segunda-feira

Still learning

And I've pretty much found this to be true. I like listening to people talk. I like seeing the light in someone's eyes when they really care about something. I like talking too, don't get me wrong, but nothing beats watching the eyes of people when they speak. In that silence, if you really listen instead of planning what to say next (pet peeve), you can hear so very much more than what they say. ~ Lauren M. I couldn't have said it better myself:


Ultimamente, um dos meus passatempos favoritos é observar as pessoas. 
Se sentisse necessidade de mudar de vida, se não gostasse da minha profissão e pudesse fazer outra coisa qualquer, era isto que fazia: Observar.
Antes de mais porque é uma coisa que quero continuar a aprimorar em mim, ver e ouvir mais do que falo; acho que quem vê e ouve mais do que fala aprende muito, ganha mais do que perde. Depois, porque é verdadeiramente fascinante tentar ler as pessoas, tentar perceber por que motivo partilham isto ou aquilo, porque falam assim ou assado, desta pessoa ou daquela. 
Até há alguns anos passava-me tudo ao lado; quem dizia o quê, quem fazia o quê, quem andava com quem e quem se tinha zangado com quem. Andava mais ocupada a mostrar quem era, a tentar fazer com que gostassem de mim, a tentar fazer com que a minha presença no mundo fosse sentida e vista. Mas a certa altura, por força dos anos e de alguns amargos de boca, comecei a sentir que chegava de falar e estava na hora de ouvir. Comecei a sentir que não devia esforçar-me para que gostassem de mim, que não preciso de agradar a toda a gente. E aprendi tanto. Aprendo todos os dias. 
Apesar de continuar a ser uma pessoa extrovertida e expansiva com as pessoas que me são mais próximas, leio tudo com outros olhos. Sinto as coisas de forma diferente, parece até que desenvolvi uma intuição que não tinha, ou que não usava, não sei ao certo. 
E observo, observo. Não para comentar, para julgar ou para criticar, mas só para conhecer, para ver por baixo da camada de verniz que todos temos, para perceber a tristeza, a solidão, o desaire, a frustração que se escondem por detrás de uma foto, de uma descrição, de um comentário. Quando se olha com atenção, a maior parte das pessoas são bastante transparentes. 
Gosto de observar como provavelmente me observam a mim; gosto de ler os outros como provavelmente me lêem a mim e gosto de ir estabelecendo limites, mesmo que seja por exclusão, àquilo que vou transmitindo aos outros também. 
Continuo a gostar de partilhar algumas coisas, principalmente fotografias ou opiniões (como esta!), mas já não me preocupo se os outros gostam, já só o faço para mim. 
Preocupo-me com a opinião de muito poucas pessoas e embora não faça nada propositado para afrontar as restantes, a verdade é que agora vivo para mim. 
Não tenho de provar nada a ninguém, não quero que me provem nada a mim.

O meu mundo interior é meu. 


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1 comentário:

Raquel disse...

"E observo, observo. Não para comentar, para julgar ou para criticar, mas só para conhecer, para ver por baixo da camada de verniz que todos temos, para perceber a tristeza, a solidão, o desaire, a frustração que se escondem por detrás de uma foto, de uma descrição, de um comentário. Quando se olha com atenção, a maior parte das pessoas são bastante transparentes."

EM MODO ESPONJA! ;)