segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sleepless

.So me  Too true.:

Nas duas últimas noites não dormi um total de oito horas. Se dormi quatro horas por noite foi muito. 
Não me estou a armar em Prof. Marcelo, nem nada que se pareça, mas há dias (ou noites) em que o sono simplesmente não vem. 
Na primeira noite tive dores de cabeça monumentais, andei todo o dia a pisar algodão e não dormi sesta nenhuma, pensando que quando chegasse à cama no domingo à noite ia cair que nem um tordo. 
Não caí.
Como já sei o que a casa gasta (tenho destes fanicos desde os 14 anos, mais coisa menos coisa), para não me passar e ficar acordada até de manhã, pus-me a ler, para ver se a coisa se dava. Acabei por fechar o livro porque a história não me está a puxar como devia e honestamente misturar insónia com leitura por frete ou obrigação é um bocadinho deprimente. 
Saltei para outro livro, mais ligeiro, li dez minutos e passava pouco das quatro e meia quando comecei a bocejar.
Acordei às oito com as marteladas dos senhores que estão a arranjar os patamares do prédio, sendo que só me roubaram meia hora, que o despertador tocava às oito e meia.

Hoje, não só tenho a sensação de que estou a caminhar novamente sobre nuvens de algodão, como sinto que o faço num severo estado de embriaguez. Doem-me os olhos, estão pesados, ardem-me; a cabeça está um pouco zonza, ausente, e estou a franzir continuamente a testa, o que me dá um ar sisudo e distante.
Trabalho à velocidade de uma lesma. 
Não estou cá. Nem sei o que estou a fazer. As letras teimam em fugir-me.
Estou a tentar não pensar muito que esta noite é que vou dormir, que me deito às dez e durmo até os senhores chegarem amanhã, às oito. 
A expetativa dá-me sempre cabo dos planos todos. Por isso, mais vale não pensar muito.




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