sábado

As Coisas São Como São


Normalmente, quando conheço alguém simpático, afável, educado, interessante e essas coisas todas boas, formo de imediato uma ideia positiva da pessoa em questão. Parece-me lógico. (Quando a pessoa não reúne as qualidades que considero fundamentais a ideia é outra, mas não é de gente sem interesse que estou a falar.)
Quando conheço alguém de quem gosto imediatamente segue-se assim uma espécie de período de enamoramento em que acho piada à grande maioria das atitudes, opiniões e comportamentos da pessoa em causa. Tenho um problema que é achar sempre que as pessoas são boas, que aquilo que vejo é aquilo que elas são - já sei que é ingenuidade da minha parte, mas caio sempre na mesma esparrela. Sou muito crédula em relação à Humanidade!
Quando gosto de alguém, até os defeitos visíveis são fáceis de ignorar, porque afinal aquela pessoa é espetacular e ninguém é perfeito.
Mas às vezes shit happens, a fase de enamoramento acaba-se. Quando as pessoas, que afinal são só humanas, me desiludem por um motivo ou por outro, a tal ideia que tinha delas muda e de repente vejo tudo aquilo que não via antes. Parece que as qualidades ficam mais difusas, os defeitos ampliados e começo a vê-las com outros olhos. Começo a olhar para elas e a achá-las poucochinho. Para mim, esta fase é absolutamente irreversível. Não consigo voltar atrás, não consigo ignorar as coisas que me incomodam, de que não gosto, nem consigo ultrapassar a pirosice.
Posso acreditar inicialmente que todos são bons e imaculados, mas uma vez levantado o véu, as coisas nunca mais voltam a ser o que eram.
Posso ser ingénua e crédula naquela fase inicial, mas depois sinto que fico com um icebergue no lugar do coração.


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1 comentário:

Naná disse...

Também funciono assim!

Se bem que a primeira impressão que tenho duma pessoa diz-me tanto... raramente me engano no "feeling" que tenho da pessoa. Nas vezes que decidi ignorar o "red flag", dei-me bem mal...