segunda-feira

I Do It My Way!

... The world's a better place when its upside down!!


Depois de uma semana absolutamente alucinante (que precede outra não tão frenética, mas também muito ocupadita) pus-me a pensar e a pesar os aspectos positivos e negativos da minha maneira de trabalhar.
Normalmente consigo "encaixar" uns livros nos outros, vou jogando com os prazos, distribuo as páginas pelo tempo que tenho contemplando folgas, dias de preguiça e aqueles dias em que depois de um almoço com as amigas simplesmente não apetece trabalhar (ou seja, mais dias de preguiça!!).
Tenho perfeita noção do privilégio que é poder planear assim o trabalho.
A grande maioria das pessoas não o pode fazer, porque simplesmente tem de trabalhar de segunda a sexta das nove às seis e está feito o resultado.

Trabalhar em casa é diferente. E eu já trabalhei fora de casa, por isso sei bem como é. E sei como estou, não no céu, porque não há cá nuvens (neste momento só se for de pó!!) para eu andar a saltitar, mas numa situação muito cómoda.
Porque estou a trabalhar e: ah e tal, estou com fome. Deixa cá ver o que tem o frigorífico! Ah e tal, agora estou é mesmo com calor, deixa cá ir tomar um duchinho. Ah e tal, já agora aproveito para arrumar o armário dos produtos de higiene...
Enfim, tenho liberdade para tudo. Ou quase tudo.

Assim sendo, às vezes o planeamento laboral vai com o caraças...
Os vinte dias úteis transformam-se em quinze, e depois em dez e a páginas tantas penso:
"Então Anita, porque é que não planeaste isto melhor?"

E quando me dizem assim:
"Então se não se importa, em vez de entregar a dia x, entregue por favor a x-8 dias, porque precisamos mesmo da tradução. Sim? Obrigadinha."
E eu que até me importo, porque não foi assim que organizei a coisa (e oito dias é muito tempo, dá para fazer muita pagininha!)levo as mãos à cabeça e volto a pensar:
"Chiça, que devias ter planeado isto melhor!!"

Só que aí reside o busílis da questão: Eu não gosto de planear as coisas em demasia. Gosto de ter uma ideia de como está organizado o meu trabalho, mas não gosto de planear mais nada.

Na minha vida poucas foram as coisas que aconteceram como as tinha planeado, já para nem falar da espantosa ordem com que foram feitas. Nunca achei que existisse um "preceito" para se viver. Do estilo: agora estudas, depois namoras, entretanto arranjas emprego, depois uma casa, depois casas, depois tens filhos, depois tens uma vidinha igual à de toda a gente...
Isto não é mesmo para mim.

Há tempos escrevi este texto que se segue, e continua a fazer todo o sentido, porque a verdade é essa, eu não vivo para amanhã, nem segundo nenhum molde rígido. Vivo para hoje, com tudo de bom e de mau que o hoje me possa trazer e dentro dos padrões do mundo civilizado - não sou pessoa de grandes excentricidades sociais, embora raramente vá com a corrente.
Em termos de trabalho gosto de ter os meus ritmos e até de trabalhar sob pressão.
Já sei que é questionável, que depois há alturas em que me entalo. Mas é assim que eu gosto.
E apesar de não morrer de amores por dias de trabalho com 15 e mais horas, se de vez em quando tiver de o fazer, olha, paciência.
Não gosto, mas também não morro por isso.

E continuo a achar que isto é verdade:

Não consigo entender as pessoas que planeiam tudo até à exaustão. Que não deixam espaço para o imprevisto, para a surpresa, para a espontaneidade.
Não me parece que esteja destinada a viver de acordo com um guião, com um plano traçado por alguma mente brilhante, que um dia se sentou a beber um café e decidiu que toda a gente seria igual, que as vidas obedeceriam a um molde.
Pois...
Como dizia uma amiga, "só as doidas começam a casa pelo telhado".
Eu cá digo que essa é a minha maneira favorita de fazer o que quer que seja!
Com coragem, convicção e uma grande dose de inconsciência, I Do It My Way.


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4 comentários:

Andrei@ disse...

Oi miga!"Força aí na maionese!" como diz alguém da TV!Espero que já tenhas conseguido acabar!Tou à espera de pôr a conversa em dia com um almoço em que à tarde não se faz nada ou pouco se faz!Bjs mt grandes

Princesa Tagarela disse...

...mas quem é essa doida d'um corno que começou a casa pelo telhado?!?

...e tu outra doida, se lhe devias dar na cabeça...ainda concordas??

Banita disse...

Eu também gosto da surpresa! De me sentir solta em relação à minha vida! E alguém que me explique qual é a piada de planear uma gravidez, a chegada de um filho? Claro quando já se tem 5, se calhar já deve ser planeado, mas quando não se têm nenhum, já se têm casa própria e emprego para o sustentar... não consigo entender! há lá coisa melhor do que ficar surpresa porque a cegonha chegou inesperadamente? Detesto o: Os filhos devem ser planeados! Não gosto da expressão: planeamento familiar... Soa tudo tão... calculista!
Gostava de ter um trabalho que pudesse fazer em casa, mas não sei se aguentaria viver a pressão que tu às vezes vives! Não sei se me conseguiria cingir ao prazos, sem deixá-los passar!

Anónimo disse...

Obrigado por Blog intiresny