segunda-feira, 17 de abril de 2017

Humm...

Resultado de imagem para a amiga genial

Tenho amigas estupidamente cultas em termos gerais mas mais cultas ainda em termos literários.
A literatura traz muitas coisas boas à vida das pessoas, sendo que uma dessas coisas é aproximar aqueles que gostam de partilhar histórias e de falar delas. Somos os tais ratinhos de biblioteca, que devoram livros como se fossem ar, ou chocolate!

Por isso, quando comecei a ouvir estas minhas enciclopédias ambulantes a falar do livro A Amiga Genial da Elena Ferrante, tomei nota do título mentalmente para lhe deitar a mão assim que fosse possível.
Foi possível na sexta-feira passada, mas li 40 páginas e não voltei a pegar nele...
Sei que ainda é muito pouco, mas não gostei das personagens (que são mais do que as mães) e nestas poucas páginas apeteceu-me ir às ventas à tal da Lila uma meia dúzia de vezes.

Aconteceu-me o mesmo com o Liberdade do Jonathan Franzen. Detestei aquela gente toda e custou-me a ultrapassar este facto e a concentrar-me na escrita, que é maravilhosa.
Depois cheguei ao fim e gostei bastante do livro como um todo.
Gosto de gente imperfeita, tanto nos livros como na vida real e no Liberdade esta imperfeição está perfeitamente retratada.

Neste da Elena Ferrante ainda não sei. Mas é muito estranho em mim ler 40 páginas de um livro e depois nem me lembrar mais dele. Esquecer-me efetivamente que o comprei.

Mas os meus ratinhos de biblioteca não se costumam enganar. 
Vamos ver!

*
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2 comentários:

Mariana disse...

Fiquei-me pelo segundo volume disso.
Não é mau, é um bom livro. Mas não achei nada de especial.
Temos todos gostos diferentes e também há coisas que acertam (ou não) em determinadas alturas da nossa vida em que aquilo faz mesmo sentido.

Boas leituras!

Amigo Imaginário disse...

Dá-lhe mais uma hipótese, anda! É de facto daquele tipo de livros que dão nervoso miudinho, as personagens irritam e tudo e tudo. Eu achei que valia a pena, mas não sou como as tuas amigas intelectuais muito sábias, hein? :p