terça-feira

Do no harm, but take no shit!

Have Courage and Be Kind print by InkStainsAndOilPaint on Etsy:



Já há muito tempo que sinto que cultivar a bondade é um dos melhores hábitos que se pode ter. 
Pode parecer um tremendo cliché, uma frase feita, daquelas que se repetem tanto que acabam desprovidas de sentido, mas para mim ser bondosa é importante. É importante ser generosa, preocupada, atenciosa com os outros. É importante tratar as outras pessoas como gostaria que me tratassem a mim. 
Deve ser das únicas coisas que me ficou dos anos em que sofri na catequese! Que devemos tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem a nós. 
E não acho que seja um cliché, não acho mesmo que esta máxima esteja desprovida de sentido; até porque parece que é cada vez menos comum, menos praticada. 
As pessoas são demasiado exigentes umas com as outras, acham-se mais importantes que os demais, esquecem-se que aqui não anda ninguém a servir ninguém. Andamos todos a tentar viver a vida o melhor que sabemos.
Por isso, ser bondosa, mesmo para as pessoas que menos merecem (ou principalmente para as pessoas que menos merecem, porque são quem mais precisa da bondade dos outros), continua a fazer sentido para mim. É um traço de caráter que não me custa manter e que quero muito cultivar. 
Mesmo correndo o risco de fazer figura de ursa, mesmo que a minha bondade pareça ingenuidade ou falta de personalidade aos olhos dos outros. 

Claro que às vezes a bondade vai com os porcos, porque há dias e dias e uma pessoa bondosa não deixa de ter sangue quente a correr-lhe nas veias; há limites e há gente que não merece um sorriso sequer, mas sim um belo Vai pó ca***lho!
Vamos pensar que é a exceção e não a regra!! 
(Ler título!!)

Se todos fossemos mais bondosos, mais atenciosos, mais simpáticos uns com os outros, éramos todos mais felizes.
Porque há uma grande satisfação em ser-se bom. 
Em responder a um revirar de olhos com um sorriso. 
Em dizer Tudo bem, fazemos assim. Sim, tens razão. Claro que posso!

E no fim do dia, dorme-se melhor.


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3 comentários:

Carla Santos Alves disse...

Adorei. É isto mesmo. Sentimo-nos mais leves e de sorriso nos lábios ou seja, faz-nos bem!

Amigo Imaginário disse...

Das coisas que mais gosto no meu filho Vasco é a bondade natural, o esforço que faz para ser agradável (que não é o mesmo que querer agradar). Mas acho que lhe falta um bocadinho mais do teu "take no shit"...

Raquel disse...

(Já deves ter reparado mas tirei uns bons minutos para te ler hoje! :P)

"Deve ser das únicas coisas que me ficou dos anos em que SOFRI na catequese!"

Revejo-me em quase tudo o que dizes e, de um modo geral, na variedade de assuntos que nos trazes, excepto este, da religiosidade. É uma questão muito pessoal e íntima, ou se tem ou não se tem. No entanto, há experiências que marcam definitivamente a forma de pensar e provavelmente foi o que te aconteceu. Não é crítica, não venho evangelizar (não sei se teria muita sorte contigo :D ), apenas contar o que aconteceu comigo.
Fui batizada, fiz a 1ª Comunhão e a Solene, num percurso dito normal. Depois disso afastei-me a valer, queria ir era para as matinés do Pachá!!
E aos 32 senti que queria perceber isto da Fé, da Igreja, de Deus e Jesus, mas como adulta, como ser crítico, com "olhos de ver" mas de coração aberto. E acredita que foi um momento especial na minha vida. Trouxe-me tanta coisa boa, mudou-me mesmo. A percepção que tinha destas coisas era tão distorcida, tão rígida, tão infantil até, que a reciclagem do caminho que fiz para o Crisma foi libertadora!
Ora se um dia sentires a curiosidade de saber um bocadinho mais do que aquela historinha que nos contavam na catequese, dá-te essa oportunidade! ;)