quarta-feira

Pensar de mais faz mal.





Fico sempre entalada quando se chega a esta hora.
Seis da tarde?! Como assim, seis? Dezoito horas que já se passaram neste dia e restam tão pouqinhas? Como podem ser seis horas se eu ainda não fiz nem metade do que queria fazer, se ainda não alcancei os meus objetivos, se não tenho a sensação de dever cumprido?
E agora?
Faço uma pausa, vou a ginásio, saio um bocadinho de casa? Ou fico a trabalhar mais umas horas, que pode ser que agora as coisas embalem?
E se for ao ginásio, se sair um bocadinho de casa, será que consigo estar presente no que fizer, ou vou ficar a pensar que devia era ter ficado em casa a trabalhar, logo, não trabalho nem descontraio? Já me aconteceu tantas vezes decidir que sim, estou a precisar de ir ao ginásio e depois, a meio da aula, fico com uma telha descomunal porque se estivesse em casa já tinha feito não sei quantas páginas (que não fiz durante o dia...)

A sério, às vezes gostava de aceitar as coisas, as horas, os ritmos, como eles são e não ter esta sensação de frustração porque afinal ainda não foi hoje que bati recordes e já são seis... e meia.

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