sexta-feira

Mimo ou a Cabrona da Vida Que é Mais Caprichosa Que Eu!!



Contam-me que se chorasse às onze da noite porque queria um determinado chocolate, o santo do meu pai ia ao café comprar-mo. Eu não me lembro de nada disto, por isso pode ser apenas um mito urbano para justificar como sou mimada!

Porque sou... e muito.

Depois de uns pais que embora me contrariassem de vez em quando me davam tudo o que podiam, mesmo que eu não quisesse - neste aspecto a minha mãe batia o meu pai aos pontos porque todos os dias me dava uma ou mais chineladas no rabo!! (coisa que euzinha dispensava, mas com a qual aprendi a viver e até a fazer troça - para grande desespero da minha mãe) - encontrei alguém que, não me fazendo as vontades todas (estávamos desgraçados) me mima até mais não.

Por isso, quando o trabalho aperta e a disponibilidade para o mimo diminui, fico desorientada, como se fosse um agarrado à espera da próxima dose que nunca mais vem...
Eu sei que isto é muito mau. Que não é coisa de gente crescida, mas eu tenho também o Síndroma do Peter Pan!
Não quero crescer se isso significa deixar de ter acesso às coisas boas... como mimo!

Hoje, ao contrário dos últimos nove 18 de Dezembro, não vou ter mimo durante todo o dia. Vou ter de me contentar com um jantar...

Custa-me, mas sei que não é por vontade nossa.

É a vida que se abate sobre nós; que contraria os nossos desejos, que se mostra implacável mesmo quando eu faço birra!


A lata da gaja!


*

*

2 comentários:

Melissinha disse...

"É a vida que se abate sobre nós".

Pois é. :)

margarida disse...

Gostei da parte das chineladas, a minha mãe também me chegava a roupa ao pêlo muito mais vezes que o meu pai, até acho que lhe sente a falta, mas adiante..
Uma pessoa bem se habituando a mimos está desgraçadinha, não quer menos que isso, nunca. Eu que o diga, que encontrei um amor que me mima até ficar inchada e depois quando a vida aperta também fico desorientada que dói! :)
Beijinhos e miminhos!!