quarta-feira

Tonta!

Quando era miúda, achava que o expoente máximo da idade adulta era poder comer o que me apetecesse. Os meus pais obrigavam-me a comer sopa, peixe e alface, coisas de que não gostava muito e como era um castigo para comer, destinaram-me o lugar à mesa que ficava de costas para a televisão (ainda hoje é esse o meu lugar quando vou a casa!).
Depois saí de casa e passei a comer tudo o que me dava vontade. Tive a fase em que só comia arroz com salsichas, depois a fase dos hambúrgueres, e comia o que havia na cantina da universidade!
Desforrava-me nos fins de semana em que ficava sozinha. Ia ao Feira-Nova comprar chocolate, Pringles, Tiras de Milho, Bolachas com recheio de baunilha, enfim, tudo coisas que faziam bem! Em certo fim de semana, estava assim um bocadinho para o augada e fiz um pudim de gelatina que comi inteirinho, do princípio ao fim, num sábado à noite! Claro que passei o domingo na casa de banho agarrada à barriga!

Entretanto fui crescendo (em mais do que um sentido, diga-se a bem da verdade!!) e comecei a comer com mais cuidado. Isto com a idade o paladar diz que evolui e hoje em dia como sopa todas as semanas, adoro peixe e, embora ainda não morra de amores por alface, como imensa quando o tempo está mais quente. Tenho tentado controlar os doces, não como fritos, e corto o que posso nos hidratos.

Pois... os hidratos...

Acho que hoje comi hidratos de carbono para o resto do mês e quem sabe para janeiro do ano que vem!
Senão vejamos: comi pão branco e umas bolachinhas de manteiga ao pequeno-almoço. Almocei na Pizza Hut e partilhei uma pizza média com uma amiga. Lanchei arroz doce. Antes do jantar comi umas tostinhas com queijo Roquefor. Jantei um hambúrguer com uma batata doce, com sementes de sésamo e canela.
E ainda sou gaja para beber um leitinho e comer mais umas bolachinhas de manteiga antes de ir para a cama - para a sossega!

Hã?! Que tal?
Nada como ser adulta e tomar decisões nutricionais acertadas!!
Tonta!

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1 comentário:

gralha disse...

Eu também dei o grito do Ipriranga alimentar quando saí de casa dos meus pais (já grávida, uma devassa...) mas funcionou um bocadinho ao contrário: NUNCA mais tenho de comer peixe frito, bife com batatas fritas, filetes, jardineira, vivaaa! Em compensação, passei a comer muito mais comida vegetariana, muito mais legumes, muito menos carne e, sobretudo, cozinha internacional - que prefiro à tradicional portuguesa.