quarta-feira

Frio...




Sempre tive um desejo, nada secreto, de ir viver para um país nórdico.

Na sua maioria, são sociedades mais organizadas, mais evoluídas, mais eficientes. As pessoas têm um bom nível de vida e encaram o trabalho com mais seriedade que os povos mediterrânicos (que só trabalham se tiver mesmo que ser). Li algures que em tempos de dificuldades, os nórdicos têm tendência para encarar a crise como uma responsabilidade de todos e não apenas de alguns. Mesmo em tempos de crise, eles pensam nas suas obrigações enquanto cidadãos e contribuintes e não nos seus direitos enquanto parasitas da sociedade.

Claro que isto são traços gerais e também há excepções.
Mas identifico-me com esta maneira de pensar.

Chateia-me que os nossos ministros andem em carros topo de gama, quando o governo decide acabar com o incentivo ao abate de automóveis velhos... Chateia-me ouvir que o abono de família vai acabar para uma boa porção dos contribuintes quando as ruas das nossas cidades estão cheias de imigrantes que não fazem uma ponta de um corno (a não ser ter ranchos de filhos) e recebem todos os subsídios e mais alguns... Chateia-me descontar 21,5% de todo o trabalho que tanto me custa a fazer quando há industriais que declaram, para si e para os filhos, sobrinhos, primos e o caneco, um salário mínimo...

Não sei onde isto vai parar, mas eu se pudesse, ia para o norte da Europa.
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3 comentários:

Ana C. disse...

O Norte da Europa é simplesmente outro comprimento de onda. Coisas que para eles são naturais e inerentes ao exercício da cidadania, para nós são miragens...

Ana. disse...

Miragens e sacrifícios, Ana!
Sei que posso parecer um pouco radical, mas se TODA a gente contribuísse em proporção com o que ganha, as coisas eram diferentes.

Naná disse...

Ai como eu assino em baixo Ana!
Isto de andar a contribuir para outros andarem a "mamar" às nossas custas...
e nem sequer falo da classe política... porque isso daria pano para mangas!