sábado

Sentido




Isto de termos sempre a tecnologia na ponta dos dedos, permanentemente ao nosso alcance tem muito que se lhe diga.
E nem tudo é bom.
Ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche e nas pausas que faço entre períodos de trabalho, verifico o e-mail  vejo as notícias online, vejo as atualizações do Facebook, do Instagram, da blogosfera, jogo Candy Crush...
Estou permanentemente ligada com o mundo, mas tão sozinha como uma pérola numa ostra!
Antes de dormir, a última coisa que faço é ligar o despertador para o dia seguinte. O despertador é o telemóvel e já que estou com ele na mão, vou novamente ao Instagram, porque sei lá se vou conseguir dormir sem ver o que as outras pessoas andam a fotografar por este mundo fora...
Sei que a aldeia virtual é boa, que liga as pessoas, que torna os contactos mais imediatos, mais frequentes até, mas às vezes sinto que também nos desumaniza um pouco. Em vez de se ligar a alguém para dar um beijo de Feliz Aniversário, deixa-se uma mensagem do Facebook, no Natal faz-se a mesma coisa. Perde-se a voz das pessoas.
Eu trabalhava mais, organizava melhor os meus dias antes de ter Facebook, Pinterest, blogue, Instagram, LinkedIn e internet de tráfego ilimitado.
Lia mais. Falava com mais pessoas.
Distraía-me menos.

E mesmo agora, que estou aqui a escrever isto não sei bem para quê, estou a pensar: Já te deixavas destas merdas e começavas a trabalhar, que isto não interessa nem ao menino Jesus...
Às vezes não encontro sentido para isto.


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4 comentários:

Melissinha disse...

O tempo anda mais depressa do que a gente, my love <3

PS - na segunda-feira vou experimentar um espaço de CoWorking! Se tudo der certo, vou ter o meu escritoriozinho ao sol.

Amigo Imaginário disse...

Tão, mas tão verdade! :(

Naná disse...

Por causa desse tipo de sentimentos é que mantenho-me firme nas chamadas aos amigos dos quais tenho número de telefone, pelo menos nos aniversários deles!

gralha disse...

Também ando cansada de tanta vida digital. Mas a verdade é que há muitas pessoas na nossa vida que encontramos aí e só aí. Como gerir a coisa é que é complicado.