sexta-feira

Recadinho

Dizem que as pessoas à medida que ficam mais velhas (ou mais experientes, como gosto de dizer) se tornam um pouco mais intolerantes com a estupidez alheia. E com a cobardia. E com uma série de outras coisas.
Acho que isso está a acontecer comigo.
Tenho uma amiga que está apaixonadíssima, sim tu, minha C, e que apostou todas as fichas num amor que surgiu vindo do nada. Não posso discorrer sobre o objecto do seu amor porque não me compete, porque não quero ser injusta e porque só quero que tudo corra bem.
Mas estou zangada. Vou continuar zangada durante muito tempo. Cada vez tolero menos as falhas de carácter. E se isto corre para o torto, se ela se voltar a magoar, não respondo por mim. É que não me falta coragem para o desancar.
Não sei se me lês, T, mas se o fizeres, deixa-me que te diga que nestes poucos meses me desiludiste incomensuravelmente. Irremediavelmente. Tens sorte por ela gostar tanto de ti. Se fosse comigo, já tinhas ido com os porcos por muito menos que isto.
E desculpa, C, mas estava-me a pesar.


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