quarta-feira

Porque acredito em recomeços!

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Este deve ser o último texto que aqui publico em 2015. 
Não sei se muitos ou poucos se seguirão, porque continuo a questionar a utilidade e o valor que um blogue tem para mim. Às vezes acho importante escrever e fazer-me ouvir, outras vezes acho que é absolutamente inútil, porque quando acabo de escrever, fico tão feliz, triste, excitada ou vazia como estava antes de começar. Questiono a necessidade de me mostrar, de contar coisas às pessoas que não conheço (na sua maioria), questiono o desejo de colecionar comentários ou likes, como se fossem eles que validassem as coisas que por aqui vou expondo. Esta questão em particular dá-me muito a volta ao miolo. Por que motivo é importante que os outros validem os nossos sentimentos, as nossas experiências, as palavras que deitamos cá para fora? Será que só nos sentimos reais depois de partilharmos e de termos reações de terceiros?
Pois, não sei. Fica para pensar em 2016.

Sei que este ano foi difícil para mim. 
Começou logo em janeiro com a morte da Kika, depois do Simas, depois estive doente, depois... depois... sinto que este ano foram umas atrás das outras e só agora, nestes dois, três últimos dias é que sinto que as engrenagens estão a alinhar-se novamente. 
Claro que também aconteceram coisas boas, nasceu o meu sobrinho Miguel, chegaram o Pipo e a Camila, recebi trabalhos muito bons, palavras elogiosas e confiança da parte das pessoas que trabalham comigo, tive bons amigos ao meu lado e tive sempre presente, a aparar-me todas as quedas, o melhor homem que conheço, o que mais amo no mundo e que sei que também me ama de forma igual. (Um pequeno parêntesis: ele vai dizer que não, mas eu sou tão chata, tão mimada, tão "criativa na asneira", vamos dizer assim, que questiono a sanidade mental dele quando diz que gosta de mim! Deve ser porque cozinho muito bem!)
2015 foi difícil mas está a chegar ao fim e a sensação que melhor me descreve nestes dias é alívio. Um profundo e estonteante alívio.
Tenho a cabeça limpa, preparada para os recomeços que cada ano promete.
Tenho muita coisa para fazer, muita coisa para mudar, reconstruir, mas isso é bom. Gosto de desafios.
Ainda tenho uma gaveta ou duas para arrumar, mas nos últimos dias pus tanta coisa em ordem, que a perspetiva é francamente animadora!
Estou quase a ser um belo e organizado contador, daqueles com cornucópias em lacre e puxadores de jade, lindo, lindo. 

Em 2016 chego lá!

Bom Ano Novo para todos! Vai ser um ano do caraças!

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