quarta-feira

Unidos Para Sempre?


Há casais que mal se olha para eles, ou depois de cinco minutos de conversa, se percebe imediatamente por que motivo estão juntos.
São pessoas que partilham ideias, projectos, gostos e príncipios, logo faz sentido estarem numa relação.
Mesmo quando as pessoas são diferentes nas coisas mais superficiais, desde que os valores fundamentais sejam os mesmos, acredito que se possam construir relações sólidas e com futuro.
Gosto de pensar que a minha relação é assim.

Mas às vezes questiono-me como é que certos casais continuam juntos. Porquê? O que os une? O que os move?
Há pessoas que me parecem tão diferentes, com mundos tão distintos e horizontes tão opostos que não sei o que as mantém unidas.
Os filhos? A casa por pagar?
Não sei se chega para se ser feliz.
E quando nem filhos há?
Quantos casais não estariam juntos se não fossem comodistas, se não houvesse filhos, se não houvesse empréstimos para pagar? Quantos se separariam se as pessoas fossem absolutamente fiéis aos seus sentimentos, doesse a quem doesse?

Às vezes observo alguns casos que conheço e que me confundem e questiono-me se as pessoas têm entre si uma dinâmina que não mostram aos outros, se quando estão sozinhos a vida tem outro sabor, outra paixão, se as coisas que os fizeram aproximar-se continuam a bater por baixo de todas as obrigações e rotinas. Questiono-me muitas vezes se serão felizes, se foi assim que imaginaram a vida quando eram pequenos e pensavam em ter uma família, uma casa, um emprego e tudo o resto.

Já sei que a felicidade não é um estado constante; ninguém que tenha dois dedos de testa consegue ser feliz sempre, em todos os instantes, mas sinto que algumas pessoas preferem não pensar nisso, preferem ir vivendo a vida imersas na rotina, na apatia, no "tem de ser", sob pena de começarem a analisar o que sentem e constatarem que está muita coisa mal. Aí sim, era o cabo dos trabalhos...

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2 comentários:

Naná disse...

No meu caso, as pessoas têm a ideia de que eu e o meu companheiro somos pessoas totalmente diferentes, opostos mesmo! Eu sou um ser social e ele um "bicho-de-mato".
Aquilo em que somos diferentes, estamos em extremos opostos, mas aquilo em que somos parecidos, somos como um núcleo!
Mas há quem não consiga ver isso...

Ana. disse...

Mas isso eu entendo, Naná, há um núcleo comum, algo que vos aproxima e vos faz remar para o mesmo lado.
E é como eu digo, se calhar as pessoas que estão de fora não se apercebem que esse ponto de união existe, mas ele está lá.
E assim faz sentido!

;)