domingo

E Viveram Felizes Para Sempre...



Ontem fui fazer um trabalho diferente.
Fui intérprete de um casamento entre um inglês e uma portuguesa.

Detalhes técnicos à parte, achei delicioso ver como ainda há pessoas que acreditam que o amor vale a pena. Que a maneira mais bonita de o celebrarem é assumirem um compromisso perante a lei, a família e os amigos.

Tenho as minhas dúvidas quanto à necessidade do casamento religioso, apesar de ter casado na igreja vai para dez anos, mas acho o casamento civil uma cerimónia bonita.
É dito aos noivos que a partir daquele dia têm algumas obrigações a cumprir perante a lei, mas é-lhes igualmente aconselhado que vivam as suas vidas com base no respeito, cooperação, assistência e ajuda mútua e que partilhem as decisões que dizem respeito à vida familiar.

Haverá outros factores a considerar, mas não é isso mesmo que resume uma vida a dois?
O respeito, a cooperação, a partilha a entreajuda são para mim valores fundamentais, muito mais do que a fidelidade eterna e a obediência que a esposa deve ao marido e outros que tais - valores mencionados no casamento religioso.

Acho que o amor justifica tudo. Vale tudo. Pode tudo.

E ontem tive vontade de estar sentada numa poltrona branca, num pátio solarengo, com um vestido lindo, um véu e um ramo de túlipas brancas na mão, enquanto dizia com os olhos a brilhar e o coração a transbordar de amor: I do.

*
*

10 comentários:

Princesa Tagarela disse...

...engraçado muito da dissertação que fizemos ontem aqui na burgo-aldeola...passou pelo o muito que escreveste agora e que é completamente verdade!!!

;)L'Amourrrr!!!

Ana C. disse...

Ó que bonito Ana, traduzir um casamento. Que experiência única.
Não há nada como um casamento com amor, seja ele civil, ou católico, podes sempre fazer uma nova cerimónia sob um qualquer credo, ou sob credo nenhum.

Miguel C. disse...

Na verdade, o casamento é apenas um acto público onde duas pessoas se comprometem uma com a outra, na presença de testemunhas. Mas deve ter sido engraçada essa cerimónia bilingue!!

Ana. disse...

Ai Tagarela, l'Amourrrr!!
;)

Ana. disse...

Ana C.
Foi realmente bonito!
Quando a noiva estava a chegar, olhei para a cara do noivo e tive de desviar os olhos, porque se continuasse a olhar para ele quem chorava era eu!

;)

Ana. disse...

Miguel!

A parte mais engraçada foi quando o representante do registo civil chegou ao pé de mim e disse:
- Olhe, também vou ler este documento, mas não trouxe nenhuma cópia para si!

E agora, olha, desenrasca-te, Ana!
Mas, mais gralha menos gralha, correu bem!

;)

Joanissima disse...

eu tenho saudades de acreditar com a inocencia de outrora. Ainda acredito um bocadinho mas a consciencia das coisas retirou muita da magia que sempre lhe vi.

A ignorancia é uma benção.
: )

Ana. disse...

Joanissima...

Acreditar no amor não é sinal de ignorância... é sinal de confiança, de força interior e de um desejo imortal de ter todas as coisas boas que merecemos.
Pode parecer um bocadinho conversa da treta, mas para mim, acreditar no amor é a solução para acreditar em tudo o resto. Quando/Se essa crença (que não é cega) me abandonar, não sei onde vou buscar forças para as outras coisas...

Acredita tu também.
"With all there is, why settle for just a piece of sky?"
Lembras-te disto?
(21 de março de 2006)...

Joanissima disse...

: )

Isso de me combateres com as minhas proprias palavras... pá... nem sei... : )))

E não é por acreditar que sou ignorante... é talvez por ja nao acreditar tanto. E, repara, eu tambem acredito no amor... e muito... mas de uma forma bem diferente da que outrora acreditei, só isso.

(mas acredito muito em mim... e isso conta, não é?)

Ana. disse...

Joanissima!
Conta mais que tudo o resto!
Bjs!
;)