segunda-feira

Dias Perfeitos...ou Quase


Este fim-de-semana foi quase, quase perfeito.

Começou com um jantar óptimo e um bolo de bolacha melhor ainda, acompanhado de vinho, café, boa conversa e gargalhadas do melhor que há!
Gosto destes momentos simples, despreocupados que me fazem sentir viva, leve e bem disposta.
É definitivamente a repetir e dizem as más línguas que será uma vez por mês!

No sábado voltámos a encontrar-nos e fomos dançar!
Ri-me com vontade ao ver um daqueles homens que ficou preso nos anos 80, como dizia a Catarina, e continua a dançar como se os Bee Gees ainda fossem os reis da Pop!
Acredito que um adolescente que me observe a dançar também sinta estes incontroláveis acessos de riso, mas juro que aquele senhor, embora "embrulhado" na fatiota do momento (a saber: fato preto, camisa branca e gravata fininha a fazer lembrar os Beatles) parecia estar ligado à corrente!

Diverti-me, dancei, bebi, tive uma daquelas conversas fabulosas com um amigo de quem gosto muito e que estava mais solto com a ajuda de um copo ou dois a mais, ri-me com vontade e rendi-me às evidências: já não conheço as músicas mais in. Desde que me lembro de ir a discotecas, há sempre meia dúzia de músicas que mal começam a tocar, provocam uma onda de wôôôôô!! entre o pessoal. Pois tirando a dos Black Eyed Peas (que a propósito, já me enerva e não tarda nada dá-me náuseas) não conheço grande coisa de dance music. E quando começou o não-sei-das-quantas-que-é-rapper-ou-hip-hop-artist-mas-de-quem-nunca-ouvi-falar então é que foi!
Não que este facto me entristeça, pelo contrário, só vem confirmar que os meus gostos continuam a não fazer parte da onda comercial e dançante, o que para mim é óptimo!

O domingo foi o dia da ronha por excelência.
Depois de um café fenomenal ao sol e com a melhor companhia de sempre,dormitei, vi televisão, li, ouvi música (baixinho, que ainda tenho os zumbidos dos ouvidos a troar!!) e deliciei-me com a vida, que às vezes é tão simples e tão boa!

E quando as coisas complicam, nada como fechar os olhos, respirar fundo e contar até dez.

É que se nós deixarmos, as coisas boas, os dias perfeitos (ou quase), os sonhos e desejos que julgávamos inatingíveis tornam-se realidade. Acontecem mesmo.

Ainda que por vezes venham um pouco atrasados...


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