sexta-feira

Vou Arder No Fogo Dos Infernos!



Durante muito tempo nem questionei se deus existia ou não - ensinaram-me que sim e limitei-me a aceitar. Sempre houve coisas na Igreja, na religião, que não faziam sentido para mim, mas quando se é miúdo e adolescente, há mais em que pensar e estas coisas passam despercebidas.
Mas chega-se a uma altura em que começamos a pensar sozinhos e desde que a minha massa cinzenta começou a funcionar com vontade própria que me convenci que o ser humano sempre teve necessidade de explicar teoricamente o que não consegue explicar de outra forma. Esta coisa da fé é a rendição absoluta do ser humano. "Se eu não entendo/não sei explicar, deve ter sido criado/feito/dito por um ser superior a mim, perfeito e magnífico, porque eu não seria capaz de criar/fazer/dizer desta forma"...
A fé de acreditar em alguma coisa que não se vê, que nos é transmitida por livros que ninguém sabe ao certo quem escreveu (e que têm milhares de falhas em relação à versão original), a fé de aceitar a palavra e ensinamentos de uma instituição financeira - porque a igreja nunca foi outra coisa - transcende-me completamente.

Mas tudo bem, cada um acredita no que lhe dá mais paz.

Eu acredito na física, acredito na química, acredito em Darwin, acredito no Homem.
Acredito que não somos criações perfeitas, que o que o nosso coração nos diz nem sempre é acertado, que as nossas escolhas nem sempre trazem bons frutos e que quando isso acontece a responsabilidade é nossa, não de uma entidade etérea criada para preencher um vazio...

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1 comentário:

Anónimo disse...

Ai minha querida Ana, isto dava pano para mangas...