quinta-feira

Metaforicamente falando

You gotta stop watering dead plants!    "An Engeldark valentine" says wonderful artist Mary Engelbreit:


A respeito da questão de não guardar ressentimentos e de esquecer efetivamente as sacanices dos outros, há várias conclusões a retirar e outras estratégias que para mim acompanham ou complementam o tratamento indiferente.

Esquecer ou decidir arrumar fora do coração as mesquinhices dos outros não é um sinal de que se é brando de caráter, que se é parolo, que deixamos que nos comam as papas na cabeça. Escolher não pagar as merdas na mesma moeda é tão somente um atestado da nossa bondade emocional, da nossa maturidade e da nossa elevação moral. 
É aquela cena de andar a chafurdar na lama com os porcos - perdemos sempre, porque eles já estão habituados.
(Pode parecer arrogância, e se calhar até é, mas gosto de pensar que conhecer o nosso valor também é importante.)
Quando decidimos que não vale a pena ser mesquinho, que não é da nossa natureza, estamos a certificar-nos de que podemos dormir melhor de noite. Libertando esse tipo de sentimentos menores, garantimos que aquilo que deixamos entrar e ganhar lugar dentro de nós são só as coisas boas. As menos boas, as más, existem e fazem-se notar, claro que sim, mas não precisamos de as deixar tomar assento.
Ser bonzinho não é ser palerma, é ser bom. É ser melhor.

Depois disto chega a parte em que por sermos «obrigados» a conviver com as pessoas é preciso encontrar estratégias.
Já disse aqui que a minha é recorrer à indiferença, com educação mas sem calor. Há de haver outras certamente. Mas a minha, que quero ser boa e depois melhor, passa por deixar de regar a planta. 

A certa altura é preciso deixar de regar uma planta que já está morta. 

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