quinta-feira

Da Boa Educação



Imagem tirada da Net


Eu tenho uma ideia, que até pode parecer disparatada, mas é cá uma coisa que se me enraizou na psique, que a boa educação fica bem a toda a gente e em todo o lado.
Com mais ou menos familiaridade que exista entre as pessoas, com mais ou menos amizade, com mais ou menos delicadeza, a boa educação nunca cai mal.

Ora, ultimamente tenho reparado mais em alguns casos onde a dita boa educação está em falta.

A senhora que nos balneários do ginásio olha com ar enjoado para nós porque estamos à frente do seu cacifo, e em vez de dizer - olhe, não se importa? - Ou - Dá-me licença? - Ou ainda um simples - Posso? - fica especada a olhar para nós a pensar "olha estas magras estúpidas estão à minha frente, deixa lá fazer cara de má para ver se as intimido", é uma senhora mal educada.

O senhor que na aula de Power Jump colocou o trampolim quase por cima da minha garrafa de água só para ficar ao lado da minha queridíssima amiga (por quem ele aparentemente tem uma verdadeira tara!! - anda lá fofa, aguenta-te à bronca!!), é um senhor que embora simpático, não foi bem educado.

Os colegas que decidem que não vale a pena responder a um e-mail (que ao que sei é gratuito e bastante rápido de se enviar) porque partem do princípio que ninguém está a contar com eles e se estiverem, paciência, que a nossa vida não é isto, não estão a ser bem educados.

Aquela pessoa que num dia nos conhece e nos fala como se tivesse muita confiança connosco e que no dia seguinte passa por nós no corredor e parece já não nos conhecer, nem para um "boa tarde", não é uma pessoa bem educada.

Uma pessoa que nos atende como se estivesse a fazer um frete, que não tem um sorriso, uma palavra delicada para nos dirigir, por muito competente que seja e por muito profissional que queira ser, não é uma pessoa educada.

Já nem falo em quem deita lixo ou cospe para o chão, quem come de modo ruidoso e de boca aberta ou quem fala em decibéis que magoam fisicamente os ouvidos alheios, porque nesses casos além de falta de educação, verifica-se também falta de civismo, e era discussão para dar pano para mangas.

Caramba, sou só eu que gosto de ouvir de ouvir um - Desculpe - quando alguém me dá um encontrão sem querer?
Sou só eu que gosto de ouvir o senhor do talho dizer - Obrigado e volte sempre!?

Já sei que toda a gente tem os seus momentos; a senhora do ginásio podia estar chateada porque o dia lhe correu mal; o senhor do Power Jump pode não ter reparado que a minha garrafa estava a marcar um lugar; os colegas podiam não estar para nos aturar; a pessoa que a certa altura decide não nos cumprimentar pode ter percebido que afinal não tem grande afinidade connosco e a pessoa que nos atende pode estar farta de trabalhar, com vontade de ir para casa tratar da sua vidinha.

Mas por muitas desculpas que possam existir, continuo a achar que não é preciso grande esforço para se ser bem educado e ter consideração pelos outros.

Mas se calhar sou só eu...

*
*

4 comentários:

Miguel disse...

E os doentes lá no serviço que entram logo a tratar-me por "tu"? UIiiii...

Polar Azul disse...

A boa educação nunca é demais.

Banita disse...

Também detesto que me chamem por tu, as srª das lojas... tudo porque tenho cara de miúda... Tenho de dizer como o outro que já sou muito rodada!! É verdade, eu peço sempre desculpe, com licença, etc. Aqui as miúdas novas fazem cara impaciente e dizem: con per (significa con permisso, mas como eles abreviam tudo...)
As mais velhas, podem pisar os calos e nem te dizem nada!!
Que bem que se está no México!

Naná disse...

E quando entramos na tabacaria e compramos um jornal e a pessoa nem bom dia, nem obrigado e nem levanta os olhos da revista que lê enquanto nos entrega o troco...
E a sr.ª bem posta toda chique que nos empurra enquanto bebemos um café ao balcão, só porque quer ver os bolos que estão expostos?
E todos os cab**** que não nos dão prioridade no trânsito e quase nos partem a parte da frente do carro?!
E vizinho que se cruza connosco à saida do elevador e nem à merda manda?!
Tolero muita coisa, mas falta de educação nunca foi uma delas! Mas se calhar também sou só eu... que sou mto sensível!...