quarta-feira

Interrupções

Imagem tirada da Net



Ora bem, eu trabalho sozinha, com excepção dos dois felinos sortudos que me fazem companhia mas que não me chateiam muito.
Ressinto-me muitas vezes de estar sozinha em casa, de não ter ninguém aqui à mão para mandar uns bitaites ou uns berros quando a coisa não corre lá muito bem. Ou então para me ir buscar um copo de água.
Posto isto, que fique assente que gosto de falar com pessoas, que gosto que me telefonem, etc e tal.

O que não gosto é quando me ligam e me perguntam: Estás muito ocupada? Ao que respondo: Sim, até estou. Para depois ficar a ouvir durante meia hora o que disse o chefe, o médico, o homem do gás, a vizinha do 5º esquerdo...
A sério. Que parte do Sim, até estou (o resto da frase... a trabalhar, está implícito, certo?) é que se perdeu pelo caminho entre um telefone e o outro?

Eu já tenho dificuldade em concentrar-me, distraio-me com o vento a agitar as árvores, e quando me interrompem durante meia hora, o caminho de regresso à concentração é turtuoso!

Como em tudo na vida, também existe o reverso da medalha; alturas em que estou tão farta de trabalhar, ou de um capítulo particularmente chato/difícil ou chato e difícil, que sou eu a ligar e a perguntar:
Estás muito ocupada?

Isto para dizer que acabei de ser interrompida e agora estou mais dispersa que um monte de folhas de outono!
Vou verbalizar um mantra qualquer, para ver se me concentro...
Oommmm....


*
*


1 comentário:

tavares disse...

Eu acho que dava em maluca se trabalhasse sózinha. Eu falo pelos cotovelos, eheh.