terça-feira

Frio por dentro e por fora

winter




Acho que nunca tive um janeiro tão difícil, tão adoentado e tão tristinho.
Ando com o sistema imunitário tão em baixo que no fim da choradeira da primeira semana, da gripe da segunda e da amigdalite do último fim de semana, me apareceu agora um magnífico herpes para rematar a coisa.
Pelo menos espero que seja para rematar.
Até estou com medo do resto do mês.

Quero trabalhar e por um motivo ou por outro não consigo fazê-lo ao ritmo habitual, por isso as coisas arrastam-se.
Quero ver fotografias e vídeos da Kika e fico com o coração tão apertadinho, tenho tantas saudades dela que é melhor nem ver nada.
Mimo o Simas até mais não, com medo que um dia destes me morra sem lhe ter dado todo o mimo que podia. Até o deixo vir para o meu colo quando estou a trabalhar, coisa que antes não permitia.

E não deixo de tossir, de espirrar, de ter uma dor aqui e outra ali, por isso tenho de me proteger das diferenças de temperatura, dos ambientes saturados e dos potenciais focos de infeção, de modos que ginásio, nem vê-lo - vou à quinta fazer anti-gravity e a medo.

Acho que deve ser obra de uma bruxa qualquer que me lançou um olho gordo. Pronto, já chega, tá?

Estou farta disto tudo, mesmo farta.
Sinto-me chata, rezingona e (mais) impaciente.
Tenho frio por dentro e por fora.
Não vejo meio de este mês, de este inverno acabar.

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