sexta-feira

Genericamente falando, claro.

We could all use these quotes to get us through a case of the Wednesdays - Page 2 of 3:


Andava aqui a pensar numa coisa que gostava de ver reformulada em mim e depois de muito matutar (mentira, foi bem rápido!), percebi que gostava de ser menos anjinha... 

Escrevi isto algures no início de 2009. Há 7 anos, portanto:


Para terminar, sou crédula. Crédula no sentido em que acredito sempre nas pessoas, nas suas boas intenções e no seu carácter.
Qualquer pessoa com uma conversinha de puxar à lágrima me comove e tem a minha simpatia. Nunca parto do princípio que alguém pode não ser boa pessoa. Toda a gente é boa pessoa até prova em contrário.
E isto faz com que me magoe com frequência, quando as pessoas se revelam ou quando me deixam perceber que afinal não são assim tão sinceras. Quando isto acontece fico triste a valer. Sinto que me enganaram, que abusaram da minha boa vontade e confiança e faço juras de nunca mais acreditar em ninguém logo à primeira. Mas não adianta. Acredito sempre.
Com a idade fui aprendendo a proteger-me deste tipo de pessoas, mas ainda me magoo com algumas atitudes inesperadas.


E eu que acho sempre que aprendo muito com o tempo e com as experiências, constato que somos o que somos. Há coisas que melhoram, outras que poderão piorar, mas a essência é a mesma. Estou na mesma.
Continuo a conhecer pessoas e a achar quase sempre que sim senhor, são todas boas. Sou péssima a avaliar primeiras impressões, porque basta um sorriso, uma palavra mais simpática, uma conversa breve para me levarem.
Continuo a acreditar nas pessoas. 
Não sei se é bom ou mau. Genericamente falando, quando as características são positivas, deve ser bom que se mantenham por muitos anos, durante a vida toda. Mas para mim a credulidade, a ingenuidade não são coisas assim tão boas. Porque continuam a fazer com que me desiluda, com que acabe magoada e a pensar que sou uma grande tonta. 

Se o oposto é ser cínica e desconfiada, também não há-de ser grande coisa. Também não há paz em ser assim.

Como sempre, continuo nesta minha demanda em busca do equilíbrio, do ponto perfeito entre o que sou e o que quero ser. Entre o quanto preciso dos outros e o quanto os outros precisam de mim. Entre o que dou e o que recebo. Entre o que projeto e o que os outros vêem. 

Um dia chego lá.

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1 comentário:

Raquel disse...

Revejo-me tanto... dizem-me tantas vezes que sou ingénua, burra até, mas sou assim, não vejo a maldade ou as segundas intenções. Vejo os outros como sou: transparente! E às vezes lá vem uma facada que é para aprender... E aprendo? hummmmmmmm