sábado

Nada Que Umas Boas Noites de Sono Não Curem




Ontem passei literalmente o dia com as lágrimas nos olhos.
Não estou doente, não tenho nada de mal a não ser cansaço, falta de horas de sono e uma certa irritação em relação ao trabalho (o mesmo que desejei vigorosamente aqui há umas semanas, lembram-se? Sim, sei que sou um poço de contradições, sempre soube e sempre o aceitei como fazendo parte de mim. Adiante)
Mas o que mais me comoveu durante o dia de ontem, e o que me fez choramingar tanto, foram as muitas demonstrações de carinho, de preocupação por parte das pessoas que me rodeiam.

Entre outras pessoas, o meu tio - o borracho da foto -  (que está sempre no gozo comigo, que me chama feia, chata, e tudo o mais, que me desdenha porque me adora) ligou-me para me dar um beijinho, para dizer que estava quase e que do lado de lá estavam solidários com a minha labuta! Disse isto tudo de enxurrada, como já é costume, ainda antes do "Olá, tudo bem?"
... (silêncio)
A pergunta seguinte foi:
-Estás constipada?
E a resposta?...
- Não, estou a chorar!

Tadinho, ficou ele todo comovido do lado de lá e eu pieguinhas do lado de cá.
Mas é assim, os gestos de carinho, de ternura comovem-me mais que qualquer outra coisa num dia normal, quanto fará num dia em que ando a lutar contra o cansaço.

A ver se lhe ligo mais logo, para mandar umas postas de pescada e devolver o equilíbrio ao mundo!

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