sábado

Metade da vida


Fuck the fake shit !

Ontem estava a falar com uma das minhas amigas mais queridas sobre como é libertador permitirmo-nos ser exatamente quem somos. Deixar de mudar pelos outros. Deixar de fazer fretes. Deixar de acolher pessoas que não nos acrescentam nada, que não nos respeitam como somos e que nos fazem mal.
Lamentámos que este entendimento, este amor-próprio só nos tenha chegado depois dos 40. Teria sido tão mais fácil viver e enfrentar a vida a saber que podemos acolher os nossos defeitos, as nossas virtudes, as nossas ideias, a nossa forma de amar e de receber - de exigir - o amor e o respeito. 
Teria poupado tanta amargura. Porque isto de sermos senhoras nossas é uma arma com um poder indescritível nesta demanda de tranquilidade, amor e felicidade que todos perseguimos - uns mais conscientemente do que outros.
É bom perceber que quem gosta de nós como somos, quem respeita as nossas opções - mesmo que não concorde com elas - quem nos reconhece a liberdade de sermos genuínos, é porque gosta de nós de verdade. São estas as pessoas que devemos manter ao nosso lado. São estas as pessoas que valem a pena.
As outras deixamo-las ir às suas vidas, com as suas ideias, com as suas formas de encarar o mundo e as pessoas. 
Não somos iluminadas nem descobrimos a roda, mas ontem falámos sobre como nunca é tarde para encontrarmos segurança, confiança, amor por nós. 
Sobre como já não temos medo de SER.
E parecendo que não esta perceção é importante.

Ainda nos falta viver metade da vida.

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