segunda-feira

Dixit Nada


Vou fazer uma afirmação dura, que anda há muito tempo a pairar-me na psique e que não fiz antes por receio de ferir a susceptibilidade de pessoas que me são queridas.
Mas quando vejo gente a safar-se à grande de cenas menos bonitas que faz recorrendo a esta estratégia, não me apetece engolir mais a minha opinião.
As grandes teorias psicológicas, as conversas cheias de clichés e de palavras ocas, as grandes frases filosóficas que bem analisadas não querem dizer absolutamente nada irritam-me e são uma maneira pobre de encarar a vida. Não se pode fazer merda com fartura e depois escudar-se por detrás de frases rebuscadas, demasiado adjectivadas, com analogias disparatadas que não explicam, muito menos desculpam, o que se fez.
Custa-me ouvir gente a falar sem dizer coisa nenhuma, gente a explicar-se sem recorrer a palavras suas, gente a viver através das palavras dos outros. Quando isto se faz numa tentativa de inspiração pessoal, ainda vá, mas quando se procura justificar uma existência com as teorias alheias é muito mau sinal, é sinal que o interior é despido, pobre e provavelmente vazio de interesse.

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