quarta-feira

Eu nunca... já foste!

Podia fazer aqui uma extensa lista de situações da minha vida em que disse «eu nunca vou...», «eu não...», «comigo não seria assim», «ai se fosse comigo...», e outras certezas cuspidas que tais, só a bem do exercício de provar de forma provada, como dizia o poeta, que sempre que cuspimos para o ar, seja em que situação for, em que contexto e com que intenção, a coisa acaba por nos cair na testa.
São tantas as provas, em tão variados campos da minha vida que chega a ser irónico e até um pouco trágico-cómico.
Dou-vos um exemplo pequenino e idiota, que isto tanto acontece para as coisas sérias como para as mais prosaicas da vida:
Num certo verão da minha (estúpida) adolescência, disse para a minha prima: Eu alguma vez vou ser assim como as nossas mães? A varrer o chão todos os dias, tipo Carochinha?!! Nunca!

Ai não?!!

Pois há 16 anos que tenho gatos, criaturas ternurentas e amorosas que perdem mais ou menos pelo todos os dias. A pequena cá de casa, de seu nome Camila, tem o pelo um pouco mais comprido e com o calor desconfio que está prestes a transformar-se num Sphynx, de tanto que perde.
O que é que eu faço?
Varro ou aspiro a casa todos os dias, pois claro!

Pumbas!...
Que é para aprenderes a estar calada.
E isto serve para tudo, absolutamente TUDO, na vida.
É até das maiores certezas que tenho, está quase ali ao nível de uma religião...

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