domingo

Ugly Duckling

Quando andava na universidade, havia uma miúda de outro curso - que partilhava o anfiteatro com o meu para as aulas teóricas de Economia - que sempre me chamou a atenção. Não por alguma razão interessante mas porque a achava realmente feiinha... feia, pronto.
Mesmo feia. Tinha o cabelo encarapinhado, era baixinha, tinha o peito demasiado grande para o corpo e umas feições estranhas, olhos demasiado rasgados e uma boca daquelas que vira para baixo mesmo quando está a sorrir.
Quando olhava para ela sentia uma espécie de constrangimento por a achar tão feia.

Anos depois, voltei a vê-la no ginásio.
Não sei se foi o meu sentido estético que mudou, se foi ela que mudou (embora me pareça absolutamente na mesma).
A verdade é que aquela rapariga é sem sombra de dúvida uma das mulheres mais sensuais que alguma vez me passou pela frente. No outro dia fizemos a mesma aula de Balance. Não sei explicar o que lhe aconteceu, mas ela mexe-se com uma languidez, com uma delicadeza, que me impressionou.
Continua com as mesmas feições, a boca continua curvada para baixo, o nariz continua achatado, o cabelo está agora muito, muito curto, num corte quase militar e o peito continua grande (e estranhamente arrebitado!). No entanto, tudo o que antes achava estranho nela, agora achei exótico, intrigante quase. Definitivamente sexy.
É daquelas mulheres que veste o conjunto de lingerie completo e não um sutiã de um país e umas cuecas de outro! Usa meias de liga com lacinhos e folhinhos por baixo das calças, mas em vez de ficar piroso (como me ficaria a mim) fica sensual!

Por isso, quando olhei para ela pensei: Bolas, como é que uma rapariga feiinha se transforma num mulherão destes?


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