segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

...

Quotes Of The Day - 12 Pics:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Great Expectations

Expect nothing and appreciate everything. Expectations can leave us feeling hollow and disappointed. These assumptions are often ones we place upon others as well as ourselves and when they aren’t met, we tend to reflect negatively.  Read more...:



Shakespeare disse que a expetativa é a causa de todos os desgostos.  
Bem, a frase dele é bastante mais bonita, porque em inglês tudo tem uma sonoridade mais poética, mas a ideia é esta e o Wills sabia o que dizia!

Às vezes a expetativa anda ali de braço dado com a esperança, com o desejo, até com a coragem, mas sozinha, por si só, não vale grande coisa e pode realmente dar-nos cabo da cabeça.

Explico: já sabia no início do ano que janeiro ia ser um mês muito exigente, principalmente em termos de trabalho, que não ia poder ter muitas folgas, que a tarefa que me esperava era quase monstruosa. 
Estava (estou) felicíssima com o trabalho, que adoro e que continua a dar-me muito prazer, não obstante o cansaço físico. 
Porque também me conheço muito bem e gosto muito de pensar que trabalho bem sob pressão, que me despacho quando sinto os prazos a queimar-me o rabo e blá blá blá, achei que sim senhora, vamos lá dar cabo disto tudo assim como quem acorda um dia e Oh, está feito...
Pois.
Expetativa.

Porque vai-se a ver e a vida não é só trabalho. Eu não sou impermeável, não consigo alhear-me e tudo o que vai acontecendo nos meus dias influencia, de uma forma ou de outra, a produtividade.

Nesta história do «Espero conseguir, não, VOU conseguir!» houve algumas coisas que não levei em séria consideração: as horas de sono, o descanso, o desligar do botão. A paz de espírito. O coração. 
Gostava muito de ser como o outro senhor que só dorme 4 horas por noite e anda sempre fino como um alho, mas não sou. Preciso de dormir para poder andar bem, para conseguir ver as coisas sob outra luz, para conseguir lidar com a vida e conseguir ter coragem.

E em janeiro voltei a não dormir bem. Precisamente porque sabia que PRECISAVA de dormir, que TINHA de dormir, passei noites e noites em claro a pensar em tudo e em mais um par de botas. 
Claro que cheguei ao fim do mês com objetivos por cumprir e a sentir-me frustradíssima por não ter conseguido fazer tudo o que queria, tudo o que me propus fazer, tudo o que ESPERAVA fazer.

A expetativa não é má, desde que seja realista. Até pode ser um bom motivador, uma peça na construção da nossa auto-estima quando vemos que conseguimos atingir os objetivos. Mas tem de ser realista.
A minha não era!

Resta dizer que em janeiro aprendi muito sobre mim, sobre os meus limites, sobre quem sou em várias esferas da minha vida e isto foi muito bom. Não foi um mês brilhante, mas foi o mês em que construí alicerces bons para o resto do ano, para o resto da vida. Em que percebi muita coisa. 
Por isso também teve o seu lado positivo.

#bringingpositiveback

*
*

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

And you will never walk alone!

Forgiveness is the remedy. It doesn’t mean you’re erasing the past, or forgetting what happened. It means you’re letting go of the resentmen...:



Fevereiro está a começar da melhor maneira possível em termos de paz de espírito!
Agora só falta pôr o trabalho em dia e cheira-me que a vida volta a entrar nos eixos, por completo!

Chiça, pá, até que enfim!

E agora: a trabajar, trabajar, trabajar!




*
*

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

I'm bringing positive back!


Só isto:

These are words to live by!:



*
*

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Certeira


...

«Daria um mundo para voltar a ser a pateta alegre sem papas na língua nem no coração que era dantes, mas tornou-se incomportável.»

Da minha incomparável Mel. 



*
*


Nada é original



O que não falta por aí são frases inspiradoras e discursos motivacionais para sermos diferentes do resto das pessoas, para sermos únicos e maravilhosamente originais na nossa individualidade.
É tudo muito lindo e às vezes até sabe bem ler ou ouvir semelhante discurso.
Mas vistas bem as coisas, somos todos iguais.
Sentimos as mesmas coisas, receamos as mesmas coisas, desejamos as mesmas coisas, choramos pelas mesmas coisas.
Pode haver diferenças na intensidade e espécie, mas toda a gente quer coisas muito semelhantes da vida.
Um amor que preencha o coração, uma relação boa e estável.
Saúde.
Dinheiro para pagar contas, para comprar coisas, para viajar.
Amigos que nos façam sentir menos sozinhos.
Um trabalho que dê algum prazer e dinheiro. Que nos desafie intelectualmente.
Segurança.
Confiança.
Paz de espírito.

Queremos todos as mesmas coisas.

*
*





terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Pump is baaaack!

Our Favorite Fitness Quotes:

Quando me inscrevi no ginásio, uma das primeiras aulas de grupo que fiz foi Body Pump.
Não sabia bem ao que ia e na altura ainda achava que qualquer tipo de musculação só servia para aqueles meninos de papos nos braços, peito em V e pernas minúsculas (preconceitos, bem sei, mas uma pessoa vai aprendendo e evoluindo com o tempo).
Meti-me na aula de Pump sem espetativa de espécie alguma e quando dei por mim estava a sorrir por entre o tremendo sofrimento que me assolava o corpo!
Precisava de ganhar força nos braços, de ganhar resistência para não ficar com tantas tendinites e aquelas aulas ajudaram-me muito. Os resultados são mais ou menos rápidos se a prática for regular e feita com cabeça - ou seja, se não se carregar a barra à parva!

Oito anos depois, alguns interregnos depois, algumas (muitas) lesões nos braços, ombros e afins depois, ontem fui fazer Pump; 60 minutos, com direito a faixas para todos os grupos musculares.
Preciso de voltar a ganhar força, de reforçar os ombros que me empatam a vida com cada vez mais frequência e preciso de sair, de fazer coisas que me dêem prazer, que me preencham, que me façam suar, sofrer, sorrir e dizer asneiras baixinho porque, C'um catano, como é que me meto nestas cenas que aleijam?!!

Fiz a aula com pesos de menina, com muita consciência e respeito pelos pulsos, braços e ombros porque preciso deles para trabalhar, mas ainda assim...
Como explicar?...

DÓI-ME TUDO, SENHORES!
Acho que até me doem as pestanas!
A aula foi fantástica, senti bem o esforço que fiz e sei que daqui para a frente só melhora, mas hoje, desafio quem quiser a nomear um grupo muscular do corpo humano que não me doa!

PORQUE DÓI!


*
*



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Era só isto

Stay Humble. Work Hard. Be Kind.:

O compromisso é simples: trabalhar, trabalhar, trabalhar.
Estamos numa nova era, há coisas novas para fazer, coisas velhas para rematar, uma vida para retomar no fim do trabalho estar despachado e organizado.
Alíneas do compromisso: tentar sair de casa pelo menos uma vez por dia; ver gente /falar com dita gente; descobrir/renovar interesses além dos livros; tentar ser menos crítica, mais paciente.

Palavra do ano até hoje: Tentar.

Entretanto, o meu dicionário online deu-me os parabéns porque há 22 dias que o uso sem interregno.
É obra!


*
*


Pssst! - Soube agora que estou inscrita num Trail, para dia 14 de fevereiro! E fiquei toda animada!

*
*



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Just be

Today, know that you don't have to be perfect... You just have to be you!:


Hoje, no fantástico Headspace - que continuo a fazer e que todos os dias me traz um delicioso momento de paz e consciência - pedia-se que identificasse os sentimentos mais imediatos que tinha. Sem vergonha, nem constrangimento, sem juízos de valor nem necessidade de os combater ou reforçar. Apenas constatar quais são e como existem.
Identifiquei dois sentimentos distintos. Não necessariamente bons ou perfeitos, mas também não terríveis ou incapacitantes.
Ambos importantes.
Pensei neles sem os combater, sem os julgar, sem achar se devia ou não devia senti-los.


E senti-me tão bem.

*
*

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

I can and I will!

I'm going to put this on my board on my wall by my bed so I can wake up every morning and see that. I needed that:


Não sei se foi por ter crescido numa altura em que não havia telemóveis e Internet (logo nada de redes sociais, em que o contacto de viva voz entre as pessoas se substitui quase sempre pelo contacto escrito, mais ou menos breve e superficial), mas sou daquelas pessoas que gosta de falar. Gosto de falar das coisas, às vezes ad nauseam, mas sinto sempre, sempre que quando exprimo os meus pensamentos e medos (selvagens) em palavras ditas, muitos daqueles que me chateiam perdem força, ganham contornos de realidade e ficam reduzidos exatamente àquilo que são e nada mais. 
É que quando não se fala das coisas, quando não se debate, não se desconstrói, elas podem na verdade ganhar um valor que não têm. 
Também sei que nem toda a gente é assim, que há pessoas que não precisam de falar tanto, de debater, de ouvir, mas para mim é como funciona melhor.
E um bocadinho de cada vez, um medo de cada vez vou sossegando a cabeça. Preciso dela muito tranquilinha, porque aproxima-se um período louco de trabalho para os dois humanos cá de casa e para conseguirmos segurar as pontas um do outro, temos de estar tranquilinhos! 
(Esta palavra com diminutivo fica linda!!)

Entretanto, em estilo de mantra: I can do it, I can do it, I can do it!


*

*

terça-feira, 19 de janeiro de 2016



Philippians 1:6:



Às vezes gostava de ser crente em Deus.
Deve ser um consolo muito grande entregar as coisas na mão de alguém que se considera superior quando sentimos que somos pequenos para lidar com elas. Deve ser bom confiar que há um plano divino que corre sempre pelo melhor, que há alguém a abrir caminho e a dar luz.
Mas nem sequer sei se Deus só serve para isto, para ajudar. Para alumiar. Não sei se serve só para não nos sentirmos sozinhos e perdidos no mar de coisas que recheiam a vida. Não sei bem o que é preciso para ter fé, o que é que faz com que Deus tenha fé em nós.
Porque deve ser uma coisa que tem dois sentidos, não é?

Sempre que tento falar disto, ou que peço que me expliquem, as respostas só me confundem mais, fico ainda menos convencida de que a fé existe. Que é útil, palpável. E nem vale a pena ir à igreja, porque esse discurso então, não me diz absolutamente nada. A fé que gostava de ter não é na igreja, nos homens, mas sim em qualquer coisa que nem sequer me fizesse pensar. Que não fosse uma coisa consciente, pensada. Que se sente e pronto.
Se calhar, sinto que não acredito, que não "entrego a Deus", porque não sinto essa fé.

Mas às vezes dava jeito.

*
*



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Equilíbrio

It Is Both A Blessing And A Curse To Feel Everything So Very Deeply #quote:

Ontem, no meio de conversas e constatações, percebi uma coisa que faz todo o sentido para mim.

Às vezes gostava de ser um bocadinho mais insensível, mais impermeável às coisas e às pessoas, não porque acredite que as pessoas mais frias ou desapegadas sejam mais felizes, mas porque acho que deve ser mais fácil gerir as emoções quando não nos deixamos dominar completamente por elas. 
Não sou especial, não sou melhor nem pior do que ninguém, sinto o que provavelmente toda a gente sente, seja emoções boas ou menos boas, mas parece que não sei onde fica o meio termo das coisas. Sinto tudo tão intensamente que chega a ser cansativo. 
Quando amo, amo sem reservas, sem ponderações nem vergonha; quando me apaixono por alguma coisa, dedico-me sem peso, conta ou medida; quando embirro com alguém, não consigo avançar dali para a frente; quando não gosto de alguma coisa, não a suporto. 
É tudo tão visceral, tão abrangente, tão inteiro que esgota.
Acho que, como em tudo na vida, o ponto de equilíbrio deve ser o mais difícil de encontrar. Ser um pouco mais indiferente ao que é realmente indiferente ou menos importante e saber quando dedicar toda a emoção, quando sentir sem limites.

Não sei bem como é que isto se consegue, e sempre me tive como uma pessoa emotiva, não quero deixar de ser assim, mas gostava de atribuir emoções fortes só às coisas e às pessoas que as merecem, que sabem retribuir na mesma medida, em vez de valorizar e sentir como uma adaga tudo o que de menos bom paira à minha volta.

Equilíbrio.
É uma das minhas palavras para este ano. Para a vida.

*
*

sábado, 16 de janeiro de 2016

Querem lá ver?!

Red velvet:

Assim um bocadinho sem querer, apercebi-me de uma coisa que, como tantas outras coisas na vida parece ter entrado nos eixos sem eu dar por ela.
Todos os anos quando o ano acaba faço aquela reflexão sobre o que correu bem, o que correu menos bem e o que gostaria de melhorar no ano seguinte. Normalmente estabeleço alguns objetivos, mesmo que só os registe na cabeça, e há sempre um ou outro que levo até ao fim e se tornam hábitos normais. Como por exemplo não dizer "bué", aprender a gostar de manga, pensar duas vezes antes de falar (falo só dos bem-sucedidos, que os outros não são para aqui chamados!). 

Depois também há aqueles objetivos que nem chego a verbalizar, porque desconfio - ou tenho quase a certeza - que estão destinados ao falhanço. 
Um deles é deixar de comer açúcar. Há anos que ando às ochas com isto, há anos que sei que como doces a mais.
Quem me conhece sabe que sou gulosa até à quinta casa, que retiro grande prazer de um belo cupcake, cheio de creme, de geleia, de açúcar em pó, de tudo o que tenho direito, e que o faço sem grandes culpas.
Só que às vezes sinto o corpo a enviar-me sinais de aviso, a dizer, Já paravas com essa merda!
De há uns tempos a esta parte, instituímos cá em casa uma certa reeducação alimentar, que passa por comer de tudo, mas em doses certas e evitar aquilo que sabemos que nos faz mal, tipo fritos. 
E eu queria moderar os doces! Mas nem pensei muito nisso. 

Ora, desde a passagem de ano, em que comi uma pavorosa mousse de chocolate amargo como um corno, que não como bolos, croissants, cremes, gelados, chocolates, bolachas... A única coisa que comi foi pudim de caramelo da Boca Doce, um bocadinho de arroz doce e os habituais cubinhos de marmelada e colheradas de manteiga de amendoim no fim do ginásio.
Em mais de duas semanas!

 E não é que não sinto grande falta?!
O que é que me está a acontecer? Será que é desta que controlo a fome de açúcar? Querem lá ver que estou a ficar toda crescidinha e responsável?
:)

*

*

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O universo conspira a nosso favor

live simply:


Dia bom, bom, bom!
De resoluções boas, de alegria renovada, de confiança no futuro, de paz!
Dia de amizade, de amor, de sol!
Até o sol saiu para nos ver!

Dia, claramente, de pontos de exclamação sem fim!!

:)

*
*

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Baby steps



A reter do curso de meditação:

"In our own time, gently open the eyes and lean back in the chair.
So how did that feel today? Did the body feel nice and relaxed, or did you uncover a little bit of tension? Remember, neither one is right or wrong, it's about allowing the body and mind to unwind in their own time, in their own way, and sometimes this will mean a little bit of tension coming to the surface, but that's tension being released, so try not to resist that whenever possible. And if you can apply this same idea throughout the day, then you'll find it that much easier to sit down and get a little bit of headspace."

Tão bom.

*
*

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

I want to ride my Bicycle!!

Cycle, my therapy:


A minha vidinha no ginásio estava a ficar muito chata. 
Fazia aulas muito diferentes, entre zumba, body-balance, yoga e anti-gravity, mas já fazia as mesmas aulas há muito tempo e embora lide bem com a rotina em muitos aspetos da vida, ali estava a começar a aborrecer-me. 
Para quem trabalha em casa, como eu, poder sair ao fim do dia para fazer um bocadinho de exercício é quase uma necessidade e meio caminho andado para afastar as mazelas de quem passa o dia inteiro sentada. Mas ultimamente a coisa não estava a resultar.
Ora, decidi dar uma agitadela e fazer (recomeçar, assim à séria) uma aula que me fizesse transpirar de verdade, pôr as toxinas todas cá para fora, que me desafiasse e me obrigasse a dar o meu melhor. Manifestei a vontade de recomeçar as aulas de cycle e o Nuno achou por bem oferecer-me umas sapatilhas lindas, branquinhas e cor de rosa, comme il faut!, para me incentivar. 
Pois bem...
Já fiz três aulas, duas de Freecycle, que são 45 minutos sempre a abrir, e uma de iCycle, que são 60 minutos... isso, sempre a abrir também, porque até as faixas de descanso dão cabo de mim! 
A constatação é simples e a prevista: estou fraquinha do pulmão e das pernas! 
Eu até faço a aula toda, mas não consigo apertar a carga sempre que o professor manda, às vezes (muitas vezes!!) não consigo manter o ritmo - chama-se cadência e mede-se em quartos e etc e tal! - e chego invariavelmente à meia hora de aula a pensar "Mas por que c#%&%$* é que me meti nisto?!"
O coração dispara e só consigo pensar em pedalar, um pé depois do outro, respira, endireita os ombros, respira, não apertes tanto as mãos, respira, tá quase, respira, respira!
No fim da aula fico com uma sensação muito boa, aquela alegria do Sobrevivi! Custou, mas consegui, amanhã estou mais forte, para a próxima já não custa tanto. 
Acho que esta sensação de superação e a descarga de adrenalina são muito boas. 
Era exatamente o que estava a precisar.

Continuo, claro a retirar grande prazer das aulas de Balance e Yoga, que me proporcionam a outra parte de condicionamento físico que acho muito importante e saudável: o alongamento, a flexibilidade, a componente de serenidade e instrospeção que me fazem tão bem. 

Estou a gostar deste ritmo novo, e numa semana destas vou voltar ao Airfit, uma paixão enorme que ficou também adormecida. 

Haja fôlego!


*
*

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Dangerous creatures



“Words—so innocent and powerless as they are, as standing in a dictionary, how potent for good and evil they become in the hands of one who knows how to combine them." ~Nathaniel Hawthorne:



Sem estar aqui com falsas modéstias, que falta de modéstia também é defeito, eu tenho jeito com as palavras. Tenho talento para as juntar, para lhes atribuir sentido, intenção e significado.
Gosto de escolher as palavras que traduzem melhor os meus pensamentos e quando se trata do trabalho, sou do mais picuinhas que há com a menor diferença de significado, registo e carga semântica.
Sei interpretar bem o que os autores quiseram dizer, percebo sem dificuldade o contexto em que as palavras se inserem e julgo que faço o mesmo com as pessoas que me rodeiam.

Não sei se todos encaram as palavras desta forma, se lhes atribuem a mesma importância e protagonismo ou se há quem não se esforce por encontrar o termo indicado e se fique pelo primeiro que lhe vem à cabeça. Para mim não é assim, mas ultimamente também tenho vindo a aprender que somos todos diferentes. O que serve para mim, pode não servir para os outros, o que satisfaz os outros não tem necessariamente de me satisfazer a mim. (Estamos a falar de palavras, mas podíamos estar a falar de variedades de maçãs. Ia provavelmente dar ao mesmo.)

As palavras marcam, definem, constroem e derrubam; informam, emocionam e fazem sonhar. São armas, ferramentas poderosas e muitas vezes traiçoeiras. E é preciso ter talento para fazer delas nossas aliadas. Para não lhes dar mais significado do que aquele que elas têm, para não lhes dar importância acima de qualquer coisa. É preciso deixá-las ocupar o seu lugar, o espaço e o tempo que lhes compete e tratá-las com cautela e uma certa reserva.

Como fazemos com todas as criaturas perigosas. 



*
*

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Light, lighter!

Positive vibes only.:




Já me "queixei" aqui muitas vezes que penso de mais, que a minha cabeça não para, que sou capaz de pegar num pensamento minúsculo e transformá-lo numa verdadeira hecatombe. Acho até que errei na profissão e devia era ser guionista das novelas da 4, como as minhas presadas Cê e Mel! Isso é que ia ser uma equipa!
Ora, por motivos vários, nas últimas semanas de 2015 isto tomou proporções assustadoras, potencialmente perigosas e francamente desconfortáveis, desnecessárias e desagradáveis.

Aproveitando o facto de o ano estar a começar e de se sentir no ar este espírito de renovação e novas oportunidades, nada como pôr tudo cá para fora, mesmo correndo o risco de fazer figura de ursa, e recomeçar com o peito mais leve, com a cabeça mais serena e com a certeza de que não sou má pessoa, sou apenas imperfeita na minha realidade. Acho que todos temos, em algumas alturas da vida, sentimentos menos nobres, arestas a limar, contas a fazer com a nossa consciência e com o nosso coração.
Foi exactamente isto que fiz nesta primeira semana do ano e a diferença que sinto em mim é notória. Só lamento não ter feito este exame a mim mesma há mais tempo, porque tinha evitado algumas noites de insónia, algumas lágrimas, algumas dores de peito.

Como não quero que esta serenidade seja sol de pouca dura, decidi fazer uma coisa que já queria fazer há muitos anos e que, não obstante algumas tentativas tímidas, nunca deu grande resultado. 
Desde que faço yoga que sinto muita dificuldade na parte da meditação. Por exemplo, na última aula, o professor pediu para imaginarmos uma "névoa púrpura, brilhante que nos percorre o corpo até formar uma redoma". Isto assim dito até é muito lindo, mas imaginar a névoa, o tom, o brilho e a forma, é que foi o bom e o bonito! Não consigo, espalho-me ao comprido a pensar qual será a densidade da névoa (uma coisa primaveril ou aquela névoa grossa que desce o monte no inverno?), o tom púrpura (tipo pequeno pónei ou tipo os fatos do Prince?), o brilho da dita cuja (ofusca os olhos ou é suavezinho?) e por aí em diante. Arruíno o momento sem conseguir meditar coisa nenhuma. 

Vai daí, virei-me para o Headspace, que já conhecia da versão trial. Tenho o programinha de 365 dias para fazer, que começa com uns modestos dez minutos por dia durante dez dias e depois vai evoluindo. Gosto imenso destes dez minutos. Fico com o coração a bater mais devagar, adoro a voz do menino - que fala num inglês bonito - e parece que me deixa preparada para começar a trabalhar com maior determinação, com mais brio e com muito mais alegria.

Pode não parecer muito, mas a juntar a toda a "purga" da semana anterior, ter agora dez minutos por dia para ouvir o coração e a respiração, deixa-me leve, bem. 

Este ano promete, e a verdade é que está na minha mão, e no coração, fazer dele um dos melhores de sempre!
Ainda por cima, não estou sozinha, tenho ao meu lado uma pessoa que na sua infinita paciência para as minhas merdas e imperfeições, continua a amar-me, a dizer que me quer e que está sempre aqui, a ajudar-me a tirar as rodinhas da lama!

Up the hill we go!

*

*