quarta-feira

Foi o Que Se Pôde Arranjar...

Viver a vida pela metade...




Sinto sempre alguma tristeza quando me deparo, directa ou indirectamente, com alguém cuja vida decorre segundo o lema do "foi o que se pôde arranjar".

É certo que todos temos sonhos, ambições, projectos, desejos.
Mais ou menos arrojados, mais ou menos exequíveis, depende da pessoa. E das circunstâncias.

Mas alcançá-los ou não, lutar por eles ou deixá-los cair, depende em grande medida da maneira como nos dedicamos aos nossos objectivos, do quanto investimos na sua concretização, da vontade pura que temos para os realizar e da garra com que nos agarramos à vida que QUEREMOS.

Por isso, custa-me ver que há pessoas que constroem uma relação que não era bem a desejada, mas foi o que se pôde arranjar. Que têm um emprego de que na verdade nem gostam muito, mas era o único que havia. Que vivem meio enterrados no reino das possibilidades. É claro que alguma coisa é melhor que coisa nenhuma (e no que diz respeito a empregos então, nem sempre se pode escolher), mas é triste viver sempre com the next best thing.

Parece uma vida só mais ou menos. Com uma relação mais ou menos. Com mais ou menos felicidade, com mais ou menos satisfação pessoal, com menos ambição e com mais sonhos por realizar.

Assim, uma pessoa corre o risco de, quando a maior parte dos dias já tiverem passado, olhar para trás e constatar que viveu benzinho, não viveu mal, houve algum amor, alguma satisfação, alguma conquista, mas nunca, nunca passou um dia sem pensar como teria sido se não se tivesse deixado acomodar com aquilo que se pôde arranjar...

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1 comentário:

Lebasiana disse...

concordo! eu vivo quase tudo por inteiro... o que ainda nao está, vai ficar!

jinhos