segunda-feira

O Mundo

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Não consigo tirar da cabeça como deve ser bom poder morar em vários sítios.
Gostava de ter dinheiro (muito dinheiro) para fazer muitas coisas. E se tivesse dinheiro (muito dinheiro) teria uma casa em cada canto do mundo. Não precisava de ter casarões grandes, bastava-me ter em Estocolmo, em Wellington, em Roma, em Nova Iorque, em Paris, em Pequim, enfim, por aí, apartamentos como este que tenho em Braga. Pequeno, à minha (nossa) medida, perto de tudo. (Aliás, em muitos destes sítios bastavam-me umas águas furtadas pequeninas, com vista para os telhados e luz a rodos e era feliz - mais feliz.)
Gosto de estar aqui, gosto das raízes e dos amigos que aqui tenho, mas às vezes acho que esta não é a minha terra- e quando vou à minha terra, também já não me sinto a pertencer lá.
Não pertenço a lado nenhum e podia ser feliz em qualquer parte. Gosto de novidade, da ausência de rotinas e ritmos, do desconhecido e gosto da sensação de começar tudo de novo. Sou assim em quase tudo - até no trabalho.
Às vezes angustia-me pensar que vou passar o resto da vida em Portugal, quando há tanto mundo lá fora para ser visto e vivido.
Acho-me grande para um sítio tão pequeno.

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3 comentários:

Mafalda disse...

idem! penso exactamente a mesma coisa! e o desperdício que é, viver uma vida inteira no mesmo lugar quando há tanto mundo lá fora para ver! :(

Anónimo disse...

A mim também me apetecia fazer a mesma coisa... fazer as malas, deixar os problemas para trás e ir...

bjs

Ana. disse...

Bom, bom, Mafalda, era não precisarmos de trabalhar e poder correr o mundo!
Um dia!