quinta-feira

Classe, Elegância e Gente Gira!

Sete copos de sangria!


Ora bem, eu andei 11 anos na universidade, apanhei duas gerações diferentes de colegas em cursos e tempos diferentes. E saí muito. Mais durante o primeiro curso, é verdade, que no segundo já trabalhava e a coisa não se dava com tanta frequência - ou seja, não saía quatro ou cinco dias por semana!
Mas posso dizer que saí muito, dancei muito, diverti-me muito e aproveitei tudo o que tinha de aproveitar. - Ahhh, meu rico Club84!
Agora saio menos e é mais frequente sair para tomar um copo num lugar agradável do que ir até à discoteca.
Ontem tentámos conversar durante o jantar - não conseguimos tão bem quanto queríamos porque o restaurante estava à pinha...
Tentámos dançar um bocadinho num local onde dantes se dançava e não conseguimos porque estava à pinha...
Até aqui tudo bem, é bom ver gente na rua, saber que as pessoas continuam a divertir-se e que a crise não assusta toda a gente; de vodka em vodka este pessoal há-de levar o país para a frente.

O que é estranho é a diferença que vejo na noite de agora e na noite daqueles tempos em que saía quatro ou cinco vezes por semana...
Sinceramente, a diferença deve estar em mim, que encaro a vida, as saídas e os ambientes de modo diferente de há alguns anos atrás, mas mesmo assim não gosto por aí além do que vejo.
Não há classe. Não há elegância. Não há mistério. E fico triste por dizer isto, mas o que mais se vê é gente ao ataque - eles e elas. As miúdas parecem umas p*tas, todas com pressa de parecerem gente grande, com vestidos cada vez mais curtos; as grandes perderam toda e qualquer noção de adequação e querem à força toda parecer novamente miúdas, com vestidos cada vez mais curtos!... Os homens parece que andam todos ao mesmo, enchem a barriga com os olhos, atiram sorrisos dengosos para quem os apanhar no espírito de "o que vier à rede é peixe".
É foleiro, meninos e meninas. É foleiro.

Isto deve ser uma coisa da idade, mas prefiro ir com um grupo de amigos a um bar castiço, beber um copo, dizer meia dúzia de palermices e agitar a cabeça ao som da música do que enfiar-me em espaços onde não se consegue dar dois passos sem ter de pedir licença dez vezes (isto para quem se dá ao trabalho de pedir licença, claro!).
Prefiro conversar num lugar agradável e mais calmo sem que no dia a seguir fique rouca por ter tentado falar por cima da música (que música?! Aquilo é música?).

Ontem andámos à procura de uma suposta discoteca que ninguém conhece! Acabámos por ir a um "bar" onde toda a gente vai porque o barman é conhecido (e liiiindo!), mas não conseguimos conversar e dançámos pouco.
Safou-se o Bacardi, a companhia e a certeza de que quando estamos juntas, estamos bem!

Diz que dia 17 há mais!
Mas com dança a sério!

*
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4 comentários:

Anónimo disse...

Minha Querida Ana!

Subscrevo inteiramente!....

Espero que estejas bem.

Beijinhos ;)

Ana. disse...

Beijinho, Zé!
;)

Sandra disse...

Ora o caneco:
- Barman liiinndo????? E eu só vi barwomens.... que treta....

Mas nem com um barman estilo Brad Pitt em tronco nu, o ambiente melhorava... Como eu costumo dizer:
- Era muito gado...

Anónimo disse...

Não concordo, obviamente depende do lugar que frequenta, sim, realmente o glamour de hoje não é o mesmo de antigamente, se calhar antigamente os homens faziam questão de deixar uma senhora passar, e não as tratavam por "gajas" como hj em dia. e noutros tempos, talvez as senhoras tivessem um pouco de mais pudor, tanto em atitudes como no uso de determinadas palavras. hoje em dia queremos ser todos iguais, e o sexo é encarado duma forma mais desportiva, mais animal, daí essa necessidade extremista de beber durante a noite para levar alguem para casa. mas como disse, há lugares e lugares. um BBC, Urban, etc, são discotecas um pouco mais elitistas, e há glamour, sim!