quarta-feira

Síndrome Peter Pan ou De Como Era Bom Ser-se Eternamente Pequenino


Às vezes canso-me de ouvir pessoas próximas de mim a queixarem-se da vida que têm.
Pessoas até um pouco insuspeitas, que parecem não ter do que se queixar...
Digo-lhes sempre para terem calma, que é uma fase, que vai passar, mas gostava de poder ser mais concreta.
Não sou capaz.

Quando nos fartamos da vida que levamos, em termos muito práticos, o que podemos fazer?

Uma pessoa que esteja farta da profissão que tem, pode simplesmente despedir-se e ir à aventura, procurar outra coisa, enfrentar um mundo implacável e onde tudo custa dinheiro? Quem deixa de trabalhar não deixa de ter casa para pagar, contas para saldar e comida para pôr na mesa. Quem é que se pode dar ao luxo de mudar de vida só porque está farto da vida que leva?

É bom ter ideais, ter objectivos e agir com verdade para connosco mesmos.
Mas a vida não se presta apenas a atitudes idealistas. A vida é tão prática, tão inexorável que por vezes os ideais perdem força, esmagados pela realidade.
A partir de certa altura, a palavra odiada passa a ter lugar cativo nas nossas vidas.

Responsabilidades.

Sempre fui um bocadinho como o Peter Pan e recuso-me a crescer (pelo menos mais do que o estritamente necessário), mas há de facto aspectos incontornáveis na vida de um adulto...

Era tão bom podermos mandar tudo à fava e sermos eternamente crianças.

No can do.

*
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4 comentários:

Joanissima disse...

Eu odeio crescer. Crescer doi.

(tenho tantas saudades de ser pequenina e de tudo ser perfeito...)

Beijo grande, meu doce!

Ana. disse...

E mesmo que não fosse perfeito, havia sempre alguém para resolver e tomar decisões!

Beijo!

;)

Naná disse...

Eu também sou assim inconformada... mas quando penso que tenho que mudar, prefiro concentrar-me no que quero e preciso mudar do que estar a perder muito tempo a preocupar-me com todos os obstáculos.
Eles existem é claro, mas se pensarmos só nisso... nunca conseguimos mudar nada... comigo tem resultado assim, em maior ou menor grau!
Mas o peso de sermos adultos e não sermos livres de fazer, dizer e pensar o que queremos... é muito grande!

Ana. disse...

E é mesmo esse o espírito, Naná!
Não adianta de nada dizermos mal da vida e não fazer nada para mudar.
;)