segunda-feira

Breve Apologia da Tristeza

Pôr-do-sol perfeito, na minha praia.

Não sei por que raios é que este texto não aparece, mas é pena. É tão bonito...



Encontrei este texto há mais de dois anos num blog a
que já perdi o rasto.

Só sei que foi publicado por alguém chamado David.
E que me tocou profundamente.
Gostava de o ter escrito.
Sinto-o como se fosse meu.
Sem dramas...


"Há pessoas que não sabem estar tristes. Pessoas que têm
medo da tristeza como se ela fosse uma doença.
Pessoas
que não sabem que é normal estar triste e que às vezes
até faz bem.
Porque todos nós temos motivos diários
para estar tristes.
Precisamos tanto da Madame Tristesse,
como precisamos da Madame Alegria.

Para mim ela sempre foi a amante perfeita. Quando
parto não se ofende e quando volto não faz perguntas.
É minha amiga e foi muitas vezes a minha única companhia.
Conhece-me como poucos e é de uma paciência infinita.
Já me viu na intimidade, chorou comigo.
Nunca me
negou um beijo ou um abraço. Sempre que eu precisei dela,
estava lá.
A amante perfeita.

Por isso, quando me virem um pouco melancólico e de
poucas falas, não me perguntem o que é que se passa,
ou o que é que tens.
É que às vezes preciso de namorar
um pouco com a tristeza, entregar-me a ela.

Não se preocupem. Não ficarei para sempre nos seus braços.
Sei demasiado bem que quem insiste em servir-se várias vezes
da angústia como se esta fosse uma panela de sopa, acaba
sempre por ficar com fome no coração.
"




Para dizer a verdade, o sentimento que me domina
ultimamente não é bem tristeza.

É cansaço. Um cansaço profundo, pesado, que me faz
olhar para o que me rodeia com olhos vidrados,
com os ombros curvados e o corpo dorido.


Quando ando mais cansada fico com a sensibilidade
à flor da pele. Tudo me comove, tudo me faz chorar.
Tudo provoca em mim torrentes de emoção.


Foi por isso que hoje, ao encontrar este texto perdido
por entre os meus papéis, me deixei emocionar novamente,
me senti mais uma vez tocada pela sensação de tristeza calma
que ele transmite.

Sem dramas...
*
*


9 comentários:

Naná disse...

Muito bonito e tocante o poema!
Realmente, sem a tristeza e tudo o que ela encerra não saberíamos o que é o burburinho da alegria!
E esse cansaço passa, vai desaparecer de um momento para o outro!...

Joanissima disse...

Havia muita coisa para dizer mas não aqui, não assim.
Por agora (porque te entendo TUDO) pega um dos meus melhores abracinhos, cheio de sol e de flores cheirosas e, sobretudo, perfumado com o cheiro da tua alegria que, mesmo que penses diferente, se sente aqui.

sem dramas. : )

barrigacheiadefelicidade disse...

Confesso que sou das pessoas que nao sabem ficar tristes. nao que nao fique triste, mas nao sei lidar com isso.
penso sempre que a vida é demasiado preciosa para nao a apreciarmos devidamente... mas que às vezes só apetece ficar um bocadinho melancólica lá isso é verdade!
beijinhos...
Gostei mesmo de passar por aqui

Ana. disse...

Naná, tu és uma querida!

Eu sei que vai passar!

;)

Ana. disse...

Tu és uma Joaninha com pinta!

Esse teu abracinho... quentinho, cheiroso, apertado!
Como é que se diz? Não é obrigada, é... quero mais!

;)

Ana. disse...

barrigacheiadefelecidade:

Tu és um mistério da natureza.
Tinhas motivos para abraçar a tristeza, a melancolia, a revolta e sei lá o que mais. E escolhes fazer o quê? Acreditar na vida, na alegria, no futuro!

És pequenina, mas muito grande!

Obrigada pela visita, volta sempre!
;)

Ana. disse...

Desculpa!! Escrevi mal o teu nome!
barrigacheiadefelIcidade!
Assim é que está bem!

;)

Princesa Tagarela disse...

...hoje também estou cansada mas estava muito ansiosa por te vir ler...são aquelas coisas...agora percebo o porquê...precisava de deixar correr as lágrimas para me sentir mais aliviada...obrigada pelo fantástico texto!!!

Beijoos colossais!!!

Banita disse...

Eu sou mais adepta da Madame Alegria, raras são as vezes em que dou o braço (a torcer) à Madame Tristesse, porque quando dou... sou a mais triste do mundo, bato bem lá no fundo. Mas esses momentos são bem raros. felizmente!
Beijinhos sem dramas nessa carinha laroca que não mal que sempre dure, nem não-sei-quê-que-agora-não-me-lembro!