tempo!

Suspend your disbelief!!


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quinta-feira, 5 de março de 2015

De cada vez que nasce um bebé, aumenta a esperança no mundo!


Nomes decorativos !






Março parece tomar tudo de assalto!
São os dias que começam a crescer, o sol que vai aparecendo por entre as nuvens e o ar que fica um pouco mais quentinho.
Este março começou da melhor maneira, porque ontem, dia 4 - quando o nosso tio também faz anos - nasceu o Miguel! É filho do meu irmão, meu afilhado e o terceiro Miguel da família mais próxima, a seguir ao pai e ao tio!
Espero que seja um menino feliz e tão boa pessoa como os homónimos.
E espero que tenha os olhos da mãe, que são lindos!

Estamos ansiosos para o conhecer, para o cheirar e para lhe dar colo e muito mimo. Eu estou particularmente ansiosa para lhe ver os pés e as orelhas, que são das minhas partes favoritas dos bebés!
Que é lindo não restam dúvidas, basta ser nosso!

Março é assim, o mês em que o mundo ficou um bocadinho melhor, mais azul, mais luminoso, com mais esperança; é o mês do Miguel!

Bem-vindo, puto!

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Telemóvel-less

seriously my phone is broken!!! ugh.. and this is the only way i can tell my boyfriend





Estou há uma semana sem telefone, por causa da minha saga com as operadoras de televisão e etc e tal.
É estranho só poder trocar mensagens escritas com duas ou três pessoas, e só porque têm um telemóvel igual ao meu, senão nem isso...
É estranhamente libertador não estar sempre a olhar para o ecrã a ver se alguém me ligou, se recebi mensagens, se isto se aquilo. Mas faz-me falta falar, tagarelar e contar cusquices!
Na última semana questionei-me muitas vezes como é que algum dia consegui viver sem telemóvel, mas entretanto lembrei-me da paz, da liberdade de não estar sempre contactável e tive vontade de desligar toda a internet e ficar só com os meus livros, com a paz e o sossego.
É virtualmente impossível.
Construímos uma rede de comunicações de tal forma intrincada que já não há nada que se possa fazer sem internet. E bem sei que o meu isolamento idílico livre da www e de qualquer conectividade duraria no máximo dois dias! A seguir passava-me (ainda mais) dos carretos!


A ver quando o telemóvel volta!
Ontem já era tarde!

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Era só isto!

Pretend you are at the Beach.. just close your eyes and let your sense experience everything.. remember to breathe.





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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pumbas, embrulha!






Bem, isto tem sido cá uma cegada com as operadoras de televisão e etc e tal, que nem vos digo nem vos conto.

Quando me telefonaram da NOS a propor um pacote de serviços por menos 30€ do que estava a pagar na MEO, fiz contas à vida e achei que 30€ por mês dá algum dinheiro ao fim do ano e que valia a pena mudar. Os serviços eram os mesmos, ou muito semelhantes, por isso decidi logo aceitar e como sou gaja que só deixa para amanhã o que pode fazer hoje quando se trata de trabalho, agendei logo uma instalação, a portabilidade dos telemóveis e do fixo e sei lá eu mais o quê...
E eles foram rápidos na instalação.
Pois...

Recebi entretanto um telefonema da MEO a informar-me que ainda estamos dentro do período de fidelização, por isso para deitar o serviço abaixo tenho de pagar um balúrdio.
Desbloquear os telemóveis (que, para serem menos caros, foram comprados bloqueados nesta rede) era uma carga de trabalhos com valores "oficiais" absolutamente proibitivos.
O serviço de net da NOS também é uma bela merda, como se verificou nos dois dias em que tentámos usufruir dele... Já tínhamos sido clientes deles há uns anos e os problemas com a net eram os mesmos. Enfim, só aprendo à segunda...

Decidimos anular este últimos contrato, porque ainda estamos nos 14 dias de período de reflexão em que podemos desistir sem ter de pagar mensalidades, MAS... arriscamo-nos agora a ter de pagar a instalação e a deslocação dos técnicos e sei lá mais que porra! Pelo que me disseram, é qualquer coisa à roda dos 150€!! Cento e cinquenta euros! Assim, Zás! Que é para não te armares em esperta e não seres precipitada!
150€

Ainda não estou em mim...

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Simas



O Simas já estava doentinho.
Há três meses pensámos que o perdíamos e quando o trouxemos para casa foi como se tudo tivesse ficado resolvido. Agora sabemos que foram três meses de bónus, para o enchermos de (mais) mimo, de festinhas e beijinhos.
Ele estava com saudades da Kika e gosto de pensar que agora estão os dois enroscadinhos um no outro como costumavam fazer ali no sofá.
É mesmo assim.
Tivemos, temos, tanta sorte com os bichinhos que nos calharam em rifa!

É isso que fica.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Ó pra mim a fingir que percebo de cenas de nutrição! - 1

seconds, please: resisting food policing over the holidays | you're welcome.




Sempre me debati com aquele pneuzinho chato na barriga. Desde que tenho consciência corporal que me sentia um pouco envergonhada com o facto de não ter uma barriguinha lisa. É verdade que também nunca deixei de comer tudo o que me apetecia, principalmente doces e pão, por isso também não estava à espera de milagres.
Mas depois tive uma epifania - mais ou menos!
Como amante confessa de pão e tudo quanto é hidrato, comecei a notar que sempre que substituía o pão branco por outro tipo de pão - de sementes, de centeio, rústico ou de soja - a barriga desinchava. O estômago então, desaparecia por completo e ficava só o belo do pneuzinho!
Nada mau.
Quase um ano e muitas experiências depois, confirma-se: o pão branco não é para mim.

E esta descoberta está ali taco-a-taco com a invenção da roda!
Só para terem uma ideia!

Não têm de quê!

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sábado, 31 de janeiro de 2015

Fim do mês, início do ano!


Janeiro não começou como nós queríamos.
Logo nos primeiros dias, perdemos a Kika e ficámos com o coração um pouco mais vazio.
A seguir foram quase três semanas de gripes e maleitas várias, com direito a ecografias, análises e etc e tal.
Andei a falar com várias amigas e dizia sempre: Não vejo hora de este mês acabar; Só quero que este mês chegue a fim; Raios partam janeiro...

Coitado do janeiro. Tanto lhe rezei no couro que decidiu despedir-se com alguns raios de sol - literalmente!
A saber:
Já consigo ver as fotos e vídeos da Kika com um sorriso nos lábios em vez de lágrimas nos olhos, o que é maravilhoso, porque ela foi uma gatinha alegre e querida e não merecia ser recordada com tristeza.
A ecografia e as análises estavam bem, tenho um sanguinho que é um espetáculo de bom, só lhe falta ser azul!
Tenho um cliente novo, com bons projetos e novos desafios.

E temos um piolho novo cá em casa! Chama-se Pipo (porque é tão gordinho, tem uma barriguita tão redondinha que mais parece um pipo!), é todo preto como o Simas e chegou até nós depois de alguém não ter querido ficar com ele, porque ainda há quem ache que gatos pretos dão azar! Sorte a nossa, porque ele é a coisa mais fofa, tem pilhas que nunca mais acabam, um apetite voraz e a mania que intimida o Simas com os rosnados que lhe dirige! A sério, uma bolinha de quilo e meio a bufar a um senhor gato com o dobro do peso e do tamanho, é muito bom!
Já tenho alguns arranhões nas mãos e hoje subiu-me pelas pernas das calças e pela camisola até ao ombro, para me cheirar a tosta mista do pequeno-almoço!
Que saudades desta energia de gatito!


Ahh, deixa-me tirar o saco do lixo e fazer aqui uma sorninha! 



O Simas é um amor, olhou para o pequenito com curiosidade, mas reagiu muito bem, cheirou-o, olhou para mim com cara de Mas quem é este?! e a seguir enroscou-se a dormir!




Humm, ele é tão grande, mas a manta dele é tão quentinha... antes que me dê uma pantufada, deixa-me rosnar-lhe, para ver se ele tem medo de mim! 



Adeus, janeiro, não vou ter muitas saudades tuas, mas ainda assim, obrigada!

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

What if?


I spend a lot of time worrying about the bad things that could happen instead of thinking about the great things that could!





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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Não se zanguem comigo


A propósito do exame aos professores:

Os meus primeiros cinco anos de universidade foram passados num curso de ensino. Estava a tentar ser professora de inglês e alemão quando a coisa me começou a cheirar a esturro e decidi mudar para Línguas Estrangeiras Aplicadas, sempre de bússola apontada para a tradução, que já na altura me deixava com borboletas na barriga.
Tenho por isso muitos amigos que concluíram o curso de ensino e que são hoje professores.
Sinto sempre um grande respeito por quem ensina, porque sei como é difícil, e por quem consegue fazer aquilo que eu não consigo!
Mas, e que me perdoem os meus amigos e os excelentes professores que me foram passando pela frente, não acho admissível que as pessoas que ensinam as crianças e jovens das nossas escolas escrevam com erros ortográficos.
Parece-me perfeitamente justificável que um professor de línguas não entenda de estatística, ou que um professor de física e química não entenda de linguística, mas erros ortográficos na língua materna? Não encontro justificação.

Não estou aqui a discorrer sobre as estratégias e planos do ministério, que desconheço por completo, nem sobre a sua justiça ou falta dela, mas parece-me uma simples contradição de princípios um professor dar erros básicos.

E é preciso fazer alguma coisa.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Peter May - A Casa Negra - Ou o calorzinho bom que esta profissão me dá!








A constatação de que o nosso trabalho chega aos leitores e é entendido, apreciado e elogiado é absolutamente impagável!

Já disse várias vezes que este foi dos livros que mais me atormentou, mas que mais prazer me deu a traduzir, por ser completo, profundo, difícil.

E embora não seja uma história minha, a versão que chega aos leitores portugueses tem um bocadinho de mim; fico inchada de orgulho!


MENINA_DOS_POLICIAIS: Peter May - A Casa Negra [Opinião]





Assim vale a pena!



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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Matemática!

It's okay if you don't want to be a scientist or an engineer.  Not everyone was born to do that.





Julgo que já não é novidade que costumo ter insónias. Assim daquelas feias de ficar acordada a contar todos os animais da quinta até às 6 da manhã.
Pois ontem descobri um excelente soporífero!
Não se trata de um medicamento milagroso, mas o efeito que teve em mim foi de tamanho tédio e incompreensão que só me apetecia dormir!
Apresento-vos a: Matemática!
Que me perdoem os matemáticos, tenho uma amiga que é professora de matemática e respeito-a imenso por isso (olá Sheilinha!), mas meus senhores, números imaginários, frações e a fórmula resolvente são do melhor que há para dar sono a uma rapariga de letras como eu!
A pergunta que sempre fiz em matemática e que quase sempre ficou sem resposta é: Porquê? Ontem fi-la em vários pontos da conversa e, justiça lhe seja feita, o Nuno explica-me muita coisa, mas os porquês da matemática são como os caminhos do Senhor: imperscrutáveis!
Fiquei a saber, porém, que nenhum número ao quadrado dá um número negativo - a não ser o i, que para todos os efeitos é uma letra!!
E que a fórmula resolvente é assim porque é, porque resolve!

Acho isto um mundo fascinante, mas não retive muito mais, que já não podia de sono!!
Um dia falo-vos de fonética e sintaxe, para ver quem fica com vontade de dormir enquanto eu tagarelo toda contente sobre ditongos e orações!

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Frio por dentro e por fora

winter




Acho que nunca tive um janeiro tão difícil, tão adoentado e tão tristinho.
Ando com o sistema imunitário tão em baixo que no fim da choradeira da primeira semana, da gripe da segunda e da amigdalite do último fim de semana, me apareceu agora um magnífico herpes para rematar a coisa.
Pelo menos espero que seja para rematar.
Até estou com medo do resto do mês.

Quero trabalhar e por um motivo ou por outro não consigo fazê-lo ao ritmo habitual, por isso as coisas arrastam-se.
Quero ver fotografias e vídeos da Kika e fico com o coração tão apertadinho, tenho tantas saudades dela que é melhor nem ver nada.
Mimo o Simas até mais não, com medo que um dia destes me morra sem lhe ter dado todo o mimo que podia. Até o deixo vir para o meu colo quando estou a trabalhar, coisa que antes não permitia.

E não deixo de tossir, de espirrar, de ter uma dor aqui e outra ali, por isso tenho de me proteger das diferenças de temperatura, dos ambientes saturados e dos potenciais focos de infeção, de modos que ginásio, nem vê-lo - vou à quinta fazer anti-gravity e a medo.

Acho que deve ser obra de uma bruxa qualquer que me lançou um olho gordo. Pronto, já chega, tá?

Estou farta disto tudo, mesmo farta.
Sinto-me chata, rezingona e (mais) impaciente.
Tenho frio por dentro e por fora.
Não vejo meio de este mês, de este inverno acabar.

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