segunda-feira

Simples

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Ultimamente tenho andado mais inclinada para as modalidades holísticas, já falei disso algumas vezes. 
Faço Body Balance de forma regular há quase 8 anos, estou agora a concluir um ciclo de um ano e meio de Anti-Gravity  e retomei o Yoga há uns meses, depois de uma pausa longa de mais.
Adoro a calma e paz que estas práticas me proporcionam, a forma como trabalham o corpo e a mente, que não são entidades separadas. Como tenho andado um bocadinho desassossegada, o meu corpo tem-me enviado alguns sinais de alerta que até há pouco tempo ignorei de forma mais ou menos consciente, mas agora que estou em maior sintonia, sei que o caminho para um corpo saudável também passa por uma mente serena, por isso Holísitcas to the rescue!
Continuo a tentar aprender a meditar e a sossegar a mente com o HeadSpace (embora já não faça diariamente), estou a aprender a respirar e a aplicar o que aprendo quando sinto que me falta o ar.
Gosto de outras modalidades, gosto de aulas mais stressantes que me deixam inundada de adrenalina, mas neste momento não é o que me faz melhor. Estou no eixo oposto. 
Como sempre fui muito agitada, quer a nível físico quer emocional (ando sempre a mil, faço várias coisas ao mesmo tempo - mal feitas talvez, mas faço - penso em mil coisas ao mesmo tempo - mal pensadas talvez, mas penso!) este percurso para acalmar, para fazer uma coisa de cada vez, para não pensar em demasia em coisas que não interessam, não é assim uma coisa que se consiga de imediato. Leva o seu tempo - o que me provoca grandes fernicoques, porque, lá está, quero sempre tudo à velocidade da luz, para ontem se possível. 
A paciência não é o meu forte. Mas um dia vai ser.

Normalmente, as nossas ações têm um objetivo, um fim a atingir. 
Neste caso da conquista da calma, da segurança, da ponderação e de uma maneira mais pausada e saudável de encarar a vida e as pessoas, o processo é tudo. O caminho para lá chegar é mais importante do que o fim. Precisamente porque não é uma coisa imediata, os hábitos serenos, as descobertas e os momentos em que "vemos a luz" precisam de tempo para se incrustarem em nós, para se tornarem parte de nós e com o tempo começarem a fazer sentido. 

Tenho uma lista de coisas que gostava de dominar, em vez de me deixar dominar por elas, e acredito que chego lá aos poucos, com calma, com aceitação do ritmo natural das coisas e com confiança em mim. 
Neste momento, preciso de acabar um trabalho fantástico que tenho em mãos para dar início a uma nova forma de viver. Amo o meu trabalho, não quero fazer outra coisa, mas às vezes sinto-me refém dele, sinto que me açambarca a vida inteira, fico sem tempo para amigos, para família, para mim, para a vida além deste ecrã. O problema não é do trabalho, obviamente, que é o melhor do mundo, mas da minha gestão do tempo, das expetativas, das cenas que invento e que me drenam a energia e me tiram o sono.

Portanto, tenho os dados todos, tenho todas as variantes na mão e tenho a inteligência emocional para ligar tudo de forma a que faça sentido. 
E é isso mesmo que vou fazer.

Simples, não é?

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