segunda-feira

Amigos vs Conhecidos




Sempre achei que os amigos são uma das maiores riquezas que temos, a família que podemos escolher.
Também sempre achei que tirando aqueles que valem mesmo a pena, que ficam uma vida inteira e sem os quais as coisas não tinham realmente a mesma piada, a maior parte dos amigos que vamos fazendo ao longo da vida, são-no por temporadas.

Há quem entenda que este carácter cíclico da amizade é natural (como eu), afinal todos nós mudamos ao longo da vida, mudamos de gostos, de objectivos, de nível de exigência com quem nos rodeia.
Mas a maior parte das pessoas tem dificuldade em aceitar que o seu papel na vida de alguém pode ser temporário, que cumpre um objectivo e quando ele está cumprido o que fica entre duas pessoas é apenas uma memória, um pedaço de caminho em comum.

Eu também gostava de só ter amigos de e para sempre. Mas não tenho. O meu núcleo de amigos é forte, resistente, intemporal, mas depois tenho vários grupos satélite mais ou menos transitórios, de pessoas que em certa altura fazem sentido e que depois deixam de fazer.

Encaro o afastamento de amigos como uma coisa natural. Um sinal da minha vitalidade enquanto ser social. Uns vão, outros vêm. Quase todos valem a pena, quase todos deixam uma ternura especial.
Afinal fomos amigos.

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Também gostava de falar sobre a noção de Amigo. De como eram os amigos antes das redes sociais, antes do Facebook. Na minha página de Facebook tenho mais conhecidos que amigos, mas todos acabam por ter este nome. Não é um nome real. Todos sabemos disto.
Fica para outro dia.


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